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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

BA2 OTA - JURAMENTO DE BANDEIRA DA ER 1ª./70

Tribuna de honra com as individualidades presentes

JURARAM BANDEIRA 469 SOLDADOS RECRUTAS
B.A. Nº. 2 – OTA – 24/ABRIL/1970
Juramento de Bandeira da Escola de Recrutas 1/70


SEA entrega diplomas
“Na Base Aérea nº.2 (OTA) realizou-se no dia 24 de Abril (1970) o juramento de bandeira dos soldados cadetes do curso de oficiais milicianos pilotos aviadores 1/70, dos soldados do curso de sargentos milicianos 1/70 e dos soldados alunos recrutas especialistas 1/70.
Presidiu à cerimónia o Secretário de Estado da Aeronáutica, brigadeiro Pereira do Nascimento, com a presença do Director do Serviço de Instrução, brigadeiro Krus Abecassis, do Director do Serviço de Pessoal, brigadeiro Braz de Oliveira, do Director de Serviço de Saúde, brigadeiro Lemos de Meneses, e outros oficiais.
Depois de ter passado revista à guarda de honra, comandada pelo capitão Sengo, o Secretário de Estado da Aeronáutica, acompanhado pelas individualidades presentes, dirigiu-se para a tribuna de honra.
A iniciar as cerimónias, usou da palavra o comandante da Unidade, coronel piloto aviador Brochado de Miranda que pronunciou o discurso que adiante publicamos.
Em seguida, o aspirante miliciano Elídio Martinez Paramés Fortes dirigiu uma exortação aos soldados alunos recrutas.
Procedeu-se depois ao acto solene do juramento perante a bandeira. A fórmula do juramento foi lida pelo 2º. Comandante da Unidade, tenente-coronel piloto aviador Vargas de Matos, que comandava as forças em parada.
JURO !
Em seguida, o Secretário de Estado da Aeronáutica e os Directores dos Serviços de Instrução e de Pessoal procederam à entrega de diplomas e prémios aos soldados alunos que mais se distinguiram, após o que as forças em parada desfilaram em continência.
Seguiu-se a demonstração de manejo de arma a pé firme e em marcha dos soldados dos cursos de oficiais e sargentos milicianos sob as ordens do tenente Máximo, tendo, logo após, feito a mesma demonstração os soldados alunos recrutas, sob a orientação do major para-quedista Calheiros.
A terminar, os soldados alunos recrutas fizeram demonstrações de treino físico militar e de luta individual, e disputaram jogos de voleibol e basquetebol. 
O comandante da B.A.2, coronel Brochado de Miranda, pronunciando o seu discurso.
Realiza-se hoje mais uma cerimónia de Juramento de Bandeira, facto que, com ligeiras alterações, se vem a repetir de quatro em quatro meses.
Poderá pensar-se que por este motivo havemos caído em formalidades de rotina. Tal não acontece, porém. É nossa constante preocupação que cada uma se desenrole com a maior perfeição, dignidade e solenidade, de forma a criar o ambiente próprio para que os graves termos do Juramento sejam pronunciados e ouvidos com a necessária seriedade.
Senhor Secretário de Estado – A presença de Vª. Exª, que mais uma vez se digna presidir a uma cerimónia como esta, é para nós motivo de muita satisfação pois que, além de exaltar a sua mais solene expressão, mostra-nos um estimulante interesse pelas nossas actividades. Em meu nome e no de todo o pessoal desta Base Aérea eu dirijo a Vª. Exª. as mais efusivas saudações.
Saúdo igualmente os Exmos. Senhores Directores de Serviços e Comandantes de Unidades cuja presença interpretamos também como uma manifestação de apreço pelo trabalho aqui produzido, o que nos revigora a vontade de prosseguir contra todas as dificuldades e contrariedades, que não são poucas, nem pequenas.
Perante V. Exª., estão 1517 homens, 469 dos quais são soldados recrutas. Destes, 60 destinam-se a pilotos de aviões e helicópteros e os restantes às diversas especialidades de operadores e mecânicos.
Banda da FAP - Maestro Silvério de Campos
O dia de hoje é para eles uma confirmação de liberdade e de responsabilidade. Quando se alistaram voluntariamente, com o assentimento paterno, passaram a ser inteiramente responsáveis pelos seus actos. Em plena função dessa responsabilidade, vão, dentro de breves momentos, perante a Bandeira Nacional e de todos nós aqui presentes, comprometer-se a cumprir obrigações que os ligam à Pátria e às Instituições Militares.
Compete à Base Aérea nº. 2 a ingente tarefa de instruir, através de cursos de formação ou de promoção, a quase totalidade do pessoal técnico da FA, dos quadros permanente e não permanente, bem como a preparação final dos pilotos que se destinam às Bases equipadas com aviões de caça de reacção.
Como é sabido, e sempre oportuno repetir, uma boa instrução infere a presença de instrutores bem qualificados – sabedores, entusiastas e sinceros – bem como de instalações e equipamentos adequados.
Uma boa instrução significa maior rendimento do trabalho, maior segurança, maios eficiência operacional.
Uma má instrução é causa de erros, insegurança, perda de vidas, destruição de material, desperdício, baixo rendimento.
Exibição de voleibol e demonstração de boxe
 A situação neste sector é bem conhecida pelo que me dispenso de quaisquer considerações. Quero simplesmente afirmar o interesse e o esforço desenvolvido pelas Sub-Unidades directamente responsáveis pela instrução, de cuja obra esta cerimónia é um ténue reflexo, que se tem aplicado com total dedicação e até sacrifício, a tirar o melhor rendimento dos meios humanos e materiais postos à sua disposição para cumprir programas superiormente determinados.
Familiares dos mancebos assistindo á cerimónia
Vão receber o diploma de fim de curso 282 soldados-alunos que terminaram cursos de formação de várias especialidades. Brevemente serão distribuídos pelas unidades da FA, na Metrópole e no Ultramar. Após 11 meses de instrução irão pôr em prática alguma coisa do que aprenderam e que é a base do muito que ainda terão de aprender.
De facto, aos militares exigem-se aptidões para o desempenho das tarefas mais variadas: pede-se-lhes que empunhem armas, que sacrifiquem a sua vida se necessário, que defendam a autoridade constituída, que sejam um modelo de virtudes, que cultivem o espírito, o intelecto e o vigor físico.
Só será pois verdadeiramente um militar aquele que assumir uma atitude mental permanentemente orientada no sentido do aperfeiçoamento.
Por outro lado, mesmo o mais individualista não pode esquecer que agora faz parte de um todo.
À palavra “Unidade” que frequentemente se usa para designar o estabelecimento onde o militar presta serviço, não perdeu a sua verdadeira significação etimológica. Unidade é coesão, sinónimo de força. Sá há coesão, onde houver disciplina. 
Os assistentes mais novos.
É esta uma das virtudes fundamentais que o militar deve cultivar e a que, por vezes, por ignorância ou má intenção se atribui o significado menos dignificante de obediência cega e despersonalizante.
Ora disciplina não é tal.
“É aceitação da hierarquia e da autoridade sem ideia de submissão ou humilhação”.
“É reconhecimento espontâneo e consciente da autoridade dos chefes sem excluir a mútua união, estima, compreensão e respeito”.
“É obediência a uma regra de comportamento, comum aos que fazem parte de uma corporação”.
A disciplina não mata a personalidade mas harmoniza os homens coordenando-lhes os esforços. Um militar disciplinado cumpre as ordens e os deveres que lhes impõe os regulamentos, ou as circunstâncias de ocasião, por ponto de honra, não com receio de castigo.
Sobre a juventude presente nesta parada irá recair, na altura própria, parte do esforço que se desenvolve no Ultramar.
Devo salientar-lhe, todavia, que não é verdadeiramente militar só porque fez um juramento, por mais solene, ou veste uma farda, por mais esplendorosa.
É necessário que cumpra o Juramento, em qualquer circunstância.
É necessário que dentro de cada uniforme esteja um homem que o saiba dignificar: pelo saber, pelas atitudes e pelos sacrifícios.

