Mostrar mensagens com a etiqueta HISTÓRIA DA AVIAÇÃO MILITAR. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta HISTÓRIA DA AVIAÇÃO MILITAR. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

VOUGTH A - 7P CORSAIR II


O A-7P Corsair ll é um avião monorreactor, destinado a missões de ataque a alvos de superfície a partir de um porta-aviões. Nasceu de um concurso lançado pela US NAVY em 1962, sendo considerado um avião ligeiro ágil e robusto, de baixo custo, manutenção fácil e económica, mas também com capacidade de transporte de grandes quantidades de armamento e de permanecer prolongadamente sobre o alvo. Desde 1965 até ao final a produção, em 1984, foram fabricados 1569 aparelhos.
Este avião evidenciou desde logo as suas capacidades em combate. Depois de ter voado pela primeira vez, ainda em protótipo, em 27 de Setembro de 1965, entrou em combate apenas dois anos depois, em Dezembro, de 1967, a partir de um porta-aviões ancorado ao largo do Vietname. Os A-7 passaram também a servir a USAF e foram responsáveis pelo aumento de capacidade aérea das forças norte-americanas naquele conflito. Desses tempos até agora, este aparelho foi sempre crescendo e evoluindo. Tais avanços permitiram mesmo aumentar a sua longevidade. Na USAF, em Maio de 1991, ainda estavam activos, permitindo o seu desempenho em várias missões na Guerra do Golfo, durante a operação Tempestade do Deserto. Sem dúvida, cumpriu sempre, de forma exemplar, o seu papel como plataforma de armamento com largada de grande precisão.
Após a saída de serviço dos F- 86 F Sabre, tornou-se urgente a continuidade da aquisição de equipamento e consequente modernização da Força Aérea Portuguesa. A aquisição, no início da década de 80 de 50 A-7P Corsair ll trouxe vantagens a nível tecnológico, assim como a nível do desenvolvimento de recursos humanos. Ao seleccionar-se este aparelho, aproveitou-se o material usado e disponível, com actualidade aceitável e uma relação custo/eficácia que proporcionou uma adequada capacidade operacional nas missões a desempenhar, embora a Força Aérea estivesse inicialmente interessada na compra dos aviões F-5 e não do A-7.Mas devido a restrições financeiras acabou por optar pelo A-7.
O primeiro lote de 20 aparelhos chegou a Portugal, à Base Aérea 5 de Monte Real, entre Dezembro de 1981 e Setembro de 1982.Todos estes aparelhos viriam a fazer parte da esquadra 302 em Monte Real. Mais tarde seria formada a esquadra 304 com um segundo lote de aparelhos.
Apesar de o avião A-7P nunca ter participado num conflito, desempenhou as várias missões para que foi chamado, mostrando sempre as melhores capacidades.
O dia 10 de Junho de 1999 fica marcado pela despedida de funções, após aproximadamente 64.000 horas de voo ao serviço da Força Aérea Portuguesa e 18 anos, durante os quais, infelizmente se perderam 16 aparelhos em acidentes

Créditos:Euro Impala/Força Aérea Portuguesa

sexta-feira, 13 de abril de 2012

AVIÕES DA 2ª.GUERRA MUNDIAL - MESSERSCHMITT BF 109


O Messerschmitt Bf 109, popularmente conhecido como Me 109, foi o mais famoso avião de caça alemão monoposto dos anos 1930 e 1940, com uma produção de mais de 33.000 unidades. O primeiro vôo aconteceu em Maio de 1935, tendo sido posto à prova pela primeira vez na Guerra Civil Espanhola. De 1937 até à Segunda Guerra Mundial, todas as unidades de caça foram equipadas com esta aeronave e muitas as mantiveram recebendo permanentes melhorias até ao fim da guerra. O Bf 109 serviu também, além da sua função principal de caça, como caça-bombardeiro, caça nocturno e avião de reconhecimento.

