quinta-feira, 17 de agosto de 2017

BA2 OTA - JURAMENTO DE BANDEIRA DA ER 2ª./71 E BA3 - TANCOS ENTREGA DE BREVETS PH

















JURAMENTO DE BANDEIRA E ENTREGA DE DIPLOMAS
B.A. Nº. 2 – OTA – 27/AGOSTO/1971

Juramento de Bandeira da Escola de Recrutas 2/71

As Forças em parada em continência à Bandeira






Em 27 de Agosto de 1971 realizou-se na Base Aérea nº. 2 a cerimónia do Juramento de Bandeira dos soldados cadetes do curso de oficiais milicianos pilotos aviadores 1/71, de soldados alunos do curso de sargentos milicianos pilotos 1/71 e de soldados alunos recrutas especialistas 2/71, efectuando-se também a entrega de diplomas aos  soldados cadetes alunos que terminaram os cursos de formação.
Presidiu às cerimónias o
subchefe do Estado-Maior da Força Aérea, brigadeiro Braz de Oliveira, que estava acompanhado pelo brigadeiro José André da Silva, director do serviço de Intendência e Contabilidade, pelo coronel para-quedista Alcino Ribeiro, da Direcção do Serviço de Instrução, pelo coronel médico Fernandes Tender, da Direcção do Serviço de Saúde e outros oficiais. Depois de passar revista à guarda de honra, comandada pelo capitão Sengo, o brigadeiro Braz de Oliveira e os restantes oficiais dirigiram-se para a tribuna de honra.
A iniciar as cerimónias, usou da palavra o comandante da Base Aérea nº. 2,
coronel Brochado de Miranda, que pronunciou o discurso que mais abaixo publicamos. A preceder o acto do juramento de bandeira, o alferes Salvador proferiu uma alocução alusiva ao acto. A fórmula do juramento foi lida pelo tenente-coronel Raul Tomás, que comandava a formatura em parada, sendo comandante do Grupo de Instrução o major Noronha. Seguiu-se a entrega de diplomas e prémios, finda a qual as forças em parada desfilaram em continência perante a tribuna de honra. A encerrar houve demonstrações de manejo de arma a pé firme em marcha e de luta individual.
Cor. Brochado de Miranda
A abrir a cerimónia, o comandante da Unidade, coronel Brochado de Miranda, leu o seguinte discurso:
“Vestiu-se de galas a Base Aérea nº. 2 para realizar condignamente mais uma cerimónia de Juramento de Bandeira. Vestiu-se de galas para honrar altas entidades oficiais e para acolher convidados e visitantes. Uma vez mais tenho eu o privilégio de saudar Vª. Exªs. e de lhes apresentar cumprimentos de boas vindas.
O estandarte da Unidade sai hoje do recolhimento em que normalmente repousa, em lugar de distinção, para, às mãos de quem este ano foi distinguido com a honrosa missão de Porta-Bandeira, se postar em frente da formatura geral da B.A.2 e, como símbolo e imagem da Pátria, receber um compromisso de honra de várias centenas de jovens militares da Força Aérea.
Foi ainda há poucas semanas que estes rapazes se apresentaram. A instrução que até agora lhes foi ministrada teve por finalidade essencial enquadrá-los num conjunto onde se procurou desenvolver a capacidade individual de resistência ao esforço físico, estimular a vontade para vencer dificuldades e interesses pessoais e, paralelamente, excitar o espírito de solidariedade. 
O que atraiu ou porque vieram servir na Força Aérea?
Pelo interesse na carreira militar?
Pela possibilidade de associar, à obrigatoriedade de prestação de serviço militar, a aquisição de conhecimentos úteis à sua formação ou valorização profissional?
Ou simplesmente para, frustrados os intentos de prosseguir na sequência normal de estudos, cumprir o serviço militar em circunstâncias que julgam menos rudes ou mais isentas de perigo?
Ou ainda em busca de correcção para desvios por caminhos errados ou para carência de autoridade familiar?
Distribuição de prémios aos soldados alunos que se distinguiram

