quinta-feira, 13 de janeiro de 2022
O PRIMEIRO AVIÃO DA TAP
quinta-feira, 6 de janeiro de 2022
ATERRAGEM DE EMERGÊNCIA EM SACASSANGE
No regresso de um destacamento com destino ao Ar Luso, um avião T6 pilotado pelo então capitão Salema, detectou uma avaria e constatou que não tinha autonomia nem possibilidade de chegar à Base.
Por tal motivo foi obrigado a efectuar uma aterragem de emergência na estrada de Sacassange/Luso.
Da manobra resultou um ferido, um habitante local que circulava na berma da via com uma pequena carroça. Acidentalmente foi atingido na cabeça pela ponta da asa do avião. Foi transportado para o hospital do Luso onde ficou internado durante vários dias.
Foi aberto um inquérito ao acidente, sendo nomeado o capitão Reis como oficial de diligências. No âmbito das mesmas eu transportei e acompanhei o capitão Reis ao aldeamento do acidentado a fim de contactar com a família do mesmo. O acolhimento foi bastante hostil, valeu-nos o acompanhamento do Soba da sanzala que com a sua presença e a compreensão do sucedido acalmou os ânimos mais exaltados.
Voltamos lá uns dias depois já com o sinistrado junto dos familiares, fomos desta vez recebidos de forma mais efusiva. A minha participação no processo terminaria aí.
Constou-se, que teria sido dada uma indemnização ao acidentado e família, e tudo teria acabado em bem.
Por: Antonio Pereira
quinta-feira, 30 de dezembro de 2021
VISITA À SANZALA
Pouco mais de uma semana
havia passado desde que tinha pousado em Luanda, depois de umas 18 horas no
DC-6 vindo de Lisboa.
Estava agora em Henrique
de Carvalho, na AB 4.
Lá, encontrei um
meu camarada da recruta, o Lopes (nome fictício para salvaguarda de identidade)
que, dois dias depois, em conversa com mais outros, disseram que iam à sanzala
e fui com eles.
Depois do jantar, já
lusco fusco, saímos da base, apanhando boleia de uma viatura militar. Depois andando por um caminho de terra batida, fomos em
direção à aldeia indígena, a poucos quilómetros.
Começaram a aparecer as primeiras cubatas, casas feitas de
paus e argila, cobertas com folhas de árvores e capim, ou chapas de zinco enferrujadas.
A entrada era pequena e como porta havia panos ou esteiras, que ofereciam um
pouco de proteção do frio ou calor, conforme a altura do dia. As que tinham a
porta aberta, eram escuras no interior, vislumbrando-se às vezes uma luz
alaranjada, vinda de uma pequena fogueira ou vela.
À medida que avançávamos
para o interior da sanzala, o cheiro nauseabundo ia-se sentindo cada vez mais,
temendo que o meu jantar fosse desperdiçado.
Agora
que já fazia noite, só se apercebiam vultos a passar por nós, eu completamente
desorientado. Felizmente os outros já eram veteranos deste local e sabiam bem
aonde iam. Parámos em frente de uma cubata e o Lopes, o mais experiente e
arrojado, berrou para o interior e saiu de lá uma mulher de idade indescritível
que o saudou com “moyo”, o olá da sua língua. O Lopes perguntou pela jovem que
normalmente atendia a freguesia de militares na sua cama e a mulher, sua mãe
talvez, disse que não estava ali nesse momento. Nunca vira o Lopes tão furioso.
Talvez porque me queria impressionar com os seus ares de homem que manda, ou por
lá que fosse, começou aos gritos a dizer à mulher que fosse buscar a puta que
ele conhecia pois tinha aqui clientes à espera. Claro que nesta altura, o Lopes
já havia emborcado uma série de cervejas no bar e mais umas quantas que
tínhamos trazido para o passeio.
Como dali não levávamos nada, prosseguimos para outras palhotas mas, infelizmente para ele, felizmente para mim, não houve mais ação na cama para ninguém e voltamos à base.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2021
HIDROAVIÃO DE SACADURA CABRAL E GAGO COUTINHO
quinta-feira, 9 de dezembro de 2021
P2V-5 NEPTUNE Nº4711, NO ULTRAMAR
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| Na BA9 - Luanda |
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| No AB4 (leste de Angola) |
Ao longo do restante ano o “4711” é rendido por outros P2V-5 nas suas já habituais migrações a territórios ultramarinos.