As primeiras versões eram os Bf-109 B, C e D, todos com motor menos potente que o definitivo 109 E. Grande quantidade do modelo E estava em serviço no final de Agosto de 1939, quando teve início a invasão da Polónia. De lá até 1941, este aparelho foi, de longe, o mais importante caça da Luftwaffe. Após 1942 a versão dominante foi o 109 G "Gustav", que atingiu mais de 70% do total de aparelhos recebidos pela Luftwaffe. Veja aqui a história do Messerschmitt Bf 109. (Source Squadron Signal Publications)
O Messerschmidtt Bf-109 G-14, matrícula 460 520, com o nome de guerra "Black 11".
Um veterano da Legião Condor dando instrução aos maçaricos.
Uma pausa para descontrair.
Um Messerschmidtt Bf-109 G-6/U2 encontrado pelas tropas americanas nas instalações da Henschel Aero, perto de Kassel.
Cockpit do Bf-109 G-2TROP e notas do piloto Paul Day.
Algumas pinturas usadas nos Messerschmidtt Bf-109.(Source Squadron Signal Publications, Monogram and An Illustrated History of WW2 Aircraft)

Créditos: jfs -ex-ogma.blogspot.com

domingo, 19 de fevereiro de 2012

AVIÕES DA FAP - BROUSSARD

O Broussard 3304, após a sua restauração na BA6 do Montijo em 2002, foi entregue ao Museu do Ar, na Granja do Marquês. 
Os cinco Max-Holste M.H.-1521-M Broussard (monoplanos de asa alta caracterizados pela sua dupla deriva), candidatos a suplementar os Auster, recebidos em Março e Abril de 1961, foram matriculados com os números 3301 a 3304, tendo um deles ficado para peças sobressalentes. Este avião canadiano, equipado com motor radial Ptratt & Whitney radial R-985-AN.1 de 450 hp, igual ao dos Beechcraft C45, transportava um piloto e cinco passageiros, com peso máximo à descolagem de 2700 Kg. Todos os Broussards foram destinados para o A.B. 3 do Negage, em Angola. No ano de 1961, o 3302 foi abatido por fogo anti-aéreo em Muxaluando, perto de Nambuangongo (Angola) e o 3301 teve um problema no motor, próximo do Toto, tendo-se danificado na aterragem e sido enviado para reparação nas OGMA. Também em 1961, o 3303 capotou na fazenda Santarém, por aterragem a alta velocidade e foi igualmente enviado às OGMA. Restou intacto o 3304, que foi integrado depois com o 3301 e 3302, na Esquadra 82 do A.B.1 da Portela, Lisboa, que operava com alguns aviões de transporte ligeiro e de ligação - tais como o Beechcraft C45, Piper L-21B e Chipmunk-ao lado da Esquadra 81 de Transporte, tendo sido considerados como excedentários em 1976. (Crédito M. Canongia Lopes-artigo na revista Mais Alto) Em 2000, o Broussard 3304 foi objecto de restauração na BA6 do Montijo, tendo efectuado o 1º voo após restauro, em Agosto de 2002, após o que foi colocado no Museu do Ar, na Granja do Marquês, em Sintra. 

O primeiro Broussard (FAP 3301) com a pintura de origem.  
O Broussard 3303 na BA9 de Luanda.
Carimbo de da Mostra Filatélica da BA 11 de 18-10-2002, referente ao voo Lisboa-Beja no Broussard da FAP. 

 
O Broussard 3304 em restauração na BA6 do Montijo em 2002. (Crédito José Jorge). Aos apreciadores recomendo a visita ao site walkaround.comde Nuno Martins, também um ex-ogma, que tem muita informação actualizada sobre aviões.

Créditos: jfs -ex-ogma.blogspot.com



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

AVIÕES DA 2ª.GUERRA MUNDIAL - PV2 HARPOON

Planeado para substituir e aumentar a autonomia do PV-1, o Lockheed PV-2 Harpoon entrou em serviço na Marinha dos EUA em Março de 1945, tendo desempenhado muitas funções na 2ª guerra mundial, nomeadamente como bombardeiro, patrulheiro e avião de ataque. Devido à sua capacidade de se defender sózinho, podia operar sem necessidade de escolta de aviões de caça.. Uma listagem histórica dos aviões PV-2 usados na Força Aérea Portuguesa pode ser consultada 
Algumas gravuras de aviões PV-1 e PV-2 Harpoon utilizados na 2ª guerra mundial.