Não é oportuno neste momento dar resposta às interrogações. O certo é que, seja qual for o motivo, todos eles são elementos da Força Aérea que interessa bem treinados. A sua instrução merecerá pois os mais diligentes cuidados, dedicando-se a partir de agora maior atenção ao indivíduo do que ao grupo. Porque a nossa missão não é só a de ensinar a combater adversários, mas também a de ajudar cada um a descobrir-se a si próprio, a saber suportar responsabilidades, a respeitar a autoridade, a desenvolver e armazenar energias morais.
Nas formalidades que se vão suceder não encontraremos somente o acto do Juramento, que dá o nome à cerimónia. Para que tudo não decorra com demasiada rapidez e com o propósito de que a lembrança do momento se não esvaia facilmente da memória de cada um, entendemos cercá-lo de ornamentos e colorido que, guardando-se todavia o ambiente de solene seriedade, lhe não tirem a importância mas lhe realcem o significado. É o que iremos encontrar no aprumo e altivez das tropas em parada; na sua atitude firme e perfilada; no atavio; nas evoluções coordenadas em exercícios sincronizados; no som galvanizante da marcha cadenciada; na distribuição de diplomas, prémios e felicitações…
Ajuda-nos o dia, o ambiente e o local.
Faço votos para que guardem bem presente uma recordação viva desta ocasião e desejo a todos as maiores felicidades.” 

NUMEROSO CURSO DE PILOTOS DE HELICÓPTEROS RECEBEU “BREVETS”

BASE AÉREA Nº. 3 – TANCOS – 14/OUTUBRO/1971
Tradicional foto de fim de curso

Na Base Aérea nº. 3 (Tancos) realizou-se no dia 14 de Outubro de 1971 a cerimónia do brevetamento de 32 pilotos de helicópteros, que constitui um dos mais numerosos cursos dos últimos tempos. 
Cor. Ferreira Valente
Presidiu o Secretário de Estado da Aeronáutica, brigadeiro Pereira do  Nascimento, que estava acompanhado pelo Director do Serviço de Comunicações e Tráfego Aéreo, brigadeiro Jorge Noronha, e pelo Director do Serviço de Instrução, brigadeiro Diogo Neto.
Ao chegar à Base Aérea nº. 3, o Secretário de Estado da Aeronáutica recebeu os cumprimentos do comandante da Unidade, coronel Ferreira Valente, dirigindo-se depois para a tribuna de honra, junto da qual o aguardavam os oficiais que prestam serviço na BA3.
A iniciar as cerimónias, o coronel Ferreira Valente pronunciou algumas palavras.
Em seguida, os instrutores colocaram no peito dos seus instruendos as “asas” de pilotos de helicópteros, após o que o Secretário de Estado da Aeronáutica e os oficiais generais presentes entregaram os diplomas aos novos pilotos. Finda a entrega dos diplomas, os 32 novos pilotos desfilaram em continência perante a tribuna de honra, seguindo-se o desfile das forças em parada, comandadas pelo 2.º comandante da Unidade, tenente-coronel Orlando Amaral.

Ao terminar a cerimónia seis helicópteros efectuaram alguns voos de formação, enquanto um se exibia em várias figuras demonstrativas das possibilidades de manobra daquelas aeronaves.
Brig. Pereira Nascimento na entrega de diplomas

No discurso que pronunciou, o comandante da BA 3 teve a ocasião de tecer algumas considerações sobre os cursos de pilotos de helicópteros. Dirigindo-se aos pais dos alunos, transmitiu-lhes felicitações pela vitória alcançada. “Vitória que, quero saibais não ter sido fácil e de que foram eles os principais obreiros, posto que tenha sido prazer e obrigação de funções o amparo que os seus superiores lhes proporcionaram para poderem chegar a este dia, deixando pelo caminho tantos que os não puderam acompanhar na dura escalada que tiveram de vencer”. No final do seu discurso felicitou os alunos do curso a brevetar, tendo palavras de muito apreço pelo trabalho realizado, considerando-os “Um escol que, para mais, teve a viril decisão de escolher cumprir o seu tempo de serviço militar num ramo e especialidades das forças armadas onde relativamente bem poucos têm viabilidade de vencer”. 

 “Capacidade individual de resistência ao esforço físico, estimular a vontade para vencer dificuldades e interesses pessoais e, paralelamente, excitar o espírito de solidariedade.”
Tribuna de honra com o SEA
Notas: Recolha de informação nas Revistas “Mais Alto” nº. 148 – AGOSTO e nº. 149/150 de SETEMBRO/OUTUBRO DE 1971
           

Até breve                                                                                   
O amigo 


Sem comentários:

Enviar um comentário