Por sua vez o Comando da 2ª Região Aérea formalizava algumas objecções relativas à possível transferência daqueles meios aéreos para Moçambique. Reiterando a tese de que do ponto de vista operacional, embora dotado de excelente maneabilidade, o P2V-5 não seria o avião indicado para a vigilância das margens de rios e lagos, podendo neste caso sobrevoar territórios de outros países e assim criar incidentes internacionais e que a utilização do potente radar AN/APS-20 neste contexto seria completamente inútil. Acrescentando ainda que na eventualidade de uma acção de reconhecimento armado haveria ainda a ter em conta que as metralhadoras do dorso da aeronave estavam desmontadas ou inoperativas por falta de interruptores limitadores. Para além disso, o bombardeamento de área não seria possível ser efectuado com a eficácia desejada por falta do visor apropriado para largada de bombas em terra. Segundo esta fonte os aviões apenas seriam eficazes em ataques pontuais com foguetes de 5 ou de 2.75 polegadas. Outros factores, como as dificuldades de manutenção na 3ª RA, que seriam ainda mais complicadas do que as mantidas em Luanda, uma vez que a distância era um factor a considerar e que o habitual auxílio proporcionado pela TAP ou pelas OGMA em aparelhagens de teste, eram na 3ª Região Aérea inexistentes.
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| Caderneta de voo onde são referenciados voos realizados em Dezembro de 1966, pelo 4711, a partir da BA10 |
No dia 9 de Abril de 1966, foi decidido pelo Reino Unido e corroborado pelo Conselho de Segurança da ONU colocar em prática uma série de medidas de embargo, que incluíam um boicote político e sanções económicas, à auto-declarada independente República da Rodésia. Estas medidas implicaram um bloqueio naval ao porto da cidade da Beira, em Moçambique, com vista a impedir a entrada de navios com mercadoria essencial à subsistência da Rodésia. Na prática seria um bloqueio pouco efectivo, uma vez que o porto de Lourenço Marques continuava aberto e, assim, dissimuladamente, Portugal continuaria a fazer chegar apoios ao regime de Ian Smith que por sua vez assistia os militares nacionais na luta contra a Frelimo, particularmente na província de Tete.
A Royal Navy (Marinha Real Britânica) seria encarregada de constituir uma task force liderada pelo porta-aviões HMS Ark Royal e o seu grupo de combate com vista a implementar esta decisão. Pelas razões indicadas, a Força Aérea Portuguesa foi incumbida de contribuir com os meios aéreos disponíveis e que pudessem fazer frente a este embargo indesejado, mantendo assim a plena soberania do território.
Assim, foram inicialmente empregues para este fim aviões PV-2 Harpoon, que operavam na 3ª Região Aérea há dois anos e seis F-84G provenientes da BA9, em Luanda (Angola). Inseridos neste dispositivo de defesa estavam também dois aviões P2V-5. Estes viriam a preencher a lacuna de fiscalização nocturna no Canal de Moçambique, podendo também neste período proceder à detecção de indícios de movimentação dos meios navais ingleses, permitindo localizações frequentes de todos os navios, incluindo o porta-aviões HMS Ark Royal.
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| P2V-5 “4711” integrado no Destacamento 63 e estacionado na BA10 (Beira, Moçambique) |
Toda esta movimentação de forças oponentes terminaria no final de Julho de 1966 sem que fossem registados quaisquer incidentes. A Rodésia manteve-se independente e os meios aéreos nacionais empregues nesta operação voltaram às unidades de procedência, com excepção dos P2V-5 que manteriam o Destacamento 63 activo até ao primeiro trimestre de 1967.
No período de 1970 a 1973, o P2V-5 nº 4711 é presença regular no arquipélago de Cabo Verde, assegurando vários dos destacamentos, efectuados pela Esquadra 61 na Ilha do Sal (AT1), com uma duração típica de aproximadamente um mês, assegurados em regime de rotação pelas tripulações e aeronaves da Esquadra de Reconhecimento Marítimo.
