quinta-feira, 2 de março de 2023

QUEM FOI DEOLINDA RODRIGUES, QUE DÁ O NOME AO AEROPORTO DE SAURIMO ?


Nascida como Deolinda Rodrigues Francisco de Almeida, em Catete, Angola, era prima de Agostinho Neto, o primeiro presidente do país após a independência. Recebeu a educação primária em escola missionária, recebeu bolsa de estudos da Igreja Metodista (1959) para estudar sociologia em São Paulo, no Brasil, onde morou por 1 ano e meio.
Neste período, Portugal e Brasil estabeleceram o tratado que permitia Portugal extraditar pessoas consideradas ameaça à estabilidade do estado de Portugal e suas colônias. Temendo ser presa por suas opiniões políticas anticoloniais ela buscou asilo nos Estados Unidos e estudou na Drew University, em Nova Jersey. Regressou a Angola em 1962 e integrou o Corpo de Voluntários de Assistência aos Refugiados de Angola, em Leopoldville, tornando-se secretária da organização e membro do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Mobilizou mulheres para se unirem à luta de libertação, sendo a única mulher membro do comitê central da organização a assumir sua presidência. Foi também fundadora e presidente da Organização das Mulheres Angolanas (OMA).
Monumento na cidade do Huambo ex-Nova Lisboa

Suas obras foram publicados após sua morte e incluem Poesia Angolana de Revolta (2003), Cartas de Langidila e outros Documentos (2004) e o livro Diário de Um Exílio Sem Regresso. Em seus diários, destaca os papéis assumidos pelas mulheres no exílio, na libertação e lutas cotidianas. No poema Mamãe, reconhece o colonialismo e a libertação como problemas não exclusivo de Angola, mas de toda a África.
Ainda no Brasil, escreveu uma carta a Martin Luther King Jr em que lhe pede conselhos sobre como obter independência em Angola. Ele respondeu, dizendo-lhe, que o movimento de libertação precisava de um líder que atuasse como símbolo unificador, que a administração portuguesa atacaria essa pessoa ou grupo e esse ataque fortaleceria o movimento pela independência.
Deolinda foi aprisionada em 1963 e torturada na prisão de Kinkuzu. Morreu em 1967 durante um ataque da Frente de Libertação Nacional de Angola – FNLA, junto com mais 20 pessoas do seu batalhão. Em sua homenagem, o governo angolano celebra o dia 02 de março, aniversário de sua morte, como Dia Nacional da Mulher, e deu o seu nome a uma avenida em Luanda.
O Aeroporto de Saurimo tem o seu nome.

Em: História de Angola (FB)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

O T6 1685

Foto de Gonçalo de Carvalho

O T6G matrícula FAP 1685 foi aumentado ao efectivo em 1961. Fazia parte de um lote de 55 fornecidos pela L'Armée de L'Air.
Foi colocado no AB3-Negage, onde operou normalmente.
Em 1966, teve de efectuar uma aterragem de emergência, na Serra do Canzundo, quando era pilotado por Artur Alves Pereira, felizmente não se verificaram danos pessoais.
Em finais de 1969, depois de reparado foi colocado no AB4-Henrique de Carvalho.
Operou nesta Base até 30/6/1975, data em que voou para a BA9 e ali terminou a sua vida operacional.
Algures no leste de Angola - foto de Gido Ferreira


Foi uma das aeronaves que "ficou" por Angola.
Quando em 2013 o governo angolano decidiu criar o Museu Nacional da História Militar, na Fortaleza de S. Miguel, o 1685 juntamente com o 1668 embora muito danificados faziam parte do espólio do museu.
2010 - foto de Maximiano Miguel


Após um razoável trabalho de recuperação, está desde aquela data exposto no referido Museu.
2013 - foto de Carlos Fernando dos Anjos



Por: A. Neves




quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

UMA LÁGRIMA PATRIÓTICA



Diz um provérbio japonês que " tempo a rir é tempo passado com os deuses".
Eu, acrescentaria que chorar é tempo passado com o diabo! Não o choro, do sentimento, mas o choro da revolta .
Perdeu-se a vergonha neste canteiro lusitano! Patria, alma de um povo, simbolismo de tantos mártires que te deram a imortalidade, não passas hoje de vulgar coutada de suinos, onde fedelhos imberbes e petulantes escravos da obediência, te obrigam a corar de vergonha no hemiciclo do poder.
Hoje, a Pátria exulta com pontapés na bola. Canta-se a "Portuguesa" em palcos conspurcados de vozes roucas de desfaçatez. Leva credenciais a Bruxelas por ladradores do rebanho amotinados pela gula do interesse pessoal. A Pátria paga tributo por receber ouro para ser roubado por "patriotas". A pátria é canção pimba, porque anima os arraiais da coutada. A Pátria corre por canos de esgotos como se deixasse de cheirar a alecrim. A Pátria não tem bandeira, furtaram-lhe a cor, nos currais dos democratas do "venha a nós". Trocaram-lhe as voltas em mastro de cerimónia. Tudo é Pátria neste país menos a minha Pátria! A minha, morreu abandonada por ter derramado sangue na luta pela verdadeira liberdade. A minha Pátria foi covarde, porque lutou para que a corja hoje possa roubar e corromper em democracia. A minha Pátria derramou lágrimas pela independência e pelo bem estar do povo . A minha Pátria não hipotecou a soberania para ornamentar mordomias. A minha Pátria, a quem tu fedelho de merda chamas covarde , tinha-os "en su sitio"!
Por isso deixem-me chorar! A minha Pátria ainda sabe ser mãe. No seu regaço, em tumba térrea, ainda me consola do choro amargo da minha revolta !
Um beijo de agradecimento à minha Pátria.

