quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

BA2 OTA - JURAMENTO DE BANDEIRA DA ER 3ª./72


JURAMENTO DE BANDEIRA E DISTRIBUIÇÃO DE
DIPLOMAS

B.A. Nº. 2 – OTA – 22/DEZ/1972
Juramento de Bandeira da Escola de Recrutas 3/72
 
Gen. Tello Polleri  e Brig. Braz de Oliveira na passagem da guarda de honra 
Na Base Aérea nº. 2 (OTA), realizou-se  no dia 22 de Dezembro a cerimónia do juramento de Bandeira dos soldados cadetes do curso de oficiais milicianos pilotos aviadores, de soldados alunos do curso de sargentos milicianos pilotos e de soldados recrutas especialistas, efectuando-se também a entrega de diplomas aos soldados cadetes e soldados alunos que terminaram os cursos de formação.
Presidiu às cerimónias o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Tello Polleri, que estava acompanhado pelo subchefe do Estado-Maior da Força Aérea, brigadeiro Braz de Oliveira.
Depois de receber os cumprimentos do comandante da Unidade, coronel piloto aviador Osório Mourão, e de passar revista à guarda de honra, o general Tello Polleri dirigiu-se para a tribuna. A iniciar as cerimónias, proferiu uma alocução o capitão piloto aviador Jorge de Almeida da Graça Melo, da qual transcrevemos a parte final:
Entrega de diplomas pelo CEMFA
“Termina hoje com o cerimonial próprio dum dia festivo uma etapa que foi dura e que todos sem desfalecimentos e com entusiasmo e determinação acabaram por vencer. Depois do Juramento de Bandeira, terá início a segunda parte da vossa vida militar. A preparação técnica que ireis receber seguidamente e que vos qualificará para o desempenho de tarefas complexas por vezes, traduzindo bem a elevada especialização exigida na Força Aérea aos elementos que a compõem, terá que ser forçosamente para todos uma valorização profunda que vos irá obrigar a um estudo aturado, a um constante amadurecimento tecnológico e a uma reflexão interessada e paciente de problemas e trabalhos que vos irão sendo postos.
A Força Aérea, num futuro bem próximo, irá colher os frutos dos vossos conhecimentos, do vosso entusiasmo e da vossa capacidade realizadora. Só assim, com colaboradores válidos e interessados, será possível cumprir a missão que lhe está confiada e que se apresenta árdua e espinhosa.
A Juventude Portuguesa sois vós, rapazes sãos de alma e de corpo, elemento sumamente valioso para ajudar a construir o Portugal de amanhã. De vós, Recrutas, muito há a esperar, não só nos postos de combate, onde a vossa força moral e física e a certeza da razão que nos assiste se revelarão decisivas, mas também numa rectaguarda por vezes oscilante e que só poderá resistir se conseguir criar no seu seio uma serenidade que se não perca e uma firmeza que se não abale.
Perfilados nesta parada, estão também os militares que concluíram os Cursos de Formação de Especialistas e os de Formação de Oficiais Milicianos Técnicos Operadores de Detecção e Conduta de Intercepção.
Daqui mais em diante, mais uma jornada para percorrer, mais uma meta a atingir. Não vos espera uma vida fácil e descuidada. Impõe-se que não considereis terminado o estudo e desnecessário o vosso aperfeiçoamento. Muito haverá ainda que aprender, defeitos que se torna imperioso burilar e falhas que urge corrigir, na busca incessante do fortalecimento duma consciência profissional esclarecida e sã. Assim, sereis alvo de estima e consideração de todos e estareis a contribuir eficazmente para o cumprimento duma missão e defesa duma causa, cuja importância e justiça não sofrem contestação.
Familiares dos mancebos que juraram bandeira

Aos recrutas que dentro em breve irão empenhar a sua palavra de homens  e de portugueses, quero afirmar que tereis sem dúvida uma árdua mas aliciante tarefa a cumprir, que se não intimida com dificuldades ou ameças e que será sempre conduzida segundo o domínio da moral e do direito, no caminho aberto pelo próprio sentimento Nacional”.
Após a leitura da alocução, procedeu-se ao acto solene do juramento de Bandeira, a que se seguiu a distribuição de diplomas e prémios, desfilando depois em continência as forças em parada.
Como complemento das cerimónias, seguiram-se demonstrações desportivas, gimno-desportivas, gimno-militares e exercícios tácticos.
À tarde, a Banda da Força Aérea deu um concerto.  

DESPORTO INTER-UNIDADES DA FORÇA AÉREA – 2ª. REGIÃO AÉREA


Na última semana do mês de Setembro de 1972, disputou-se no Batalhão de Caçadores Para-quedistas nº. 21, em Luanda, o campeonato de Futebol de 5 da 2ª. Região Aérea.
O campeonato foi rijamente disputado, havendo necessidade de recorrer a uma finalíssima para encontrar o vencedor, visto as equipas da Base Aérea nº. 9 e do Aeródromo Base nº. 3 terminarem a competição empatadas no primeiro lugar.O comandante da 2ª. Região Aérea, general Simão Portugal, procedeu à distribuição dos prémios, no final do jogo decisivo. 

QUEM TERIA JOGADO PELO AB4 EM SETEMBRO DE 1972?



Notas: Recolha de informação nas Revistas “Mais Alto” nº. 162 – Outubro 1972 e nº. 165 – Janeiro 1973

Até breve                                                                                   
O amigo 



1 comentário:

  1. BOA TARDE. FALO APARTIR DE LUANDA/ANGOLA. PROCURO O Sr. SEBASTIÃO DA SILVA RIBEIRO DE NACIONALIDADE PORTUGUESA QUE VIVEU NA EX VILA SALAZAR ( AGORA DONDO/KWANZA NORTE) NO PERÍODO COLONIAL. SE ALGUÉM TER ALGUM CONTACTO POR FAVOR. AGRADEÇO A VOSSA ATENÇÃO.

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