Créditos: jfs -ex-ogma.blogspot.com

sábado, 21 de janeiro de 2012

AVIÕES DA 2ª.GUERRA MUNDIAL - MOSQUITO

 
 O Mosquito foi fabricado pela Havilland Aircraft Company, que construiu os aviões civis DH84 Dragon, DH86 Dragon Rapide (havia um exemplar na base de Sintra), DH88 Comet, DH91 Albatross e mais tarde o Chipmunk e Vampire. O primeiro voo experimental foi em Setembro de 1941 tendo o último voo (na RAF) sido registado a 15 de Dezembro de 1955. 

 O cockpit de um Mosquito NF.II vendo-se à direita o radar Al Mk. IV cujo operador ficava ao lado do piloto.

 Marcações de alguns aviões Mosquito da RAF e Swiss Army. Não há registo deste tipo de avião na Força Aérea Portuguesa (que existe como ramo independente desde 1951) nem antes no Exército, que possuiu o DH-84 Dragon, o DH-85 Leopard e o DH-88 Comet, nem na Marinha.
O Mosquito NF. Mk.36 que equipou nove esquadrões da RAF e que esteve em serviço até 1953.
Desenho do Mosquito B.IV Série 2 que equipou o esquadrão 105 da RAF em 1942.
Uma foto ilustrada com detalhes do cockpit do Mosquito

O Mosquito belga NF.30 RK952 (MB-24) N-ND é o único exemplar existente.




Créditos: jfs -ex-ogma.blogspot.com











sábado, 14 de janeiro de 2012

AVIÕES DA AERONÁUTICA MILITAR - JUNKERS JU86

                                                                                       

Desenho do Junkers Ju86 com a matricula º253.
Em 31 de Agosto de 1938 foram recebidos na FAP, vindos da Alemanha, dez bimotores Junkers J86-K6, os primeiros dotados de trem de aterragem escamoteável, para constituirem duas esquadrilhas de bombardeamento diurno na OTA, ficando temporáriamente em Alverca, tal como osJunkers Ju-52, e sendo aumentados à carga da nova unidade em 25 de Agosto de 1938. Este aviões tomaram as matrículas nº 251 a nº259 e foram posteriormente abatidos após o fim da guerra em 1945.
                                                            
Algumas fotos de Junkers Ju86, obtidas na net.

Créditos: jfs -ex-ogma.blogspot.com


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

AVIÕES DA 2ª.GUERRA MUNDIAL - B-24


 
A propósito do bombardeiro B-24 "Liberator", verifiquei que a Aeronáutica Militar possuíu (6) destes aparelhos, de 1944 a 1956; (5) B-24 D, e (1) B-24 J. Nessa investigação, encontrei uma descrição muito interessante sobre a queda de um destes aparelhos com matrícula 63931, na noite de 30 de Novembro de 1943, na Ria Formosa, referido no artigo "GUERRA, PROPAGANDA E ESPIONAGEM NO ALGARVE 1939-1945", cuja leitura recomendo. Relacionado com o mesmo assunto, existe também um local de mergulho, identificado como "Bombardeiro B-24 Liberator (PB4Y)" na lista de locais de mergulho de Faro, conforme se pode ler aqui. Muito interessante.

 
Um bombardeiro B-24 "Liberator", popularmente conhecidos como The Miss Hap, nomeadamente no 529º esquadrão de bombardeiros da USAF, abatido em 19 de Março 1945, sobreTainan, a antiga capital de Taiwan.

