sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O QUISSANGE


O Quissange é um instrumento rudimentar que se encontra em quase todo o continente africano e que pode tomar várias formas. Compõe-se de uma tábua e de uma série de “teclas” sob a forma de lamelas metálicas com alguma flexibilidade para que possam ser dedilhadas. As lamelas são montadas sobre um suporte rectangular, de ferro, e o conjunto das teclas é mantido em posição por uma travessa que é amarrada à tábua por arames. O comprimento e a espessura de cada palheta metálica define o som que produz. O número de palhetas é muito variável. Pode ter ainda uma “caixa de ressonância” que amplifica o som. Dependendo da região, o Quissange pode ter vários nomes como, por exemplo, Kissange, Kalimba, Karimba e muitos outros nomes. Pode ainda ser chamado, mais tecnicamente, lamelofone.
Alguns modelos de Quissange

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Eu não era o único que, de vez em quando, “explorava” as zonas envolventes dos destacamentos assim como dos acampamentos que serviam de base a operações militares. A sós ou em pequenos grupos lá íamos num passeio a pé para matar o tempo e “fazer turismo”.
Numa dessas saídas entrei num quimbo e a dada altura ouvi uma toada que me chamou a atenção. Procurei a origem do som e, à sombra de uma palhota baixa, encontrei um velhote que cantava numa língua local.
Tocadores Quiocos
Pelo ritmo, acho que a canção não seria muito triste. Sentado no chão, de calções desajeitados e corpo mirrado, o velhote acompanhava a sua canção tocando um Quissange. Sem nunca deixar de cantar e sem se preocupar com a minha presença, sorriu um pouco quando me aproximei dele.
Penso que o velhote tinha feito o seu próprio Quissange o qual era particularmente simples e pequeno. Mas o som era agradável e fazia um conjunto harmonioso com a sua voz. As palhetas eram feitas de pregos achatados a martelo. A caixa de ressonância era meia cabaça. Um cordel atava a tábua à cabaça para que não se separassem uma da outra. O velhote, enquanto cantava segurava o Quissange entre as duas mãos e, com ambos os polegares, dedilhava as teclas produzindo o som que me guiou até ele.
Fiquei ali, de cócoras, junto ao artista, a ouvir aquilo que achei ser uma verdadeira maravilha. Mas fui o único. Mais ninguém no quimbo parecia notá-lo. O “concerto” já devia ser bem conhecido de todos.
Quando acabou a canção o velhote pousou o Quissange e voltou a sorrir. Devia estar surpreendido com o meu interesse pela sua actuação.
“Quero comprá-lo.” – disse-lhe eu, apontando para o Quissange. Mas ele não se convenceu e disse-me que não o vendia porque não tinha outro. Seguiu-se uma negociação amigável e divertida em que ele usou vários argumentos para me dissuadir do desejo de comprar o Quissange mas, perante a minha insistência, ele começou a ceder e eu avancei com a proposta irrecusável: “Pede o que quiseres que eu pago!” Foi aí que ele viu a oportunidade de me fazer desistir. Endireitou um pouco as costas, olhou-me nos olhos e, com um sorriso matreiro, pediu-me um preço que me iria deixar quase sem resposta: “Quero… dois e quinhento!”
Tive de fazer uma pausa e pensar um pouco antes de continuar. Na sua simplicidade e inocência ele tinha-me posto numa situação que eu não esperava. Num mundo que eu não conhecia, onde os valores materiais tinham outra dimensão. Tinha-me posto no seu Mundo. O que me estava a pedir era uma pequena fracção do que eu poderia e gostaria de lhe dar. Dei-lhe os 2$50. A sua expressão passou a ser uma mistura de surpresa, mas também de
vitória na negociação. Passei a ser o novo proprietário do Quissange e ele riu com vontade quando eu, sem sucesso, tentei tirar algum tipo de “música” do instrumento. Conversámos mais um pouco e depois dei-lhe mais 2$50. Ele agradeceu muito e eu parti com o Quissange. Imagino que o quimbo ficou sem música ambiente durante uns dias. O tempo de fazer um novo Quissange.
Já não me lembro onde isto aconteceu exactamente mas sei que foi na zona de Gago Coutinho.
Agora, quarenta e tal anos depois, eu ainda não aprendi a tocar Quissange e o “instrumento” deve estar agora guardado nalguma caixa junto com outras recordações dos tempos de Angola. Deveria tê-lo deixado ficar com o músico que o construiu pois teria sido muito mais útil para ele do que para mim.
Na nossa gíria de então nós chamávamos Quissange aos aparelhos de rádio (que davam a música). 