(Júlio Corredeira)








foto: Castelo Freixo de Espada à Cinta

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

O NOSSO AMIGO E COMPANHEIRO GUEDELHA PARTIU.

"Joe" Helder Guedelha no Cazombo


Este companheiro, o Hélder Leitão Robalo Guedelha, Especialista de Meteorologia (OMET) no AB4 de 1969 a 1971, pelo seu carácter e a forma de estar na vida, fez uma diferença abismal perante os seus colegas da mesma especialidade, que pareciam um grupo de rufias com predicados próprios que era de bom tom fugir deles, embora no fundo fossem bons rapazes.
Vamos conferir!

Jaime "Abi" e Vitor "Pilas"


Jaime Rosa Dias (Abi), lisboeta que fez a recruta comigo, era um produto moderno da aristocracia que parava no Cais de Sodré e similares. Já não era inculto, já se vestia bem e escondia a tendência da vadiagem. Morava na R. Angelina Vidal, foi criado pela mãe e o padrasto que o adorava. Foi tirar a especialidade nos Açores e em Setembro de 1970 foi para Henrique de Carvalho.
No AB4 era o campeão do King, Ramin, Lerpa, Abafa, qualidades adquiridas na night. Organizou com classe dois eventos que nos encheram de alegria, o Cacimbo 71 e Crack-Crack, este último com ajuda do Carlos Caixinhas.
O Crak-Crak reconhecendo-se oe apresentadores Carlos Martins e Rui Dinis


O Jaime foi de férias e trouxe uma roleta de casino. No dia da chegada montou a banca e logo começou a rodar e a aceitar apostas. Nessa própria noite houve bancarrota, o Caixinhas, sabedor e com sorte, obrigou ao fecho do Casino.
Finda a tropa, Jaime arranjou lugar nos seguros, 
mas foi sol de pouca dura, preferia esquemas, o último foi uma rede de lojas dos trezentos, com uma central de distribuição para abastecer também concorrentes, mas quando o negócio começou a falhar, pôs fogo ao armazém, que queimou tudo menos aquilo que lhe importava e ao fim de vários anos foi indemnizado pelo veredicto do tribunal. Teve negócios em Angola e depois Brasil, país onde casou a 2ª vez e lhe foi diagnosticado um cancro no céu da boca.
Foi dos primeiros 
amigos da tropa a falecer.
Guedelha, em pé de chapéu, numa sessão de fados no Clube


Hélder Guedelha gostava de fado nos saraus que fazíamos, amiúde ele cantava a Ginjinha e o Embuçado. Furtava-se muitas vezes a este último fado porque esquecia-se da letra. No festival da canção Cacimbo 71, quando o "locutor" Jaime Abi apresentou o artista, fê-lo da seguinte forma: vamos apresentar um inédito do poeta, compositor e intérprete Hélder Guedelha de titulo "Rasgos de Sexo", que vibrou um vigoroso coro de aplausos. A canção ficou em 3º. lugar. Em 1º. ficou o Vítor Glórias, com o inédito "Tudo em Reboliço" e em último o Damiano Gil, que passou o resto da noite a dizer que tinha sido injustiçado.
Mendes Martins, primeiro da esquerda


Carlos Mendes Martins "Olho Nele", irmão de um conhecido locutor da TV da altura, bem falante, foi locutor da Rádio Saurimo, arrombava armários, era mentiroso e bem falante.
Tirou a especialidade com Jaime Abi nos Açores. Era natural de uma aldeia da Guarda, conseguiu entrar na Lusa e chegou a Diretor Comercial. Está reformado como professor especialista do Politécnico da Guarda. É caso para dizer: "mentir e ser bem falante fazem milagres".
Clube - 1969, Parreira, Nogueira, Guedelha e Mourão
Não foram só estes que o Hélder aturou, até nem eram os piores. Ele era um rapaz calmo com um ar de irlandês, cara vermelha, cabelo e penugens ruivas, dentro de uma farda amarela presa por arames e agrafos. Gostava de cerveja e era um desafiador para jogar ao General Mak, que ninguém conseguia acabar. Tinha um ritual de palavras e gestos que originavam enganos e retomar nova rodada de cerveja, só depois de muito arranjo se passava para o segundo patamar que abria o General Mak-Mak; abre pela 2ª. vez, já ninguém conseguia a 3ª. vez, o álcool fazia efeito.
Caixinhas Borges à viola num ensaio do conjunto, na bateria o Fernando Braga


