sexta-feira, 29 de março de 2013

GILBERTO BARATA, CONDECORADO 19 VEZES !

Um sargento condecorado 19 vezes por actos heróicos

Antigo sargento-mor da Força Aérea Portuguesa salvou 13 pessoas entre as quais um militar brasileiro de um avião em chamas. O seu mais importante feito aconteceu a 11 de Dezembro de 1960 mas o episódio está tão vivo na memória do ex-militar que o recorda como se fosse hoje.
O Núcleo de Vila Franca de Xira da Liga dos Combatentes orgulha-se de ter um sócio que é um dos militares com a patente de sargento mais condecorado em Portugal, tendo recebido distinções dos estados português e brasileiro. Ao todo são 19 condecorações por feitos heróicos ao serviço da nação. Gilberto Duarte Barata, de 71 anos de idade, que se reformou como sargento-mor da Força Aérea Portuguesa, salvou 13 pessoas entre as quais um militar brasileiro de um avião em chamas.           
O seu mais importante feito aconteceu a 11 de Dezembro de 1960 mas o episódio está tão vivo na memória do ex-militar que o recorda como se fosse hoje.
Na altura, Gilberto era cabo mecânico-electricista. Um avião que voava para o Brasil e levava os restos mortais de soldados brasileiros mortos na II Guerra Mundial aterrou no aeroporto da Portela, em Lisboa. O aparelho acabou por se incendiar e Gilberto com a ajuda de outro colega não hesitou. Entrou dentro da aeronave e conseguiu retirar as pessoas do interior. As 485 urnas de soldados do Brasil mortos na guerra e que ao fim de muitos anos regressavam ao país também foram recuperadas.


O Estado brasileiro não podia deixar de agradecer e em 1962 atribui-lhe a medalha de Oficial da Ordem de Mérito Aeronáutico, a mais alta condecoração do Brasil para galardoar feitos heróicos na Força Aérea. Depois veio uma distinção do Estado português que lhe entregou a medalha de Valor Militar por actos heróicos. Até 2012, foram 19 as distinções, o maior número nas forças armadas dos dois países atribuídas a um militar com a patente de sargento.
Gilberto Duarte Barata cumpriu duas comissões de serviço na Guerra Colonial em Moçambique de 1965 a 1973. Como mecânico-electricista passou 23 anos a voar e a acompanhar voos um pouco para todo o lado. “Cheguei a dar a volta ao mundo em 4 dias. Comecei por ir com destino a Timor e, em dia e meio, estava em Honolulu, Havai, a lanchar”, recorda. Os seus momentos mais marcantes foram os voos como segurança de Presidentes da República, como os de Costa Gomes aos Estados Unidos e de Ramalho Eanes, a Inglaterra por ocasião das comemorações dos 25 anos de reinado da rainha.
Às muitas medalhas, condecorações e diplomas recebidos, Gilberto Barata junta mais interesses que lhe enchem a casa. É coleccionador de selos postais e tem cerca de 2,5 milhões de exemplares, já para não falar das mais de mil garrafas de uísque recolhidas em vários pontos do mundo. “Posso garantir que as juntei todas sem me embebedar”, assegura o sargento-mor.
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Acidente “Brasileiro” no aeroporto de Lisboa (artigo retirado da NET) com a colaboração de Mário Costa.





















O acidente aconteceu em 11 de Dezembro de 1960 , há 52 anos, por volta das 14.10 horas... 
               Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) estava a fazer-se a pista quando bateu com demasiada força na pista. O trem de aterragem do lado direito entrou pela asa do C-54 e incendiou-a.
               O aparelho afocinhou e o fogo espalhou-se. Os nove tripulantes, entre eles um general, conseguiram abandonar a fuselagem por uma escotilha superior envidraçada – utilizada normalmente pelos navegadores - mas o segundo piloto caiu no meio das chamas que lavravam na asa, ficando gravemente ferido.
               O aparelho era um C-54G-5-DO com o registo FAB2401. Seguiam no seu interior o Major Aviador Oscar Ferreira de Souza (piloto), Major Aviador Antônio Dias Macedo (co-piloto), Capitão Hans Werner Dietzold (navegador) Sargento Fernando Batista, Sargento João L. De Oliveira (Mecânicos), Sargento António Alves Deus (radiotelegrafista), General Cordeiro Faria e Tenente-Coronel Eduardo da Costa Neves (Passageiros).
               Entre os restantes oito elementos registaram-se queimaduras nos membros superiores e inferiores e algumas equimoses causadas pelo choque. Todos conseguiram escapar com vida, ajudados por militares portugueses que se encontravam no local para acompanhar os três aviões da FAB, que nessa manhã deveriam fazer escala em Lisboa, antes de seguir para o Rio de Janeiro.
               Os oficiais portugueses terminaram a espera ajudando a retirar homens e carga dos aparelhos, quando vinham prestar homenagem e honras militares aos 466 corpos de militares brasileiros caídos em Itália, durante a II Guerra Mundial, que vinham no compartimento de carga dos cargueiros.
               Só a parte frontal do avião ardeu e a traseira – onde seguiam parte dos corpos – ficou intacta apesar de algumas das urnas terem ficado ligeiramente chamuscadas. Seria uma dessas urnas – a de um soldado desconhecido – que seguiria no dia seguinte para o Mosteiro dos Jerónimos onde lhe foram prestadas todas as honras militares por parte das autoridades portuguesas.
               O Major Brigadeiro José R. Meira de Vasconcelos, da FAB, era então responsável pela operação no Brasil e foi apanhado de surpresa pelo acidente que ocorreu num sábado. Tentou o mais rapidamente possível encontrar um novo C-54 e respectiva tripulação para voar até Portugal e acondicionar carga e passageiros.
               A Força Aérea Portuguesa, antecipou-se, e colocou à disposição um outro C-54 que se encontrou a meio caminho – na Ilha do Sal – com o avião enviado do Brasil. Deste modo foi possível não atrasar as cerimónias de homenagem aos mortos no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, onde foi construído um monumento para acolher os corpos de todos os militares da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
               O Major Brigadeiro José R. Meira de Vasconcelos, também ele um veterano da II Guerra Mundial onde pilotou caças, ainda hoje considera que existe uma grande dívida por parte da FAB para com a congénere portuguesa.

1 comentário:

  1. Barata o contrabandista de whisky que na base de beja lhe saiu o tiro pela culatra pois quando era gerente do clube de sargentos comprava-o aos alemães ás carradas encheu uma sala de armazém a preço de custo numa cantina que lá havia e vendia-o mais caro claro está aos amigos lá foi descoberto e teve de se desenvencilhar do mesmo. Recebe medalhas dos brasileiros mas quem carregou os caixões foram os cabos que estavam com ele que ele pouco se mexeu mas ficou bem visto no filme pois era o manager da situação.

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