Notas: Recolha de informação na Revista “Mais Alto” nº. 133 – Maio 1970

Por:



sexta-feira, 18 de setembro de 2015

BA2 - OTA, 30º.ANIVERSÁRIO

14/4/1940 Foi inaugurada oficialmente pelo PR Óscar Carmona

BASE AÉREA Nº. 2 – DIA DA UNIDADE
30º. ANIVERSÁRIO – 14/ABRIL/1970

“Com a presença do Director do Serviço de Instrução da Força Aérea, comemorou-se a 14 de Abril, na Ota, o 30º. Aniversário da sua inauguração.
O programa das cerimónias constou de missa na capela da Unidade em memória do pessoal militar e civil da Unidade, já falecido, de formatura geral da Base, alocução relativa ao significado do dia, transmissão das funções de Porta-Bandeira, escolta e Porta-Guião e empossamento do pessoal escolhido, imposição de condecorações a oficiais, sargentos e praças galardoados no período decorrido entre 1969-1970, e desfile das Forças em Parad
a.
O brigadeiro piloto-aviador Krus Abecassis, depois de ter sido recebido à entrada da Base pelo coronel piloto-aviador Brochado de Miranda, Comandante da Base, passou revista à guarda de honra constituída por uma Esquadrilha de alunos com Guião e Fanfarra, comandada pelo capitão Sengo, dirigindo-se em seguida para o local onde se procedeu às cerimónias militares acima referidas.
Usou em primeiro lugar da palavra o Comandante da Unidade que começou por saudar o brigadeiro Director do Serviço de Instrução, dirigindo-se depois aos militares que assumiram as funções de porta-bandeira e sua escolta, a quem exortou a honrarem sempre a missão para que tinham sido escolhidos, ilustrando as suas palavras com exemplos colhidos nas páginas da nossa História, demonstrativos do valor da Bandeira como símbolo da Pátria. Seguidamente o Director do Serviço de Instrução procedeu à imposição de condecorações actualmente a prestar serviço na B.A.2 e a quem, desde o mesmo dia do ano passado, foi concedida tal distinção.” 