Carlos Caixinhas Borges era pintor, tinha uma forma estranha de viver que impressionava. Gostava de trabalhar de noite e descansar de dia. Não me recordo deste fazer destacamento, dormia na minha caserna juntamente com Mendes Martins e Martins "Eva". Fez a 2ª. parte da pintura do Clube dos Especialistas.
Foi criado com as tias com pormenores desconhecidos, mas dormia com uma venda nos olhos de cor azul bebé em seda e cetim. Dava-se mal com toda a gente, pressentia que era superior. Morreu cedo e no limiar da indigência. O Capitão Neto Portugal ainda lhe prestou algumas ajudas.
O Hélder Guedelha fez alguns destacamentos, nomeadamente no Cazombo. Uma vez estávamos na placa de Henrique Carvalho à espera do Nord Atlas, sai um capitão do Exército, vê o nosso amigo e abraçou-o com entusiasmo, ficamos a saber que se conheceram no Cazombo e cultivaram uma amizade impar entre os dois, o apelido do capitão era o "Tigre da Lumbala".
Vitor Faria "Pilas" em mais uma das suas loucuras


O Vítor Faria "Pilas" era sem favor o mais louco especialista que 
conheci. Faleceu há cerca de 3 anos. Lisboeta puro, corte de cabelo à escovinha e camisas cintadas. Fez um evento designado de "Noites Árabes" onde não faltaram véus e coreografias de dança, coitado do barista que aturou o Pilas e seus bailarinos toda a noite. Outro ensaio foi projectar uma carnificina num lago que era uma poça com rãs, com catanas pintadas a fingir sangue.
A vida civil dele foi sempre ligada a empresas de segurança privada.

Quando acabou a tropa, o Guedelha conseguiu entrar para a banquice, esteve uns anos na Rua dos Correeiros e transitou para Castelo Branco até à sua reforma. Sempre que um amigo o visitava iam ao bar do Banco Montepio, que era uma cave. Fui lá algumas vezes com grande satisfação que nos recebia.
Martins "Eva" primeiro da esquerda em pé, num jogo de andebol na cidade, em 1972


Carlos Martins "Eva" também fez vida em Lisboa. O seu tempo de Ultramar foi quase todo passado no Luso e destacamentos. O apelido "Eva" veio da cor de cabelo e sobrancelhas, loiros. Era frequentador do Pica Pau onde tinha uma protegida. Andava durante o dia com cuecas das meninas e à noite pendurava-as no canto inferior da cama. Nunca se orientou por uma vida normal, sempre no trapézio, foi sócio do Jaime "Abi", mas nas partilhas após o incêndio, não recebeu o que queria, foi trabalhar para a Trafaria com o Fernando Braga no seu restaurante o Caldeiradas.
Não tinha carta de condução, mas conduzia, não tinha seguro nem inspecção, mas pouco importava e por último o carro não era dele. Está voluntariamente fugido, facilmente se sabe porquê.
José Gonçalves e Eusébio, 2º. e 4º. com Margalho e Schimth


Não foram todos maus os amigos de meteorologia, safaram-se o José Maria Gonçalves e o Eusébio Ferreira, pessoas normais que não faziam ondas.
Quatro dos OMET referidos: Borges Caixinhas, Helder Guedelha, Vitor "Pilas" e Jaime "Abi", no Carnaval de 1971


Este pequeno escrito é a forma que encontrei para lembrar um Homem bom que partiu do nosso convívio, que em vida me sensibilizou e guardei a sua agradável companhia para todo o sempre.

Paz à tua alma "Joe"