 

Algumas decorações em bombardeiros B-24 "Liberator"


Créditos: jfs -ex-ogma.blogspot.pt



sábado, 31 de dezembro de 2011

AVIÕES DA AERONÁUTICA MILITAR - BREGUET BR 14-A2

Breguet Br.14-A2 número «2» da Esquadrilha de Bombardeamento e Observação do G.E.A.R., Amadora. Este avião não tinha «ailerons» compensados nas asas superiores, e possuía «skis» sob as inferiores. Usava uma banda diagonal vermelha debruada a negro na fuselagem, indicativo do G.E.A.R. (Crédito: Via J.S.Pereira) Após a criação da do Grupo de Esquadrilhas de Aviação República, fixado na Amadora, em 5 de Fevereiro de 1918, foram recebidos de França 22 SPAD s.7-C1 e 16 Breguet Br.14-A2, sendo depois alguns destes aparelhos transferidos para a esquadrilha Mista de Depósito (E.M.D.) de Tancos. Para a Esquadrilha Expedicionária de Angola, transferida da sua base inicial do planalto de Huila para Huambo (posteriormente Nova Lisboa e hoje novamente com o nome original) em 1921, foram adquiridos 12 aviões Breguet Br.14-A2 recebidos de França, que se apresentavam ainda com o esquema de pintura usado pelos franceses em 1917-1918, ou seja camuflagem com malhas irregulares castanhas claras e escuras, tendo o número indicativo do avião pintado a branco na fuselagem. Estes aviões regressaram em 1928 à Metrópole e foram integrados no Grupo Independente de Aviação e Bombardeamento (G.I.A.B.) em Alverca. Estes 28 aviões Breguet Br.14-A2 estiveram ao serviço de 1919 a 1932.(Crédito: "Os aviões da Cruz de Cristo")
O Breguet Br. 14-A2 número «15» do G.E.A.R., na Amadora, denominado «Santa Filomena», à partida da Amadora para a viagem aérea Lisboa-Bolama (Guiné), realizada de 27 de Março de a 2 de Abril de 1925, por Pinheiro Correia, Sérgio da Silva e Manuel António. Notar os depósitos suplementares na fuselagem, e a «Cruz de Malta» com legenda«In Hoc Signo Vinces». (Crédito: Museu do Ar)
A única foto do Breguet Br.14-A2 denominado «Cavaleiro Negro», usado na tentativa de ligação Amadora-Madeira a 18 de Outubro de 1918, por Brito Pais e Sarmento Beires. A estrela de 5 pontas é o distintivo do G.E.A.R. 

Foto do único Breguet Br.14 T2 modificado, com cabine de passageiros, denominado Portugal, equivalente ao modelo 14-T Bis, à carga do G.E.A.R., Amadora. No posto de pilotagem (o antigo posto traseiro da versão corrente), Sarmento Beires, e em pé Pinheiro Correia e Alfredo Sintra. (Crédito: Diário de Notícias) Este avião foi trazido a voar de Paris, pelo Capitão Maya, acompanhado pelo Alferes Lelo Portela em Outubro de 1919, com o qual pretendiam estabelecer, em tempo record, a ligação entre as duas capitais, tal como o tinham feito ligando Paris e Bruxelas. Por motivos de avarias, tiveram de mudar de ideias fazendo aterragem forçada em Bordeaux e Arevalo (Espanha). (Crédito: "Os aviões da Cruz de Cristo") 

Breguet Br. 14 A2 «Santa Filomena», Grupo de Esquadrilhas de Aviação República, Amadora , 1920, usado na viagem aérea Lisboa-Bolama (Guiné). (Crédito: "Os aviões da Cruz de Cristo

 
Breguet Br.14 e o conjunto completo de munições de 20-75 mm e bombas 6-115 mm.
Detalhe do suporte de bombas, radiador e trem do Breguet Br.14
 
Detalhe da fuselagem e motor Renault 12 Fe, 300 CV, 12 cilindros, arrefecido a àgua, do Breguet Br.14-A2
.
Uma queda aparatosa de um Breguet Br
.  
Modelos de hélices usados no Breguet Br.14
Algumas representações de aviões Bregua.
 
Algumas fotos e gravuras do Breguet Br.14 e capa da revista Windsock, dos meus arquivos.


Créditos: jfs -ex-ogma.blogspot.com