PALESTRA “30 anos ao serviço da Pátria” lida pelo capitão piloto navegador
Vítor Manuel Dias dos Santos

Cap.Vitor Santos




 “Há trinta anos que esta Base foi inaugurada".
Debruçando-nos um pouco sobre o seu passado, verificamos que as linhas mestras da sua história não se desfazem em cinzas, antes nos ajudam a compreender a razão que identificou o pessoal que tem servido a Pátria, nesta Base, com a divisa que alicerceia o seu brasão de armas: CUMPRIR ALÉM DO DEVER.
Este é o grito que continua a glorificar os que tombaram aqui! É ainda a ideia força que nos congrega para que a MISSÃO DA UNIDADE possa ser levada a cabo dentro da MISSÃO GERAL DA FORÇA AÉREA, intimamente orgulhosa em viver um dinâmico PRESENTE, alicerce para um melhor FUTURO, onde a nossa consciência possa encontrar a marca da nossa contribuição.  
A Base Aérea nº. 2 foi criada por Decreto em 31 de Dezembro de 1937 e oficialmente constituída em Unidade, com sede em Alverca em 17 de Dezembro de 1938.
Graves inquietações percorriam a Europa de então.
De Outubro de 1935 a Maio de 1936, decorre a guerra da Abissínia, fruto dos sonhos expansionistas da Itália fascista.
De Junho de 1936 a Maio de 1939, o território espanhol é devastado pelas competições ideológicas, no decorrer de uma cruel guerra civil, muito subsidiada pelos interesses das principais potências.
Inauguração oficial da BA2, 14/4/1940
Estas guerras isoladas, com características completamente diferentes, eram como que um negro pronúncio de acontecimentos trágicos em maior escala.
A Europa (e o mundo) vivia em ambiente dramático debaixo do peso da agenda de reivindicações alemãs.
A ocupação da Áustria e o desmembramento da Checoslováquia não deixa muitas ilusões aos mais optimistas.
Em Portugal, os governantes seguem atentamente a deterioração da situação política no continente fratricida.
Não foi pois que acaso que, a 26 de Março de 1940, o Comando e Serviços da Base Aérea nº.2 se instala no novo, amplo e bem concebido aquartelamento, acabado de construir sobre os terrenos que pisamos.
Qualquer observador desprevenido poderia observar o alto entusiasmo em que decorreu o acto de inauguração em 14 de Abril desse mesmo ano.
Nesse dia já se admitia que havia algo de mais profundo do que uma simples festa de nascimento de uma infraestrutura militar.
Estava marcada, e bem demarcada, uma chamada à realidade da II Grande Guerra que estendia os seus tentáculos destruidores.
                       1955-F84G na linha da frente-20ª. Esquadra de Caça
Tratava-se pois de um acontecimento de assinalada importância na vida Nacional, no aspecto da Defesa; e a alta temperatura do termómetro era-nos indicada pela presença dos mais destacados responsáveis pelo Governo da Nação: o venerando Chefe do Estado, general Óscar Fragoso Carmona; o Presidente do Conselho de Ministros da Guerra, Doutor Oliveira Salazar; o Ministro da Marinha, Comandante, Ortiz de Bettencourt; o Subsecretário da Guerra, capitão Santos Costa; o Comandante da Aeronáutica, brigadeiro Ribeiro da Fonseca, entre outras individualidades.
Foi neste pulsar que nasceu a Base Aérea nº. 2.
Ninguém se pode admirar que o seu pessoal tenha pressentido, desde o início, as
1959-Visita do Imperador
Selassié da Etiópia
graves responsabilidades que lhe cabiam.
O povo das cercanias depressa se familiariza com os ruídos e evoluções, tão curiosas como arriscadas, dos aviões que constituem as primeiras unidades operacionais: 15 aviões “Gladiador”, famoso biplano dotado de uma manobrabilidade espantosa, equipam uma Esquadrilha de caça que, pela primeira vez em Portugal, executa acrobacia em conjunto, de muito mérito; 10 aviões bimotores “Junker 86” formam um grupo de bombardeamento diurno a 2 esquadrilhas; 10 aviões trimotores “Junker 52” constituem-se um grupo a 2 esquadrilhas de bombardeamento nocturno.
Pode afirmar-se que a parte visível da grande infra-estrutura era o menor bem que se adquirira.
1961-A primeira recruta na Ota
Invisível, para muitos, estava uma nova orientação no sentido de remodelações nos aspectos de conduta técnica e mentalização do homem, que colocasse a nossa aviação militar a par das suas congéneres estrangeiras.
Oficiais de nova vaga sentiam a ingente necessidade de serem dominadas novas técnicas de administração e de voo, estas últimas a serem descobertas e utilizadas nos combates entre aviadores aliados e do Eixo.
A neutralidade que Portugal proclama podia ser quebrada a despeito da pertinácia e habilidade diplomática com que os nossos governantes a defendiam.
A batalha do Atlântico confere às ilhas dos Açores uma importância vital. E em 1941 para ali é destacada uma esquadrilha expedicionária equipada com aviões “Gladiador” seguindo-se-lhe, mais tarde, aviões “Junker 52” e “Mohawk” com as suas tripulações e outro pessoal.
1968-A torre de controlo
É durante a fase crucial do conflito 1943-1944 que a BA 2 recebe além de 18 avões “Aircobra”, rápidos e aerodinâmicos caças de fabrico americano, alguns bombardeiros médios “Dlenheim” e cerca de uma centena de aviões de caça da mais feliz concepção, “Hurricanes” e “Spitfires” que vieram transformar completamente o cenário da actividade aérea militar do nosso país.
Com efeito, a nossa aviação militar, em particular a Base Aérea nº. 2, estava equipada não só em quantidade como em qualidade.
Nestes céus que nos servem de cúpula os pilotos, a despeito das dificuldades existentes com o abastecimento de combustíveis ao País, queimaram a diminuta dotação que lhes cabia num treino porfiado, intencional e cada vez mais qualificado.
Quer nas messes, quer no hangar vivia-se um clima eufórico de alegre desafio; no ar esse desafio era diário; a emoção controlada um facto; o espírito de corpo um pacto da razão com o sentimento; a frivolidade nos hábitos e a rotina no serviço não tinham lugar.
Anos: 1967 - 1968 - 1969
Os “Hurricanes” tinham sido distribuídos por outras unidades (Tancos, Espinho, Sintra e Portela) e ficavam na Ota 3 esquadrilhas de “Spitfires”, 1 esquadrilha de “Aircobra”, além dos grupos diurno e nocturno de bombardeamento já enunciados.
1952 marca uma nova etapa na história das realizações.
É activada a Subsecretaria de Estado da Aeronáutica, e fundidos os ramos da aviação do Exército e da Marinha.
A união faz a força!
Recebem-se novos e mais evoluídos aviões, os caças  “F-47 Thunderbolt”, para operarem na Base Aérea nº. 2 que, segundo a nova reorganização, dispõe de um grupo de caça diurna constituído por 4 esquadras formadas, cada uma, por 4 esquadrilhas, a 25 aparelhos e 25 pilotos por esquadra.   
1970 - turma de Melecs
As exigências da BA 2 forçam a que outras unidades lhe cedam parte do seu pessoal.
Estas esquadras não são propriamente um fim. São um meio avançado de treino que procura enquadrar o pessoal da Força Aérea num ambiente técnico propício a novo salto em frente na senda do progresso: a utilização dos aviões de reacção que começam a chegar em fins de 1952.
Reacende-se o arrebatamento dos tempos da guerra.
Jovens oficiais treinados na América e na Alemanha neste tipo de aviões vêm verter na Ota o entusiasmo de pioneiros enamorados da missão que o destino lhes reservara.
Cursos magnificamente conduzidos preparam, no chão,
1971-Maj.Catroga, T.Cor.Tomaz
e Maj. Noronha
gente do ar e de manutenção. A Esquadra “T-33” formada em 1953 forja ininterruptamente pilotos de reacção que são imediatamente lançados no terreno operacional programado nas esquadras de “F-84 Thunderjet”.
Observa-se o tipo impecável das aterragens deste ou daquele; olha-se com admiração e discute-se a fineza da figura acrobática singular ou de conjunto.
Vive-se no ar e no solo, mesmo entre pessoal terrestre, o gosto pelas comparações, a necessidade de fazer mais e melhor, entre as esquadras, entre as esquadrilhas da mesma esquadra, entre os comandantes, diálogo determinante de um sentimento de emulação que obriga a um máximo nos empenhamentos pessoais, sem comprometer a sagrada lei da camaradagem e subverter a disciplina.
1978- Cerimónia de despedida do T6
Os elementos da manutenção e outros serviços dão um rendimento, com sempre, muito acima das expectativas. Num organismo de múltiplas facetas sem a harmonia das partes que se interpenetram e se completam. Ninguém, em particular, merece relevâncias. O todo é a única unidade válida de medida.
1969 - Alunos em marcha  e 1991 - 1ª. Recruta feminina. Contrastes !
Em 1956, 2 esquadrilhas de F-84 (oito aviões) saltam metade do Atlântico, em direcção do ocidente, aterrando nos Açores, provando a possibilidade de, em caso de emergência, serem para aí transferidos meios de combate em poucas horas dentro da mais perfeita semelhança da actividade real de guerra que merecem os mais altos elogios de personalidades ligadas ao Pacto do Atlântico Norte.
1957 transfere para Tancos a Esquadra de Instrução equipada com T-33.
1958 vê chegar à Ota os novos aviões “F-86” que formarão a Esquadra 51 com destino a Monte Real.
A vinda deste tipo de avião mantém o ritmo de rejuvenescimento: mais velocidade mais poder de fogo. Os pilotos portugueses vencem a barreira de som…
2015 - 75º. aniversário da BA2