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| Na BA12 Bissalanca em 1971 |
Com base na análise documental de registos individuais de voo, foi possível identificar a presença do “4711” em pelo menos oito destes destacamentos no período referido, tendo o avião, no qual fazia parte da tripulação o Capitão Piloto-Navegador Augusto Vieira Saramago, descolado da BA6 no dia 14 de Fevereiro de 1970 para o seu primeiro destacamento. A última presença do “4711” na Ilha do Sal ocorreu em Julho de 1973, com o voo de regresso à BA6 efectuado no dia 29 desse mês, tendo aos comandos o Coronel Piloto-Aviador Joaquim Marinho.
Um destacamento típico envolvia voos ferry directos Montijo-Sal e Sal-Montijo, com duração de aproximadamente nove horas de voo. No entanto, algumas vezes, estes voos eram efectuados com escala num ponto intermédio (Porto Santo, Lajes ou Gando). Os destacamentos na Ilha do Sal eram intercalados com períodos de presença em Portugal Continental, sendo estes aproveitados para se efectuarem as necessárias inspecções periódicas programadas.
De referir que estas inspecções dos P2V-5, ao serviço da Força Aérea, eram realizadas às 60, 120, 180 e 240 horas de voo. Os tempos previstos de imobilização da aeronave para se cumprirem estes requisitos de manutenção variavam de um dia (inspecção intermédia de 30 h, efectuada na “linha da frente”) até 18 dias (inspecção das 240 h).
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| Tripulação de P2V-5, na BA6 (Montijo), em meados da década de 1970, envergando fatos de voo de alta visibilidade em ambiente marítimo |
Por: Mário Diniz e Dr. Luís Proença.
Texto extraído da Revista Mais Alto
quinta-feira, 2 de dezembro de 2021
O TREM DE ATERRAGEM QUE NÃO ABRIA
quinta-feira, 11 de novembro de 2021
BROUSSARD MAX-HOLSTE
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| O Broussard 3304, após a sua restauração na BA6 do Montijo em 2002, foi entregue ao Museu do Ar |
Todos os Broussards foram destinados para o AB3 Negage, em Angola.
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| Em Muxaluando-Nambuangonogo |
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| O 3304 em restauração na BA6 do Montijo em 2002 |
José F. Santos - Blog Ex-OGMA
quinta-feira, 4 de novembro de 2021
BA2 OTA - GUIA DO RECRUTA
A cerca de 7(sete) Kms de Alenquer.
Os Soldados Alunos serão distribuídos pelas 1ª, 2ª e 3ª Esquadrilhas.
c) REFEITÓRIOS
d) BALNEÁRIOS
(2) - COMANDANTE DA FORMAÇÃO DA E.I.R.
(3) - COMANDANTES DAS ESQUADRILHAS
(4) - OFICIAL DE TREINO FÍSICO MILITAR
e) BARBEARIA DAS PRAÇAS
Funciona das 8H30 ás 18H30,com intervalo de uma hora para a refeição(12H00/13H00).
f) LAVANDARIA
Pode ser utilizada mediante o pagamento mensal de Esc. 10$00, que serão descontados no vencimento.
g) CANTINA
É o órgão abastecedor de géneros, perfumarias, artigos de higiene, de limpeza e utilitários e ainda de combustíveis e lubrificantes aos proprietários de veículos motorizados, autoriza dos a abastecer-se de gasolina e óleos.
1 - Terço o Bênção - Diariamente a partir das 17H00;
2 - Confissões - Aos Domingos das 8H30 às 9H30 e das 10H00 às 10H30.
i) CINEMA
Funciona no edifício do ginásio três vezes por semana.(Normalmente às 3ªs., 5ªs e sábados)
O preço do bilhete é de 2$50.
j) BAR DOS ALUNOS ESPECIALISTAS
Dispõe do serviço de bar e tabacos, salas do bilhar e outros jogos, sala de leitura e televisão.
k) ESTAÇÃO DOS C.T.T.
Assegura as comunicações possais, telegráficas e telefónicas da Unidade e , complementarmente assegura as necessidades privadas do pessoal.
l) ENFERMARIA
Mantém serviço permanente com: Revista de saúde, curativos e a utilização do Posto Anti-Venéreo
m) INSTALAÇÕES DE COMANDO DA E.I.R.
É onde funcionam os Orgãos de Comando da Esquadra e da Formação.