Por:

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A "CLEÓPATRA"

Sempre tive o bom senso e a educação caseira, de me relacionar com toda a gente urbanamente, até ao momento em que reciprocamente houvesse respeito e proporcionalidade no trato, independentemente de se tratar a nível militar de superiores ou inferiores, e a nível civil de conhecidos ou desconhecidos, da raça, religião ou partido, serve este introito para situar o que vos vou contar a seguir. 
República dos Tá-ri-rá-ris - foto de Aco

Do outro lado da avenida em que se situava a República dos Tá-Ri-Rá-Ris no Luso, existiam diversas vivendas de gente abastada para o nível de vida da generalidade da população. Numa delas viviam diversas jovens que estudavam no liceu, mais novas que nós, filhas de brancos que viviam noutras povoações e que alugavam quartos ou viviam com pessoas de família ou conhecidos dos pais, eram jovens com uma visão do mundo totalmente diferente das nossas, nós estávamos ali de passagem por causa de uma guerra que nos era imposta, mas que passado o tempo de serviço obrigatório, era uma realidade rapidamente esquecida a milhares de quilómetros do outro lado do mundo.
Para elas aquela era a sua terra, independentemente de nela terem nascido, e na generalidade dos casos, iriam casar com naturais da Província, constituir família e suceder aos pais nos negócios, mas na tal vivenda existia uma honrosa excepção.
O chefe dessa família, era um homem grande, gordo, bonacheirão e sincero de uma forma desarmante, suava muito, e quando queria alguma coisa de nós ainda suava mais copiosamente, talvez por isso era fácil depena-lo à lerpa, ou a outro qualquer jogo de cartas, tinha negócios de construção civil e de madeiras entre outros, e um grande problema que ele desejava resolver rapidamente, e a que voltava recorrentemente nas conversas, (quatro lindas filhas em idade de casar). 
Segundo ele, já estava muito gasto, não duraria muito mais, e tinha a obrigação de arranjar bons partidos para as suas princesas, bons genros que fossem de preferência brancos, inteligentes e trabalhadores para continuarem os negócios da família. 
Quando tivemos esta conversa pela primeira vez, às tantas eu já não sabia o que lhe dizer, gostava de conversar com ele sobre África, as suas riquezas, e o quanto aquela terra tinha para dar a todos, brancos e negros sem excepção se se conseguissem entender... mas a conversa descambou quando ele me perguntou directamente se eu gostava de alguma das suas filhas. Fiquei desarmado, eu nem sabia quais eram de facto as suas filhas e as que morando em sua casa, não tinham nada a ver com o que o afligia. 
Fui o mais sincero possível, tinha 21 anos, uma comissão pela frente, era ainda muito cedo para pensar em casar e constituir família, ele que não me levasse a mal, achava as suas filhas lindas, mas eram ainda muito novas para já as querer casadas e ele estava ali para durar e ainda tinha uma vida inteira pela frente. Estávamos na varanda da sala e olhei na direcção da sua casa, como era hábito na varanda do edifício estavam elas todas, as quatro filhas mais as outras que constituíam o "harém da casa amarela" como nós lhes chamávamos, e percebi que elas estavam atentas ao que se passaria ali. 
Mas afinal qual era a excepção, que o deixava fora do sério, a mais nova das irmãs, era uma jovem com uns dezasseis anos precocemente desenvolvidos fisicamente, era de facto linda, uma boneca de porcelana, de uma tez de marfim, um sorriso desarmante e completamente consciente do efeito que provocava nos homens, de seios fartos, olhos esverdeados e cabelos negros rebeldes, tinha o dom de amuar fingidamente quando sabia que tinha enredado na sua teia qualquer rapaz que borboletasse à sua volta, passava o tempo a levar os namorados do liceu lá a casa, talvez para nos fazer ciúmes, mas o alvo dela era de certeza um dos Continentais que a levasse dali para fora, pois o Luso era pequeno demais para tamanha ambição, e era isso que ele queria evitar a todo o custo. 
Depois de ter a conversa com o pai, fui avisando o pessoal para lidar com pinças com a "Cleópatra" era assim que lhe chamávamos carinhosamente, comparando-a com a outra que só com um mero olhar governava um império e escravizava qualquer homem que lhe interessasse. Uma distracção e um pequeno "pecado" levariam a um casamento forçado tanto pela parte paternal, como pela FAP, que o "Secarleste", não era para graças, no que tocava a "voos com acrobacias diurnas ou nocturnas não autorizadas". 
Passou o tempo fui para destacamento e esqueci o assunto, quando voltei, a primeira notícia que me deram ainda na placa, mal descera do avião, era que a "Cleópatra" tinha fugido com um furriel do exército. Passou o tempo e semanas depois voltou, o furriel tinha sido dado como desertor e foram ambos presos ao tentar embarcar para a Metrópole, ele por ser desertor com a agravante de raptar uma menor e ela por ser menor, pelo duplo crime, quando ele saísse da cadeia ela já teria cabelos brancos e rugas que chegassem para lhe esfriar a paixão. Ela voltou à sua cruzada, agora já podia fazer o que lhe apetecesse, para isso já dera o primeiro e decisivo passo, tornando-se ainda mais desejada e perigosa...