Até que em 1960 se dá um verdadeiro golpe de teatro:
-É extinto o grupo de caça.
-Criado um grupo de instrução a 2 esquadras, transporte e reacção, esta regressada da BA 3 e aquela, dotada com aviões bimotores “C-45” e “C-47”, que segue em 1964 para os Açores.
-É criado o Grupo de Instrução de Técnicos e Especialistas (GITE).
A missão da BA 2 mudou radicalmente.
Mudou no aspecto, não na importância.
Na década dos anos 60 Portugal de novo espanta o mundo combatendo a alegada mudança dos ventos da história.
Conhecemos outros ventos:
    - Os ventos mouros dos tempos da reconquista cristã, início da nacionalidade.
     -Os ventos castelhanos das lutas pela independência, do Mestre de Avis e em 1640.
     - Os ventos desencadeados pelos mostrengos do mar oceano na época de 500.
Tal com outrora jogamos uma cartada de vida ou de morte.
E é neste jogo que a BA 2 toma lugar cimeiro, preparando pessoal da Força Aérea para servir em todo o espaço Português.
Todos os anos esta Unidade se enche e esvazia diversas vezes em partos laboriosos de mocidade que entrou menina e sai adulta a integrar-se na defesa dos nossos sagrados interesses acobertados pelo Direito.
Isto de ser Português, isto de se ter a sorte de contribuir para o Bem Público pela via da Base Aérea nº. 2, é fenómeno que:

MAIS VALE EXPERIMENTÁ-LO QUE JULGÁ-LO MAS JULGUE-O QUEM NÃO POSSA EXPERIMENTÁ-LO.

Fotos: 
1 – Brig. Krus Abecassis a fazer a imposição da medalha de prata de serviços distintos ao TC piloto-aviador Febo Vargas de Matos
2- O Director de Serviço de Instrução, Brig. Krus Abecassis, condecorando com a medalha de ouro de comportamento exemplar o cap. De serviço geral Adriano Vaz Garção
3 – O cap. Piloto navegador Vítor Manuel Dias dos Santos lendo a palestra “30 anos ao serviço da Pátria”
4 a 18 – Fotos extraídas do Blogue http://ab4especialistas.blogspot.pt/ - Álbum da OTA
          
           
Notas: Recolha de informação na Revista “Mais Alto” nº. 133 – Maio 1970

Até breve                                                                                   
O amigo 









Da Série:


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

AB3 - NEGAGE, O 9º. ANIVERSÁRIO

A.B. Nº. 3 – NEGAGE – 07/FEVEREIRO/1970

9º. ANIVERSÁRIO

Decorria o ano de 1970, mais propriamente no dia 7 de Fevereiro em que se comemorou o “Dia da Unidade” no Aeródromo-Base Nº.3, com o seguinte programa: 
Içar da Bandeira com honras prestadas por uma companhia de Polícia Aérea, sob o comando do capitão Brito. Presidiu à cerimónia o comandante da Unidade, acompanhado por representações de oficiais, sargentos e praças das várias especialidades. Celebrou-se depois missa na Capela da Unidade em sufrágio dos militares falecidos, a que se seguiu formatura geral. 
As cerimónias encerraram-se com a entrega de seis novas moradias aos sargentos, no seu novo Bairro.