Por: Toneta, Janeiro de 2023
Fotos do Blog editadas por A. Neves


quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

LOCKHEED PV-2 HARPOON

BA6 MONTIJO anos 50
 DADOS TÉCNICOS:
a. Tipo de Aeronave 
Avião bimotor terrestre, de trem de aterragem convencional retráctil, mono-plano de asa média, de revestimento metálico, com estabilizador vertical duplo, cabina integrada na fuselagem, destinado a missões de luta naval. Tripulação: 5 (2 pilotos, navegador, mecânico e radiotelegrafista-radarista). 
b. Construtor 
Lockheed Aircraft Corp. / USA. 
c. Motopropulsor 
Motores: 2 motores Pratt & Whitney R-2800-31 Double Wasp, de 18 cilindros radiais em dupla estrela, arrefecidos por ar, de 2.100 hp. Hélices: metálicos, de três pás, de passo variável e posição de bandeira. 
d. Dimensões 
Envergadura...........23,03 m 
Comprimento….....15,88 m 
Altura………….…..5,02 m 
Área alar ………...28,83 m² 
e. Pesos 
Peso vazio……… 9.154 Kg 
Peso máximo...... 14.840 Kg 
f. Performances 
Velocidade máxima ……..…...490 Km/h 
Velocidade de cruzeiro.............304 Km/h 
Tecto de serviço ……………...8.000 m 
Raio de acção………………...3.500 Km 
Raio de acção com depósitos suplementares .....4.700 Km 
g. Armamento 
5 metralhadoras de 12,7 mm fixas, no nariz do avião; 
2 metralhadoras de 12,7 mm na torre dorsal móvel; 
2 metralhadoras de 12,7 mm móveis numa posição ventral, junto à cauda; 
8 foguetes de alta velocidade, de 5 polegadas, suspensos nas asas; 
1.815 Kg de bombas no interior da fuselagem (bomb bay). 
h. Capacidade de transporte 
Nenhuma


RESUMO HISTÓRICO:
Derivado do Lockheed PV-1 Ventura, o Lockheed PV-2 Harpoon apresentou-se com maior poder de fogo, melhores performances e maior raio de acção. Era um bimotor concebido pela Lockheed para a luta naval, equipado com radar, transportando bombas ou cargas de profundidade no compartimento situado no interior da fuselagem, oito foguetes sob as asas, e um total de nove metralhadoras de 12,7 mm. (ver dados técnicos).
Começou a ser construído em 1943. Na Primavera de 1944 já se encontravam em acção no Pacífico, onde criaram grande impacto, operando a partir de bases nas Ilhas Aleutas, Marianas, Midway, Johnston e Guam. Celebrizaram-se nos ataques às posições japonesas nas Kurilas, missão a que chamavam o “Expresso Imperial”.
A produção dos PV-2 Harpoon terminou em 1945, com o final da II Guerra Mundial. Foram construídos 535 exemplares, dos quais 35 na versão PV-2D Harpoon, equipados com cinco metralhadoras no nariz. Terminado o conflito, estes aviões mantiveram-se activos durante vários anos em onze unidades da Reserva Naval dos Estados Unidos.
No âmbito da ajuda militar do pós-guerra, levada a cabo pelos americanos nos anos cinquenta, os Lockheed PV-2 Harpoon foram distribuídos por França, Itália, Holanda, Peru, Portugal e pelo antigo inimigo e sua principal vítima, o Japão.
Ainda que não tenha sido oficialmente mencionado, a Marinha Francesa utilizou os PV-2 no Norte de África, quando da campanha do Canal do Suez, em 1956.
O primeiro país que recebeu dos Estados Unidos os Lockheed PV-2 Harpoon foi o Brasil, em Julho de 1944, ainda durante a Guerra, dado que se encontrava de hostilidades declaradas com os países do Eixo, competindo-lhe a segurança da zona Sul do Atlântico.
Curiosamente, o último país a utilizar o PV-2 Harpoon foi Portugal.

PERCURSO EM PORTUGAL:

LOCKHEED PV-2C HARPOON
LOCKHEED PV-2D HARPOON

Quantidade: 34
Utilizador: Força Aérea
Entrada ao serviço: 1 de Maio de 1954
Data de abate: 1975

BA6 Montijo - 8/5/1957 - Chegada de um dos últimos PV2 à BA6 vindo dos Eua por via marítima com destino á Esq.62 - foto AHFA


Os Estados Unidos forneceram a Portugal 31 aviões Lockheed PV-2C Harpoon e 3 aviões Lockheed PV-2D Harpoon, excedentes da Marinha dos Estados Unidos (US Navy), ao abrigo do Pacto de Assistência Mútua estabelecido nos primeiros anos da década de cinquenta.
Depois das tripulações – quase na totalidade constituídas por pessoal oriundo da extinta Aviação Naval – terem recebido a adaptação ao avião nos Estados Unidos, os PV-2 começaram a chegar a Portugal em 1953. Os primeiros cinco chegaram a Portugal em 14 de Dezembro de 1953, sendo oficialmente entregues à Força Aérea Portuguesa (FAP) em 1 de Maio de 1954. Os restantes 29 foram recebidos entre 9 de Setembro de 1954 e 8 de Maio de 1957, transportados em voo ferry dos Estados Unidos para Portugal, tripulados por portugueses, ou através de transporte marítimo, conforme descrito mais à frente.
Foram matriculados na FAP com os números 4601 a 4634. A correspondência entre os números da FAP e os números de construção, indicados entre parêntesis, era a seguinte: 4601 (15-1158), 4602 (15-1237), 4603 (15-1407), 4604 (desconhecido), 4605 (15-1509), 4606 (15-1424), 4607 (15-1513), 4608 (desconhecido), 4609 (15-1383), 4610 (desconhecido), 4611 (15-1160), 4612 e 4613 (desconhecidos), 4614 (15-1278), 4615 (15-1466), 4616 (desconhecido), 4617 (15-1199), 4618 (15-1509), 4619 (15-1425), 4620 (15-1439), 4621 (15-1441), 4622 (15-1180), 4623 (15-1481), 4624 (15-1162), 4625 (15-12552), 4626 (15-1372), 4627 (15-1172), 4628 (15-1463), 4629 (15-1422), 4630 (15-1419), 4631 (15-1493), 4632 (15-1241), 4633 (15-1167) e 4634 (15-1215).
Os números 4604, 4607 e 4618 eram da versão PV-2D, equipados com oito metralhadoras no nariz, em vez das cinco metralhadoras da versão PV-2C.