Luso 1971
OPC ACO 71/73

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O DIA EM QUE O LUSO FOI BOMBARDEADO !

Luso hotel
Bom não foi, mas numa guerra há sempre uma primeira vez! 
Às cinco da manhã ninguém se atreveu a acordar o general, só porque apareciam muitos pontinhos no radar, alguma interferência...pouco depois Pearl Harbour estava sob um imenso ataque aéreo...vem isto a propósito, que um dia em meados de 1972, pela uma da manhã é recebida no posto de rádio do batalhão um AVIREP, um relatório de avistamento aéreo, vindo de Teixeira de Sousa, informando que tinha sido avistado uma aeronave desconhecida a voar em direcção ao Luso. 
Era uma mensagem ZULU o grau máximo de prioridade, o operador tinha 10 minutos para a entregar a um oficial superior. Não conseguiu localizar nenhum. Então entra no Luso Hotel e diz: "L" acorda o nosso general, (comandante da Zona Militar Leste), assim foi feito e o cabo de transmissões cumpriu a sua missão, apresentando a mensagem.
O General mandou-o lixar e foi dormir.
No dia seguinte pela manhã, o meu pessoal pôs-me ao corrente do que se tinha passado, com a informação que o comandante tinha pedido a minha comparência logo que chegasse...lá fui eu. O comandante deitava fumo pelos olhos...e disse-me: quero saber quem foi o soldado que se atreveu a ir incomodar o nosso general à uma da manhã, para lhe dar uma porrada! 
Quartel do Batalhão Caçadores 3831 - foto de Armando Monteiro

Meu comandante, o soldado cumpriu as minhas instruções e está de acordo com as NEP (Normas de Execução Permanentes) que determinam que uma mensagem Zulu tem de ser entregue a um oficial superior em 10 minutos, o soldado cumpriu com o que está determinado, só lamento que o nosso general tenha tido a atitude que teve, já que estava em causa uma situação de risco, com a possibilidade de um ataque aéreo ao Luso. 