ALOCUÇÃO PROFERIDA PELO COMANDANTE DO A.B.3, TEN. COR. PIL. AV. OLIVEIRA BELO

T.Coronel Oliveira Belo
“Em primeiro lugar os meus sinceros agradecimentos às entidades militares das Unidades do Exército aquarteladas no Negage que com a sua honrosa presença atestam a estreitam cooperação que se tem mantido no cumprimento da missão.
Passa hoje, dia 7 de Fevereiro de 1970, mais um aniversário da fundação do Aeródromo-Base Nº. 3, é ele o nono.
Estamos aqui reunidos, em festa puramente militar, para relembrar esse momento assaz feliz em que, pelos chefes responsáveis pela Força Aérea, foi tomada a decisão de fundar o A.B.3 no seio do Norte de Angola onde com orgulho temos vindo a servir. 
Nesta festa tão simples há duas cerimónias caracteristicamente militares e de valor transcendente para todos nós portugueses, militares e civis.
A primeira a que acabámos de assistir, resumiu-se na investidura dos militares que, durante o corrente ano, terão a suprema honra de empunhar os símbolos da Pátria Portuguesa, da Força Aérea e desta Unidade.
A segunda a que iremos assistir dentro de breves momentos, é uma homenagem em memória dos mortos da Unidade e da Força Aérea, concretizada por um minuto de silêncio.
Com estas duas cerimónias quisemos vincar, para sempre, a nossa determinação inabalável de nos batermos pelo mesmo ideal porque eles lutaram e morreram.
No âmbito da missão atribuída às forças Armadas – defesa da integridade do território Nacional – à Força Aérea incumbe o seu cumprimento no espaço aéreo compreendido, actuando pelo ar, no ar e em terra.
Empenhada nesta tarefa se encontra esta Unidade desde os momentos cruciais de 1961 e desde aí tornou-se num dos baluartes da defesa do Norte da província, digo mesmo de toda a província, pois as asas que aqui se acoitam têm vindo, continuadamente, a estender a sua acção às mais longínquas paragens. Desde o Zaire ao Cunene, a Cabinda, ao Cazombo e às terras do fim do mundo, quase não há pista nesta Angola imensa donde as asas do A.B.3 não tenham actuado.
Tribuna
Não nos cabe a nós louvar a acção de inestimável valor desta unidade, (louvor em boca própria nunca foi do nosso agrado) mas é-me muito grato poder afirmar que os anos de 1967, 1968 e 1969 foram, até agora, os de maior rendimento operacional desde a fundação do A.B.3. 
Isto quere dizer que todos, sem excepção, rendemos mais e que a capacidade operacional se manteve praticamente inalterável não obstante a redução sensível em meios, pessoais e materiais. 
Merece uma referência especial o ano findo em que o A.B.3, respondendo a todas as solicitações que lhe foram feitas, cumpriu a missão com apenas dois acidentes, cujas consequências não foram além de uma aeronave destruída não havendo qualquer fatalidade a mencionar no pessoal. 
Ao constatar os óptimos resultados obtidos no ano transacto não quero deixar passar esta oportunidade sem manifestar o meu muito apreço a todo o pessoal, militar e civil, que, de algum modo, directa ou indirectamente, sem distinção de hierarquias e especialidades, para eles contribuiu.
Os nossos chefes confiam em nós, porque, desde sempre, o pessoal que aqui trabalha tem sabido cumprir o seu dever com uma dedicação e um entusiasmo que me apraz realçar e me permite afirmar que podemos continuar a ir em frente com o nosso trabalho e no rumo encetado, com a certeza de que as qualidades evidenciadas até agora serão mantidas intactas. 
Esta confiança e esta certeza que o A.B.3 tem afirmado desde 1961, não com palavras, mas com factos, com obras, com o vosso trabalho e o vosso querer tem penetrado em todos os sectores, tanto civis como militares. 
A prontidão com que satisfazemos os pedidos de apoio aéreo tem sido elogiada vezes sem conta pelos beneficiados, civis e militares.
O ambiente de esperança firme, mesmo de segurança que se vive nestas paragens desde 1961, o qual tem permitido o afluxo de pessoas, de bens e investimentos foi, sem dúvida, fomentado pela implantação desta Unidade.
Entrega da bandeira e guião à nova escolta
Quando aqui chegou a Força Aérea e começou a construir, de pedra e cal, convenceu por obras que estão à vista de todos, aqueles cépticos e desanimados, que estas terras nunca deixarão de ser portuguesas. 
Depois desta caminhada admirável de nove anos em que numa continuidade impressionante e serena nos temos mantido, podemos e devemos revigorar o nosso moral de forma a podermos vencer os obstáculos que com certeza as invejas e as cobiças alheias semearão na nossa rota. 
Mais do que nunca necessitamos de estar atentos e vigilantes no cumprimento dos nossos deveres de militares e Portugueses. 
Só nos podemos desempenhar desta responsabilidade suprema se pusemos em todas as acções e na execução das tarefas atribuídas toda a nossa inteligência, saber, dedicação e interesse. 
Em cada momento deve existir a preocupação de bem servir e a insatisfação constante na procura do aperfeiçoamento que nos conduz ao melhor rendimento.
A falta de condições ou de possibilidades da Unidade nunca serviram de justificação para o não cumprimento do dever, pois independentemente de quaisquer factores nesta Unidade sempre se cumpriu. 
Os fundadores do A.B.3, em 1961, cumpriram e de entre vós há quem possa testemunhar como era então esta Base – ausência total de tudo o que os nossos olhos agora podem contemplar. Tudo o que vemos não passava de um sonho dourado há nove anos, mas essa gente de então, militares e civis, porque quiseram, muito puderam e nós, porque queremos, vamos poder.” 


NOVAS MORADIAS NO BAIRRO DE SARGENTOS DO AERÓDROMO-BASE Nº.3
Imóvel visto de frente
No passado dia 7 de Fevereiro, “Dia da Unidade”, realizou-se no Aeródromo-Base Nº.3, no Negage, a cerimónia da entrega de um imóvel no novo Bairro de Sargentos, composto por seis moradias. Quatro das referidas moradias foram construídas sob o patrocínio do comandante da 2ª. Região Aérea, general Viana Tavares. As duas restantes devem-se à iniciativa do comandante da Unidade, tenente-coronel piloto-aviador António Duarte de Oliveira Belo. O “Dia da Unidade” foi assim um duplo dia de festa para os sargentos do Aeródromo-Base nº.3, graças à concretização de uma obra a todos os títulos meritória.
Capelão Alf. Casimiro Ferreira Alves benzendo as moradias e Comandante do AB3 no momento da distribuição das chaves das 6 moradias
Ten. Cor. Oliveira Belo falando aos Sargentos após distribuição das chaves

 Notas: Recolha de informação na Revista “Mais Alto” nº. 131 – Março 1970

Até breve                                                                                   
O amigo 








Da Série:

sexta-feira, 5 de junho de 2015

VERGÍLIO LEMOS, 1º. CABO METRALHADOR/BOMBARDEIRO



VERGÍLIO LEMOS – 1º. CABO METRALHADOR/BOMBARDEIRO
1939/1943

“…Afinal sempre conseguira realizar o grande sonho da minha vida, ser aviador militar. Depois de tantas incertezas, de tanta contrariedade, de tanta insistência com a família que se opunha ao meu alistamento, por ser ainda menor, aqui estava eu fardado, ostentando a minha águia com orgulho e até com vaidade, porque não confessá-lo.
A inspecção começara às 8 horas daquele dia 21 de Setembro de 1939, prolongou-se por longas horas, em exames médicos, psicotécnicos, testes, e os mais que o regulamento exigia.
Mas venci. Venci com aquela vontade forte que tinha e me ajudou na realização da maior ambição que tive na minha vida, acarinhada desde a adolescência, quando vi o primeiro avião bem de perto, pilotado pelo meu conterrâneo Capitão Piloto Aviador Lino Teixeira.
Foi nesse dia que nasceu em mim todo esse entusiasmo, que tantos anos volvidos, ainda que batido por todas as desilusões, não mataram ainda.”