Foram colocados na Base Aérea N° 6 (BA6), Montijo.
Os primeiros 18 formaram a Esquadra 61, cuja missão principal era a luta anti-submarino. Em breve iniciaram a participação em exercícios aero-navais da NATO.
Ainda decorria o ano de 1954 quando um destes PV-2 se deslocou à Escócia, onde foi preparado para a instalação de equipamento para operar com sono-bóias, indispensável para a detecção de submarinos. Os restantes PV-2 receberam o mesmo equipamento, com a instalação do mesmo executada pelas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), em Alverca.
O primeiro acidente de um PV-2 Harpoon aconteceu em 25 de Abril de 1956, envolvendo o número 4613.
Em 8 de Outubro de 1956 foi constituída na BA6 a Esquadra 62 , com a recepção de nove PV-2C.
Em 1957 foram recebidos da Marinha Real Holandesa alguns PV-2 que nunca se tornaram operacionais, provavelmente por serem de série diferente, e que serviram de fonte de peças para os aviões existentes. Este fornecimento tem estado na origem de algumas divergências entre os investigadores, por alguns considerarem que todos os Harpoon recebidos em 1957 eram de origem holandesa, o que não é correcto. 

Os PV-2 mantiveram a pintura inteiramente em azul escuro. Ostentavam a Cruz de Cristo, sobre círculo branco, no extra-dorso da asa esquerda, no intradorso da asa direita e em ambos os lados da fuselagem. A bandeira nacional, sem escudo, estava colocada nos lados exteriores dos estabilizadores verticais, num pequeno rectângulo. A matrícula era visível nas asas, alternando com a insígnia, e ainda sobre a bandeira nos estabilizadores verticais, em algarismos brancos.
No lado esquerdo da secção dianteira da fuselagem encontrava-se pintado o respectivo distintivo da esquadra. Aviões de ambas as esquadras tomaram parte em diversas missões de treino e em exercícios de âmbito nacional e NATO, entre os quais o exercício que se desenvolveu no Mediterrâneo entre 19 e 24 de Maio de 1958, onde o trabalho das tripulações dos PV-2C portugueses foi merecedor de considerações muito prestigiantes.
Exercício Himba, escala em S. Tomé

Em Abril de 1959 seis PV-2 participaram no exercício “Himba”, que constou na deslocação de diversos meios aéreos a Angola, numa manifestação de soberania e força militar. Coube aos PV-2 demonstrarem o seu poder de fogo, largando napalm, bombas de fragmentação e utilizando as metralhadoras contra alvos simulados. Regressaram à metrópole a 1 de Maio desse ano.
O efectivo de 18 aeronaves da Esquadra 61 e de 16 aeronaves da Esquadra 62 foi mantido até 1960, ano em que se agravaram os problemas de manutenção, dada a dificuldade na obtenção de peças sobressalentes. Assim, houve necessidade de retirar de serviço os aviões 4633 e 4634, a fim de serem “canibalizados” e fornecerem peças aos restantes. Em Maio de 1964 os 4631 e 4632 seguiram o mesmo destino e, pouco depois, o 4618 e 4625 foram abatidos para a sucata.
Provavelmente com o objectivo de aproveitar os PV-2, depois de serem retirados das missões de luta anti-submarino, o 4604 e o 4607 foram transformados em transporte de VIP’s. Foi retirado parte do equipamento operacional e o armamento. Ao mesmo tempo foi modificada a pintura, que passou a alumínio com o dorso a branco, com um filete azul escuro ao longo da fuselagem. Os algarismos das matrículas passaram a preto. As insígnias mantiveram-se de acordo com o padrão da FAP. 
Tudo se encaminhava para que o ano de 1960 fosse o da retirada de serviço destes aviões. Contudo, assim não aconteceu. Começava a notar-se a instabilidade que haveria de conduzir à luta armada dos movimentos independentistas nas Províncias Ultramarinas Portuguesas, desencadeada em Março de 1961 em Angola e um ano mais tarde na Guiné e em Moçambique, obrigando a FAP a transferir rapidamente meios aéreos capazes de enfrentar a situação.
Foi neste cenário que os PV-2 Harpoon foram sujeitos, nas OGMA, às modificações essenciais para a nova missão de bombardeiro táctico e apoio próximo, bem como para operar em clima tropical.
De uma forma geral, para além de cuidada revisão às células e aos motores, estes trabalhos resumiram-se à desmontagem das torres de tiro dorsal e ventral e à nova pintura em alumínio, com a metade superior da fuselagem e o conjunto do estabilizador da cauda em branco, com um estreito filete azul escuro ao longo da fuselagem a separar as cores. A insígnia estava circundada por um fino aro azul, para se destacar na superfície branca.