Haveria que dar o alarme, ligar os radares para prevenção e nada foi feito; quer dizer que o senhor é que é o responsável?
Sim meu comandante ! Como responsável pela formação e instrução sou eu o responsável, punir este soldado agora pode fazer com que futuramente mensagens importantes sejam atrasadas com grave perigo para a segurança. 

O homem resmungou e disse que me podia retirar. Retirei-me do gabinete e ao sair da porta reparei que quatro soldados do centro mensagens e centro cripto estavam no corredor a ouvir a conversa...ainda hoje se bebem uns copos e se repete esta história.
O Luso escapou...!







Armando Monteiro.
Alf.Mil.Transmissões BCaç 3831

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

BA 7 - CURSO P2/69 - ACONTECIMENTOS NA NOSSA GERAÇÃO


BASE AÉREA Nº. 7 - CURSO SARG. P2/69
DESIGNAÇÃO DO CURSO: “TOSKOS”
LEMA: Do desânimo das dificuldades para a alegria de vencer
MAIS 19 JOVENS PORTUGUESES RECEBERAM AS “ASAS” DE PILOTOS

Em avião militar, deslocou-se no dia 23 de Julho de 1970 à Base Aérea nº. 7, em S. Jacinto (Aveiro) o Secretário de Estado da Aeronáutica, brigadeiro Pereira do Nascimento, a fim de presidir às cerimónias de entrega de “brevets” do curso de pilotagem P-SARG. 2/69. Acompanharam-no os brigadeiros Jorge Noronha, Sousa Oliveira e Braz de Oliveira, respectivamente directores dos Serviços de Comunicações e Tráfego Aéreo, Material e Pessoal da Força Aérea; do coronel Pereira Vaz, director interino do Serviço de Instrução; e do coronel Alberto Bastos, chefe do gabinete daquele membro do Governo.
Coronel José F. Valente
Depois de ter recebido os cumprimentos do comandante da Unidade, coronel José Ferreira Valente, e dos oficiais que ali prestavam serviço, o brigadeiro Pereira do Nascimento dirigiu-se para a tribuna, onde já se encontravam o Governador Civil e o Presidente da Câmara Municipal de Aveiro me outras  individualidades.  
A iniciar as cerimónias, o comandante da Base Aérea nº. 7 saudou as entidades presentes, em especial o Secretário de Estado da Aeronáutica, pois a sua presença era um estímulo e uma honra para os 19 pilotos que iam ser brevetados.
Usou da palavra o comandante da esquadra de instrução, major piloto aviador Aníbal José Coentro de Pinho Freire que, dirigindo-se aos pais dos alunos disse poderem estes “estar orgulhosos dos seus filhos. Venceram um curso difícil, em que se exige um elevado grau de qualidades físicas, morais, psíquicas e intelectuais, porque as tem que possuir quem tem que desempenhar missões de grande responsabilidade que lhe irão ser destinadas. Chegam a este dia após uma dura selecção e constituem, com certeza, um escol. Por isso mais uma vez afirmo que podeis estar orgulhosos deles. Nós estamos”.   

     Tribuna de honra em que falava o Major Pinho Freire – Comandante da Esquadra de Instrução

Depois de terem recebido os Diplomas, os novos pilotos desfilam em frente da Tribuna
E a terminar afirmou: “a Esquadra de Instrução de Pilotagem, como órgão operacional e razão de ser desta Unidade, entrega à Nação mais 19 pilotos que estão desejosos de mostrar o que valem e, tenho a certeza, saberão cumprir com galhardia, competência e disciplinadamente. Assim Deus os proteja e o bom senso não lhes falte”.
Seguiu-se a entrega de “brevets” que, como já é tradicional, foi feita pelos respectivos instrutores, após o que o Secretário de Estado da Aeronáutica e as outras individualidades presentes fizeram a entrega dos diplomas.
Depois do desfile em continência das forças em parada seguiu-se o desfile aéreo e exibição de algumas figuras de acrobacia por um avião “T-6”.   