PALAVRAS DO NOSSO ESPECIALISTA MAIS VELHINHO - PRESENTE EM TODOS OS CONVÍVIOS ANUAIS DA AEFA

A fim de nos deliciarmos com o percurso militar do Vergílio até ao presente, lanço aqui uma retórica histórica sobre as aeronaves e estruturas militares da nossa FAP.
Hawker Fury Mk II
Em 1939, ano em que o 1º. Cabo Vergílio Lemos ingressou nas Forças Armadas Portuguesas, tínhamos como avião de combate o Hawker Fury Mk II. Adquiriram-se três aviões em 1934 que foram servir no Grupo Independente de Aviação de Protecção de Combate, que estava sediado em Tancos. Foram abatidos ao efectivo em 1943.
 Tiger Moth
Na mesma época, na Aviação Naval, havia também o Tiger Moth utilizado para instrução elementar de pilotagem. Aviões antecessores do Chipmunk.
Entre 1940 e 1945 entram ao serviço o Junker JU 86, bombardeiro monoplano. Na antiga B.A.2 organizaram-se duas esquadrilhas de bombardeamento diurno.
Junker JU 86
Em 1942 a Aeronáutica Militar adquiriu 112 aeronaves tipo Supermarine Spitfire. Com a independência da FAP, foram transferidas para o novo Ramo. Abatidas em 1955.
 Supermarine Spitfire


Em 1947 chegam os primeiros 28 North-American AT-6 e, em 1951 foram recebidos mais 20, tipo T-6 G Texan.
Em 1951 e com o objectivo de modernizar a instrução de voo, a Aeronáutica Militar substituiu os velhos Tiger Moth por 10 Chipmunk e, com estas aeronaves faz-se a transição da Aeronáutica Militar para a FAP.
T-6 G Texan e Chipmunk
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Para não ser extensivo neste tipo de exposição, colocarei em resumo os modelos de aeronaves de que possuímos na actualidade, e os anos da sua aquisição: 

Atualmente em serviço:
                 
1951 – Chipmunk MK 20
1963 – Sud-Aviation SE-3160 Alouette III
1977 – Lockeed C-130
1984 – Marcel-Dassault Falcon 20
1984 – Dassault-Dornier
1987 – Lockeed P3 Orion
1988 – ASK-21
1989 – Marcel-Dassault Falcon 50
1989 – Aerospatiale Epsilon-TB 30
1993 – Dassault-Dornier Alpha-Jet


