domingo, 2 de outubro de 2011

AVIÕES DA AERONÁUTICA MILITAR - T6 HARVARD

Aviões T-6 em reparação nas OGMA
O T-6 1681 a ser embalado nas OGMA para seguir para Angola. (Crédito Arquivo Historico Força Aerea) 

O T-6G 1723 voando em Angola
T-6 em revisão nas OGMA. (Crédito Arquivo Historico Força Aerea)
A Aeronáutica Militar recebeu 28 aviões AT-6 em 1947 e mais 20 aviões T-6G Texan em 1951, vindos dos Estados Unidos. A Aviação Naval recebeu também oito aviões SNJ-4, a versão utlizada pela Marinha dos Estados Unidos, em 1950. Em 1952, todos os aviões foram integrados na Força Aérea Portuguesa que os reuniu na Base Aérea 1, utilizando-os na instrução de pilotos, tendo sido uniformizados para versão T-6G.
Dado os primeiros aviões serem da versão canadiana, ali denominada Harvard, todos os T-6 portugueses, independentemente da origem ficaram conhecidos por T-6 Harvard. O número de unidades em serviço foi sucessivamente aumentando, tendo atingido um total de 257 T-6, o que faz dele o modelo de aeronave militar com o maior número de unidades de sempre a servir Portugal, nomeadamente na Guerra do Ultramar, para a qual foi necessário fazer algumas modificações nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico, tais como suportes debaixo das asas para bombas, metralhadoras e ninhos de foguetes. A FAP foi, provávelmente, o último utilizador do T-6 em operações militares reais, tendo mantido alguns aviões na Base Aérea 3 para treino operacional de pilotos até 1978, data em que foram abatidos ao
efectivo.
T-6 em exibição no Museu do Ar, em Alverca. Pode ler a história do avião T-6, no Museu de Aeronaves Históricas da Aero Fenix, história do T-6. Quem estiver interessado, pode ainda ter o prazer de voar num T-6 por £ 580, e se quizer apenas ouvir o ruído característico do T-6, pode fazê-lo neste site. Recomendo essencialmente a visita ao site walkaround.com de Nuno Martins, também um ex-ogma, que tem muita informação actualizada sobre aviões.
Cockpit de um AT-6C Texan com chamada de atenção para o combustível a usar - 91 octanas.
T-6 1641, ainda com a matricula da USAF, provávelmente logo após ter sido recebido na B.A.1.
CCF Harvard Mk.IV 1739 (c/n 4-524, USAF s/n 52-8603 ex LUFTWAFFE AA+629), voando sobre Moçambique nos anos 60. (Crédito J.Castro)
Harvard Mk.IV 1770, com o galgo preto de Tancos (B.A. 3) em 1969. C/nº 4-518, ex-USAF 52-8597 e Luftwaffe AA+686, usado para instrução na Ota (B.A.2). (Crédito L. Tavares)
Harvard Mk.IV 1788 ( c/n 4-555, ex USAF 53-4636, ex LUFTWAFFE AA+689), em Nacala, Moçambique, em Maio1975, já pintado com o verde anti-radiação. (Crédito V.Morão)

Harvard Mk.IV 1774 (c/n 4-486, ex USAF 52-8565, LUFTWAFFE AA+079, BF+079). Foto na base do Montijo (B.A.6 Junho 1984), pertencendo já ao Museu do Ar. (Crédito L. Tavares)

O mesmo avião com as cores do anos 50, em Tires em 17/9/94 (cima) e pintado para o Tiger Meeting na B.A.6 em 30/6/87 (baixo). (Crédito L. Tavares)
Harvard Mk.IV 1759 pintado para o 50º aniversário da FAP.

Algumas pinturas de aviões T-6. (Crédito Squadron Signal Publications) Créditos: jfs -ex-ogma.blogspot.com

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