Foi com esta pintura que os Lockheed PV-2C Harpoon se apresentaram durante quase todo o tempo em que operaram em Angola e Moçambique, utilizados como aviões de apoio táctico.
Em 1973, um número muito reduzido de PV-2C que operavam em Angola foi inteiramente pintado de verde-azeitona anti-radiação, com a insígnia de dimensões reduzidas.
O primeiro PV-2 Harpoon (4619) aterrou em Luanda no dia no dia 19 de Maio de 1960, ao qual se seguiram mais seis. 
A Base Aérea N° 9 (BA9), Luanda, só se tornaria operacional em 
Maio de 1961, altura em que estes aviões foram oficialmente integrados na Esquadra 91. Para além das insígnias regulamentares, tinham pintado no lado esquerdo da fuselagem, junto à cobertura da antena do radar, o distintivo da Esquadra 91. Esta esquadra foi reforçada com mais sete Harpoon em 1962.
Em 1964 os PV-2 da Esquadra 91 começaram a fazer destacamentos no Aeródromo-Base N° 3 (AB3), Negage, e no Aeródromo-Base N° 4 (AB4), Henrique de Carvalho, melhorando a capacidade de intervenção aérea na região. 
Linha da frente de PV2 do AB4, em 1972

Em 1971, os nove Harpoon operacionais da Esquadra 91 foram transferidos para o AB4 e integrados na Esquadra 403. No mesmo ano juntaram-se a estes aviões mais três, transferidos da Base Aérea N° 10 (BA10), Beira, Moçambique. Entre meados de 1971 e Outubro de 1974 a frota da Esquadra 403 foi substancialmente reduzida de efectivos, com o abate ao efectivo de sete aviões, uns por acidente, outros por dificuldades de manutenção.
Os restantes foram abatidos em 18 de Novembro de 1975, após a independência de Angola.
Os Lockheed PV-2C Harpoon foram também enviados para Moçambique. Entre Fevereiro e Dezembro de 1962 foram colocados cinco Lockheed PV-2C Harpoon na BA10, Beira, constituindo o efectivo da Esquadra 103 do Grupo Operacional 1001. Em Novembro de 1962, com a saída dos C-47 Dakota, os PV-2 passaram a ocupar a Esquadra 101, enquanto que a Esquadra 103 foi desactivada.


Os aviões ostentavam no lado esquerdo da fuselagem, perto da cobertura da antena do radar, o distintivo da Esquadra 101.
Em 1963 e 1964 os Harpoon da BA10 participaram nos exercícios “CAPEX”, em cooperação com as Marinhas da África do Sul, Grã-Bretanha e França, voltando à sua actividade original de luta anti-submarino.
Em Julho e Setembro de 1963 chegaram à Esquadra 101 mais dois PV-2C Harpoon.
O último PV-2 a ser colocado em Moçambique foi o 4610, que chegou à BA10 em 8 de Maio de 1965, para voltar a repor o efectivo de seis aviões da Esquadra 101. A partir de final de 1965 os PV-2 da Esquadra 101 mantiveram um destacamento de dois aviões em Vila Cabral, onde executaram missões de ataque ao solo e bombardeamento táctico.
Em 1966 a Esquadra 101 perde dois aviões, acidentados na região do Niassa, no norte de Moçambique, ficando reduzida a quatro unidades. Estes aviões desenvolveram grande actividade entre Abril e Novembro de 1966, vigiando os navios de guerra britânicos, aquando do bloqueio naval ao porto da Beira determinado pela ONU, motivado pela declaração unilateral de independência da Rodésia (actual Zimbabwé), em finais de 1965.
Em fins de Setembro de 1971 os Harpoon abandonaram Moçambique, sendo transferidos para Angola, três para Henrique de Carvalho e um para Luanda.