Neste edifício estão instalados o Comando da Base e os principais órgãos de Administração
(O Gabinete do Oficial de Dia á Base está situado no rés-do-chão, topo Sul)
n) AERÓDROMO
É a Zona Operacional da Base pelo que a circulação de pessoas e viaturas á restrita.
o) ZONAS RESIDENCIAIS
É expressamente proibida a permanência ou trânsito de praças e civis, sem motivo justificado, nos dois bairros existentes:
1. - BAIRRO DE OFICIAIS
2. - BAIRRO DE SARGENTOS
p) RESTANTES ÁREAS E INSTALAÇÕES
A Base abrange uma grande área e dispõe de numerosas e indispensáveis infraestruturas, que os Recrutas irão conhecendo progressivamente.
- BARRETE DE BIVAQUE
- BLUSÃO Nº.1
- CAMISA AZUL COM GRAVATA
- CALÇAS DE COTIM
- BOTAS DE CANO AFIVELADO
(2) - DE INSTRUÇÃO:
- FATO DE TRABALHO
- CAMISA AZUL
- BOTAS DE CANO AFIVELADO
(3) - DE GINÁSTICA E DESPORTOS:
- CAMISOLA DE GINÁSTICA
O capote, dentro do Aquartelamento, só será usado como medida geral, indicada pelo respectivo toque. Exceptuam-se os casos de militares que, por motivos de saúde, sejam pelo médico autorizados a usá-lo
4. APRESENTAÇÕES:
a. - A apresentação dos Recrutas é feita com o uniforme do passeio, nos seguintes casos:
(1)- Após o cumprimento de penas disciplinares(DETENÇÃO E PRISÃO) ou ao terminar a ausência Ilegítima.
(2)- Licença e diligencia de duração superior a 24 horas.
(3)- Dispensa nos terços do artº. 183 do R.G.S.E.(FALECIMENTO DE PARENTES
PRÓXIMOS).
(4)- Alta do Hospital
(5)- Doente no Domicílio.
b. - A apresentação será feita com o uniforme usado na Instrução nos seguintes casos;
- ALTA DA ENFERMARIA
- APÓS A CONVALESCENÇA
Todas estas apresentações são feitas ao Comandante da respectiva Esquadrilha , Oficiais e Sargentos da Formação e Oficiais e Sargentos da Secção.
Sem esta declaração o atestado do médico não será tomado em devida conta.
(1) Não é permitido fumar dentro da sala de projecção.
(3) O pessoal que frequenta o cinema deve apresentar-se devidamente uniformizado ou decentemente vestido quando fizer uso de traje civil (nº. 11 do artº. 4º, do R.D.M.)
(4) Todo o pessoal deve colaborar para que o edifício seja conservado limpo e em bom estado de conservação, bem como o mobiliário(em especial as cadeiras) que exige dos serviços respectivos da Base um sério esforço do manutenção, tanto em mão de obra como em material.
(5) Qualquer ordem ou indicação do pessoal responsável pela manutenção da ordem deve ser imediatamente acatada pelos frequentadores.
(e) O Oficial de Dia deve nomear um Oficial de Prevenção para assistir a cada sessão.
(f) Todos oe graduados devem colaborar na fiscalização, comunicando superiormente qualquer manifestação de indisciplina que será rigorosamente punida.
7. IDENTIFICAÇÃO DO PESSOAL (O.S. 263 DA BA2 DE 7DEZ64)
(a) Dado o elevado número de militares e civis nesta Unidade, o que impede a sua rápida identificação, passa-se a adoptar um processo que permite saber imediatamente, à vista, a identidade de cada um dos militares ou em diligência na Unidade.
(b) O processo de identificação é constituído por uma placa de material plástico(branco) com as dimensões de 7x1,8 cm sobre a qual se coloca uma fita colorida contendo o número e apelido. No caso de Oficiais e Sargentos só consta o posto e o apelido.
(c) As fitas têm as seguintes cores :
a. Depois do toque de alvorada, a fim de verificar que todas praças estão levantadas.
Os preços (ida e volta) são os seguintes:
20. CORRESPONDÊNCIA
Os Soldados Alunos Recrutas serão eliminados nas seguintes circunstancias:
b. POR MAU COMPORTAMENTO




