Caso tivesse eu sido aprovado nos testes para o curso de pilotagem e conseguisse obter o “brevet”, provavelmente estaria presente nesta cerimónia!... O premiado, foi o piloto Semedo, meu companheiro nos testes durante 28 dias, realizados em grande parte na Rua Alexandre Herculano, perpendicular à Avª. da Liberdade, Lisboa. Passados cinco anos, (1974) estando eu a dar a volta ao país de mochila às costas e à boleia, encontrava-me a solicitar informações à recepcionista num Hotel de Elvas, perguntando-lhe se conhecia na cidade um piloto chamado Semedo. Coincidência, das coincidências…naquele preciso momento, ela apontou para a porta de entrada no Hall, e disse-me: Ali vai ele a passar!...Tinha seguido para Moçambique, e eu, para Angola!...

Notas: Recolha de informação na Revista “Mais Alto” nº. 136 – Agosto 1970

Até breve                                                                                   
O amigo

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

NO DIA EM QUE TODOS QUERIAM IR PARA A FORÇA AÉREA...

A estação de radares da Esquadra 11 do GDACI - Montejunto
A situação desenrola-se em meados de 1970, estava eu como aspirante no Batalhão de Caçadores 5 em Lisboa, a dar instrução de transmissões. O meu pelotão foi nomeado para protecção ao fogo que lavrava na Serra de Montejunto. Quase de improviso a meio da tarde, farda de trabalho, um casqueiro com uma febra dentro, meteram-nos num camião que nos levou de Campolide em Lisboa ao cimo da serra de Montejunto e disseram-nos aguarde!
Aguardávamos instruções, ou alguém deveria chegar para nos dar instruções, não havia fogo a combater em lado nenhum, visitámos o local. 
Cercado por arame estavam os radares, perto havia algumas ruínas e um frio que se
Capela da Senhora das Neves
começava a fazer sentir…por isso ali se guardava o gelo para a casa real, comemos o casqueiro e aguardámos…chegou a noite, tentei abrir a porta da igrejinha que existe por lá, a porta era 
resistente, acomodámo-nos no adro e aguardámos.
Pelas 10 da noite o pessoal tremia com frio e fome, estávamos abandonados no cimo da Serra de Montejunto…lembrei-me, que antes de chegar tínhamos passado por um quartel a uns 3 ou 4 km. Sugeri e pedi a um dos cabos milicianos, que descesse até ao quartel a ver se conseguia comprar uma garrafa de aguardente, para distribuir pelo pessoal, felizmente tinha levado uma nota de mil escudos.
Foi longa a espera até que se avistou uma viatura a subir a serra, chegou pouco depois um jeep, com a apetecida garrafa de bagaço para distribuir pelo pessoal…oferta do comandante da base aérea, além disso uma panela com café quente e não me lembro que mais. A mim ofereceram-me alojamento na base, o que declinei por entender não dever abandonar os homens na serra.
Quartel da Esquadra 11 - Montejunto
No dia seguinte uma viatura da base veio recolher-nos e tivemos um pequeno-almoço na base, com pãozinho quente à descrição e manteiga verdadeira, conforme realçou um dos soldados. Realmente não me lembro se nos deram almoço, mas a meu pedido voltámos à nossa missão de prevenção ao fogo no cimo da serra. Tentámos contactar o B.Caç. 5 com um rádio de dar aos pedais, a bateria já tinha esgotado, nada. O único contacto foi com o quartel-general em Lisboa, que contactou com o B.Caç. 5 e nos disse que iríamos ser recolhidos…fomos recolhidos pelas 4 da tarde…
Pão com manteiga verdadeira logo pela manhã! Houvesse por ali “boletins de inscrição” e a força aérea teria ganho mais 30 recrutas para as suas forças.
A mim ficou-me uma simpatia pela força aérea. Mais tarde em missão em África não me desiludiram.





Armando Monteiro.
Alf.Mil.Transmissões BCaç 3831