Poucos foram os aviões que, depois de terem combatido na II Guerra Mundial, se mantiveram operacionais até 1974, ostentando durante 20 anos a insígnia da Cruz de Cristo.
De forma muito resumida, a história dos Lockheed PV-2C Harpoon foi a seguinte:
1. 4601 – Veio a voar dos Estados Unidos e aterrou na BA6 em 14 de Dezembro de 1953, onde foi integrado na Esquadra 61. Em Maio de 1962 foi colocado na Esquadra 91 da BA9, Luanda. Ficou destruído num acidente ocorrido em Luanda no dia 21 de Novembro de 1962;
2. 4602 – Chegou à BA6 no mesmo dia e nas mesmas condições que o anterior (idem). Foi integrado na Esquadra 61 da BA6. Não foi deslocado para África. Foi abatido ao efectivo da FAP em 16 de Abril de 1963 por razões desconhecidas;
3. 4603 – (idem). Foi colocado na Esquadra 61 da BA6. Em Maio de 1960 foi colocado na Esquadra 91 da BA9. Em 1971 foi transferido para o AB4 e colocado na Esquadra 403. Foi abatido ao efectivo em 18 de Novembro de 1975, aquando da independência de Angola;
4. 4604 – Era da versão PV-2D. Veio a voar dos Estados Unidos e aterrou na BA6 no mesmo dia dos anteriores. Foi colocado na Esquadra 61 da BA6. Sofreu adaptação para transporte de VIPs. É colocado na BA10 em 1962, integrado na Esquadra 101. Em 22 de Agosto de 1964 sofreu um acidente ao aterrar na Beira, que não causou vítimas. Não foi recuperado;
5. 4605 – (idem). Foi colocado na Esquadra 61 da BA6. Foi transferido para a BA10, onde aterrou em 10 de Abril de 1961, sendo o primeiro Harpoon a equipar a Esquadra 103, depois Esquadra 101. Em Setembro de 1972 foi transferido para a BA9 onde foi despojado do armamento, tendo operado em missões de transporte. Foi abatido em Novembro de 1975;
6. 4606 – Veio a voar dos Estados Unidos para a BA6, onde aterrou em 9 de Setembro de 1954 (idem). Foi colocado na Esquadra 61 da BA6. Em Maio de 1962 foi transferido para a Esquadra 91 da BA9 e, em 1971, para a Esquadra 103 do AB4. Foi abatido ao efectivo da FAP em 9 de Outubro de 1974;
7. 4607 – Versão PV-2D. (idem). Foi colocado na Esquadra 61 da BA6. Foi-lhe retirado o armamento e transformado para transporte de VIPs. Em 1960 foi colocado na BA9 e integrado na Esquadra 91. Em Junho de 1961 sofreu um acidente, sem causar vítimas, mas ficou irrecuperável;
8. 4608 – (idem). Foi colocado na Esquadra 61 da BA6. Não se dispõe de mais elementos sobre o seu destino. Foi abatido em 8 de Junho de 1963;
9. 4609 – Situação igual ao anterior. Foi abatido ao efectivo da FAP em 29 de Março de 1963;
10. 4610 – (idem). Foi colocado na Esquadra 61 da BA6. Foi adaptado para missões de fotografia aérea, sem prejuízo da capacidade de combate. Em Maio de 1965 foi integrado na Esquadra 101 da BA10. Em 12 de Maio de 1966 efectuou uma aterragem de emergência na região do Niassa sem provocar danos pessoais. Não foi recuperado;
11. 4611 – (idem). Foi colocado na Esquadra 61 da BA6. Integrado na Esquadra 101 da BA10 em 1962. Ficou destruído num acidente, em 25 de Agosto de 1966 na região do Niassa;
12. 4612 – (idem). Foi colocado na Esquadra 61 da BA6. Em Maio de 1962 foi integrado na Esquadra 91 da BA9. Sofreu um acidente em 8 de Novembro de 1963, com a destruição total e a morte de nove tripulantes;
13. 4613 – (idem). Foi colocado na Esquadra 61 da BA6. Ficou muito danificado durante uma aterragem em Lisboa, em 25 de Abril de 1956, tendo sido recuperado. Foi transferido para a Esquadra 91 da BA9 em Maio de 1962. Acabou destruído num acidente ocorrido em Luanda em 8 de Junho de 1968;
14. 4614 – Veio a voar dos Estados Unidos e aterrou na BA6 em 23 de Março de 1955, sendo integrado na Esquadra 61 (idem). Integrado na Esquadra 101 da BA10 em 1962. Transferido para a Esquadra 403 do AB4 em 1972. Nesse ano, em 21 de Fevereiro, acidentou-se no Cuito Cuanavale, tendo sido recuperado. Foi abatido em 9 de Outubro de 1974;
15. 4615 – (idem). Foi colocado na Esquadra 61 da BA6. Não se dispõe de mais elementos sobre o seu destino. Foi abatido ao efectivo em 7 de Setembro de 1960;
16. 4616 – (idem). Foi colocado na Esquadra 61 da BA6. Em 27 de Setembro de 1963 foi integrado na Esquadra 101 da BA10. Em 1971 foi transferido para a Esquadra 403 do AB4. Ficou destruído num acidente ocorrido no Luso em 15 de Julho de 1971;
