| Porta de armas e posto de vigia da BA9 em 1966 |
| BA12 Bissalanca, 1968 |
| AM31 Maquela do Zombo, 1964 |
Em 19 de Julho de 1953, na Base Aérea n.° 3, em Tancos, 400 soldados terminaram o primeiro curso de especialização em Polícia Aérea, integrado na primeira recruta da especialidade de Serviço Geral.
Hoje, conservo a Boina Azul que ganhei em 1963, que guardo com carinho, amor, estima e orgulho.»
1965, A INSTALACÃO DA PA NA BASE AÉREA N.°11
| BA 11, 1968 |
«Em 1965 saímos da Base do Montijo para a de Beja, eu, um Pelotão PA composto por 30 soldados e cabos, três furriéis e um sargento. A nossa missão era controlar pessoas e viaturas, fazer a segurança do perímetro da base, a manutenção da ordem interna e as guardas de honra.
Na época, na Base que nascia em Beja, só existia um Capitão nas lnfraestruturas. As pistas estavam em construção, havia somente uma pequena pista, e começavam a construir-se os alicerces dos hangares. Havia, sobretudo, grande movimento de camiões e algumas, poucas, casas onde trabalhavam engenheiros das «Infras» e onde estava também o refeitório do pelotão. Ficámos instalados num pré- fabricado onde diariamente hasteávamos a Bandeira Nacional.
No início, as rondas eram efectuadas a pé e só mais tarde recebemos um «Jeep» e um condutor; o que permitiu dar a conhecer a «Boina Azul» à cidade de Beja. Passámos também a fazer rondas na cidade.
Vestíamos o uniforme PKS e utilizávamos a pistola metralhadora FBP e a pistola Walther.
Antes da nossa chegada o controlo de entradas era inexistente, apesar de haver uns vigilantes civis que não eram respeitados, sobretudo pelos camionistas, e que viram com grande entusiasmo a nossa chegada.
Com a nossa acção, usando meios muito limitados pois não havia rádios nem sequer bicicletas, conseguimos fazer respeitar limites de velocidade controlar as entradas de veículos e pessoas e manter a ordem e a segurança no transporte de trabalhadores. À entrada da Base havia um Posto de Controlo com comando de cabo que funcionava H24/24, além de rondas apeadas, conseguidas com o reduzido número de dispensas no fim-de-semana. Depois da alvorada e do içar da Bandeira, com o Pelotão formado, havia sempre uma sessão de Ginástica de Aplicação Militar; GAM, (é linda!) que frequentemente os nossos vizinhos civis aplaudiam. Muitas vezes, ao fim do dia, a equipa PA de voleibol jogava contra os engenheiros das lnfraestruturas e a de futebol, aos fins de semana, defrontava equipas das redondezas. Nos quatro meses que durou a nossa missão recebemos uma delegação de altas individualidades alemãs e altas patentes da Força Aérea, além de visitas avulsas de inspectores alemães, onde a Bandeira Nacional se revelou de grande utilidade para mostrar quem mandava naquele território.»
| Utilizado inicialmente na boina azul |
(TGen Vasquez, despacho na Informação n.° 51/88 doGabinete de Segurança Interna e Defesa Anti-Aérea, sobre a proposta da criação de um distintivo de função para a PA datado de 23 de junho de 1988)
Foi oficialmente introduzido pela portaria n.° 658/82 de 1 de julho, e é, ainda hoje, o distintivo da especialidade de Polícia Aérea.
Pela sua visibilidade e distinção, a boina azul é, desde a sua introdução, o elemento de maior simbolismo na identidade da Polícia Aérea. O sacrifício necessário para a conquistar, pela exigência física e pela necessidade de superação colocadas durante a fase da instrução, torna alto o valor do prémio recebido por quem se atreve e é bem sucedido na sua conquista.
O Bastão, o Braçal e o Capacete PA
O braçal representa, tipicamente, no meio militar, o identificativo visual do pessoal a quem foi atribuída uma missão de serviço. Ao longo da história da Força Aérea é conhecido o uso, pelos militares em serviço na Polícia Aeronáutica ou na Polícia Aérea, de um braçal azul com caracteres PA de cor branca, ou, mais tarde, de um braçal branco com os mesmos caracteres em cor azul.
O capacete, habitualmente utilizado em conjunto com o braçal e o bastão nas rondas ao exterior das Unidades, apresentava as mesmas cores e caracteres.
O Código de Honra da Polícia Aérea
(MCOFA 114-1, Normas de conduta da Polícia Aérea, dezembro de 1985, capítulo 3)
O "Código de Honra da Polícia Aérea» constitui um núcleo de normas e virtudes por que se devem pautar os militares da Polícia Aérea.
CÓDIGO DE HONRA
Uso o meu distintivo de autoridade com dignidade e compreensão e suscito com o meu exemplo os mais elevados padrões de conduta, apresentação, cortesia e competência.
Não posso obter da minha posição quaisquer regalias, favores ou benefícios.
Cumpro os meus deveres de maneira firme, cortês, e imparcial, independentemente da pessoa com quem contacto.
Esforço-me por merecera respeito dos meus camaradas e de todos aqueles com quem trabalho ou trato.»

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