FORÇA AÉREA PORTUGUESA – RESENHA HISTÓRICA POR DATAS

A Força Aérea Portuguesa (FAP) é o ramo das Forças Armadas Portuguesas. As suas origens remontam a 1912, altura em que começaram a ser constituídas as aviações do Exército e da Marinha. Em 1 Julho de 1952, as aviações do Exército (Aeronáutica Militar) e da Marinha (Aviação Naval) foram fundidas num ramo denominado Força Aérea Portuguesa. 
1937 – A Aeronáutica Militar é reorganizada, passando a dispor de um comando autónomo, designado "Comando-Geral da Arma da Aeronáutica", o que a torna praticamente num ramo independente, apesar de se manter administrativamente dependente do Exército. Anexo ao Comando-Geral é criado o Comando Terrestre de Defesa Aérea. Na nova organização os principais aeródromos militares passam a ser designados Bases Aéreas.
1941 – Com o fim de defender a neutralidade e a soberania portuguesa nos Açores, juntamente com outras forças militares, começam a ser enviadas Esquadrilhas Expedicionárias para o Arquipélago.
1950 – É criado o cargo de subsecretário de Estado da Aeronáutica, na direta dependência do ministro da Defesa Nacional com o objectivo de passar a tutelar toda a aviação militar portuguesa. No entanto, o cargo só será provido quando da criação das forças aéreas como ramo independente em 1952.
1952 – Através da Lei nº 2055 de 27 de Maio de 1952 a Aeronáutica Militar é organizada como ramo independente das Forças Armadas, sendo composta por forças aéreas independentes e por forças aéreas de cooperação com o Exército e com a Marinha. A Aeronáutica Militar é administrada, no plano governamental, pelo subsecretário de Estado da Aeronáutica e comandada superiormente pelo chefe do Estado-Maior das Forças Aéreas. Na nova Aeronáutica Militar são integradas as anteriores Aeronáutica do Exército e Aviação Naval, mas esta última mantém-se à disposição da Marinha para efeitos de instrução e de emprego operacional. Considera-se este o marco da criação da Força Aérea Portuguesa.
1955 – No seio das forças aéreas, é ativado oficialmente o Batalhão de Caçadores Paraquedistas, a primeira unidade de tropas para-quedistas das Forças Armadas Portuguesas.
1956 – Através do Decreto-Lei nº 40 949 de 28 de dezembro de 1956, as forças aéreas são reorganizadas, sendo oficializado o termo "Força Aérea" (no singular) como designação oficial do ramo, em alternativa ao de "Aeronáutica Militar" que irá cair em desuso. O território nacional metropolitano e ultramarino é dividido em três grandes regiões aéreas, que passam a exercer o comando operacional das unidades aéreas estacionadas na sua área: 1.ª Região Aérea, com comando em Lisboa, abrangendo Portugal Continental, Açores, Madeira, Guiné Portuguesa e Cabo Verde; 2.ª Região Aérea, com comando em Luanda, abrangendo Angola e São Tomé e Príncipe; 3.ª Região Aérea, com comando em Lourenço Marques, abrangendo Moçambique, Índia Portuguesa, Macau e Timor-Leste. Mais tarde, dentro da 1.ª Região Aérea, são criados dois comandos semi-autónomos: Zona Aérea dos Açores e Zona Aérea da Guiné e Cabo Verde.
1958 – As Forças Aeronavais (antiga Aviação Naval) são completamente integradas na Força Aérea, deixando de ter qualquer ligação administrativa à Marinha.
1960 – São criadas as primeiras bases aéreas em Angola (Luanda e Negage).
1961 – Ataques terroristas em Luanda e no norte de Angola dão início à Guerra do Ultramar em que a Força Aérea vai ter um papel muito activo, em operações de combate, reconhecimento, evacuação de feridos e apoio logístico às tropas e população civil.
1961 – O Subsecretariado de Estado da Aeronáutica é substituído pela Secretaria de Estado da Aeronáutica, cujo titular passa a ter assento no Conselho de Ministros, se bem que ainda mantenha um estatuto governamental inferior a dos ministros do Exército e da Marinha.
1961 – O general da Força Aérea Venâncio Deslandes é nomeado Governador-Geral e Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola. A função de Comandante-Chefe implicava o comando conjunto dos três ramos das forças armadas no respectivo Teatro de Operações, sendo o primeiro caso na Guerra do Ultramar em que essa função foi exercida por um oficial não pertencente ao Exército.
1962 – Criação oficial das Formações Aéreas Voluntárias, organizações de milícia aérea civil auxiliar da Força Aérea na Guerra do Ultramar.
1967 - Em 12 de Outubro de 1967, o general da Força Aérea João Anacoreta de Almeida Viana assume interinamente as funções de Comandante-Chefe das Forças Armadas em Angola, cargo que virá a exercer plenamente entre Julho de 1968 e Maio de 1970.
1968 - O general da Força Aérea Venâncio Deslandes assume o cargo de Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, mantendo-se em funções até 1972.
1974 – Dá-se o golpe militar de 25 de Abril que derruba o governo de Marcelo Caetano e põe fim à Guerra do Ultramar. Na sequência da revolução são extintos os Ministérios do Exército e da Marinha, bem como a Secretaria de Estado da Aeronáutica. As Forças Armadas deixam de ficar subordinadas ao poder civil, passando à tutela do Conselho da Revolução. Os Chefes de Estado Maior dos três ramos das Forças Armadas passam a exercer o comando do ramo, com o estatuto de ministro. O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas passa a ter o estatuto equivalente ao de Primeiro-Ministro, ficando na dependência directa do Presidente da República.
1975 - A FAP envia para Timor-Leste um destacamento de helicópteros, que ali opera em apoio das forças portuguesas (entre as quais um destacamento de pára-quedistas) até à invasão indonésia.
1975 - Com a independência dos territórios africanos portugueses, a FAP retira de África, sendo extintas a 2ª e a 3ª Regiões Aéreas. Mantém-se apenas o Comando da 1ª Região Aérea que é, pouco depois, transformado no Comando Operacional da Força Aérea.
1977 – A Força Aérea é reorganizada, sendo criado o Instituto de Altos Estudos da Força Aérea.
1978 – Entra em funcionamento a 1 de Fevereiro a Academia da Força Aérea.
1982 – Na sequência da reforma constitucional onde é extinto o Conselho da Revolução, as Forças Armadas voltam a ficar subordinadas ao poder civil. A Força Aérea Portuguesa, tal como os outros ramos, é integrada no Ministério da Defesa Nacional.

DEIXO-VOS O VERGÍLIO LEMOS COM A GERAÇÃO DE 60 e 70 E AS AERONAVES DA B.A. 6- MONTIJO À DATA DE 28/03/2015
Lembrança para o “nosso velhote”-28/3/2015
O “Homem” e a sua gente – Nossa geração
B.A.6 - Actualidade

Notas: Recolha de informação no Jornal “O Especialista” Nº. 1 – II Série – 01/3/2015 e Wikipedia sobre a FAP.
Compilação e arranjo de texto de Vítor Oliveira - Ocart    
Até breve     
O amigo








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