17. 4617 – (idem). Foi colocado na Esquadra 61 da BA6. Em 1962 foi colocado na Esquadra 101 da BA10. No dia 5 de Fevereiro de 1963 ficou destruído num acidente na região de Vila Pery, causando seis mortos e sete feridos graves;
18. 4618 – (idem). Era da versão PV-2D. Foi colocado na Esquadra 61 da BA6. Não se dispõe de mais elementos sobre o seu destino. Foi abatido ao efectivo em 8 de Junho de 1960 e vendido como sucata;
19. 4619 – Chegou a Portugal em 8 de Outubro de 1956, a bordo de um porta-aviões norte-americano (idem). Foi colocado na Esquadra 62 da BA6. Em 19 de Maio de 1960 foi colocado na Esquadra 91 da BA9. Foi o primeiro Harpoon do efectivo da Esquadra 91 a chegar a Angola. Em 1971 foi transferido para a Esquadra 403 do AB4. Foi abatido em 18 de Novembro de 1975, aquando da independência de Angola;
20. 4620 – (idem). Foi colocado na Esquadra 62 da BA6. Em 1960 foi colocado na Esquadra 91 da BA9. Ficou muito danificado num acidente ocorrido em 8 de Junho de 1961 no Quitexe, provocando a morte de todos os ocupantes. Foi abatido em 10 de Dezembro de 1962. Os destroços foram removidos para as OGMA, Alverca, onde foi reconstruído e entregue ao Museu do Ar;
21. 4621 – (idem). Foi colocado na Esquadra 62 da BA6. Em 1960 foi colocado na Esquadra 91 da BA9. Sofreu um acidente em 9 de Fevereiro de 1961 em Malange, tendo sido recuperado. Em 1971 foi transferido para a Esquadra 403 do AB4. Foi abatido ao efectivo em 14 de Junho de 1974;
22. 4622 – (idem). Foi colocado na Esquadra 62 da BA6. Não há notícias de ter operado no Ultramar. Foi abatido em 17 de Fevereiro de 1967;
23. 4623 – (idem). Foi colocado na Esquadra 62 da BA6. Em 1960 foi colocado na Esquadra 91 da BA9. Em 1971 foi transferido para a Esquadra 403 do AB4. Foi abatido em 18 de Novembro de 1975;
24. 4624 – (idem). Foi colocado na Esquadra 62 da BA6. Em 25 de Fevereiro de 1960, ao efectuar uma aproximação nocturna ao Aeroporto de Lisboa ficou destruído num acidente que provocou dois mortos e quatro feridos;
25. 4625 – (idem). Foi colocado na Esquadra 62 da BA6. Não são conhecidas outras colocações. Foi abatido ao efectivo em 26 de Maio de 1964 e vendido como sucata;
26. 4626 – (idem). Foi colocado na Esquadra 62 da BA6. Em 1960 foi colocado na Esquadra 91 da BA9. Em 1971 foi transferido para a Esquadra 403 do AB4. Foi abatido em 18 de Novembro de 1975;
27. 4627 – (idem). Foi colocado na Esquadra 62 da BA6. Em 1960 foi colocado na Esquadra 91 da BA9. Em 1971 foi transferido para a Esquadra 403 do AB4. Foi abatido em 9 de Outubro de 1974;
28. 4628 – Chegou a Portugal em 9 de Janeiro de 1957, por via marítima (idem). Foi colocado na Esquadra 62 da BA6. Em 26 de Setembro de 1963 foi colocado na Esquadra 91 da BA9. Em 1971 foi transferido para a Esquadra 403 do AB4. Foi abatido em 9 de Outubro de 1974;
29. 4629 – (idem). Foi colocado na Esquadra 62 da BA6. Em 1960 foi colocado na Esquadra 91 da BA9. Em 1971 foi transferido para a Esquadra 403 do AB4. Foi abatido em 9 de Outubro de 1974;
30. 4630 – Chegou a Portugal em 8 de Maio de 1957, por via marítima (idem). Foi colocado na Esquadra 62 da BA6. Foi integrado na Esquadra 101 da BA10 em Julho de 1963. Em 1972 foi transferido para a Esquadra 403 do AB4. Foi abatido em 9 de Outubro de 1974;
31. 4631 – (idem). Foi colocado na Esquadra 62 da BA6. Foi abatido ao efectivo em 26 de Maio de 1964, ficando a servir de fonte de peças sobressalentes para os outros aviões da frota;
32. 4632 – (idem). Foi colocado na Esquadra 62 da BA6. Destino exactamente igual ao anterior;
33. 4633 – (idem). Foi colocado na Esquadra 62 da BA6. Foi abatido ao efectivo em 16 de Agosto de 1960, ficando a servir de fonte de peças sobressalentes para os outros aviões da frota;
34. 4634 – (idem). Foi colocado na Esquadra 62 da BA6. Destino exactamente igual ao anterior.

Como foi descrito atrás, o Lockheed PV-2C Harpoon número 4620 faz hoje parte do Museu do Ar. É apontado como sendo o único exemplar existente na Europa.

Texto: "Aeronaves Militares Portuguesas no Século XX" - Adelino Cardoso - Edição ESSENCIAL, Lisboa, 2000.
Fotos: Álbum de Fotos do Blog Clube dos Especialistas do AB4