domingo, 12 de junho de 2011

AVIÕES DA AERONÁUTICA MILITAR - MARTINSYDE F4 BUZZARD

Aviões da AM - Martinsyde F-4 Buzzard



Caça Martinsyde F.4 Buzzard da Esquadrilha nº1 de Caça de Tancos, ostentando nos lados da fuselagem, pintada a alumínio, o emblema dessa Unidade, o «galgo a Correr», mas também a faixa diagonal vermelha indicativa da Unidade em que primeiro serviu, a partir de 1919, o G.E.A.R. da Amadora. (Crédito "Os Aviões da Cruz de Cristo", Dinalivro, 1989)



Dois Martinesyde F.4 Buzzard em Tancos - neste caso só apresentado, nas fuselagens, o «Galgo» indicativo das Unidades sucessivamente aí localizadas - e um Breguet14-A2, ao fundo, este pertencente à Esquadrilha de Treino e Depósito. (Crédito "Os Aviões da Cruz de Cristo", Dinalivro, 1989)
Durante o ano de 1919, a fase de entusiasmo pela aviação levou a colónia inglesa em Lisboa a oferecer ao Governo Português um avião de caça Martinsyde F.4 Buzzard, ficando este aparelho integrado no G.E.A.R., e depois sendo transferido para Tancos. Tratava-se do avião de demonstração da Martinsyde com matrícula G-EANM - um dos qutro F.4 registados civilmente, para esse efeito, pelo construtor - e que foi pilotado pelo aviador inglês Raynham, em Outubro de 1919, de Londres a Madrid para ser exibido perante as entidades espanholas. Em Novembro desse ano, Raynham repetiu as demonstrações em Lisboa: a oferta da aeronave, então baptizada «Vasco da Gama», por lady Drummond, foi formalizada pelo seu marido, que era Embaixador em Portugal. Em 1923, o Governo Português, satisfeito com os resultados obtidos pelo Martinsyde F.4 oferecido, aquiriu mais três caças desse tipo, que se juntaram aos SPADS na sua nova base, a E.M.D. de Tancos. (Crédito: "Aviões da Cruz de Cristo" Dinalivro, 1998).


O Martinsyde F.4, largamente considerado um dos melhores caças monolugar surgidos durante a WW1, teve como base o Martinsyde F.3, desenhado por G.H. Handasyde em 1917. O novo modelo, designado oficialmente "Buzzard" em Setembro de 1918, era equipado com um motor Hispano-Suiza de 300hp e eram armados com duas metralhadoras sincronizadas Vickers de 7.7 mm, tendo o primeiro voo de teste ocorrido em Junho 1918. Foram produzidas inicialmente 150 unidades, às quais se somaram contratos para mais 300 por uma empresa associada, 500 pela Boulton & Paul, 200 pela Hooper e 300 pela Standard Motor. Depois do Armistício, algumas unidades foram vendidas pela Aircraft Disposal Company, nomeadamente 15 para a Finlandia, 4 para Portugal, 20 para Espanha e 100 para a USSR.






Créditos: jfs -ex-ogma.blogspot.com

Por Anibal de Oliveira

quinta-feira, 2 de junho de 2011

“ESTOU DA COR DOS TURRAS"

Quartel e pista de Ninda - foto de Gonçalo Carvalho
Ninda, Leste de Angola, 2 de Maio de 1970. 
Alguns militares banhavam-se no rio. O helicóptero de serviço de socorros na zona de Gago Coutinho sobrevoou-os, por brincadeira, em voo rasante. Ao subir, bateu com a cauda no chão e caiu. O piloto e o mecânico ficaram feridos no acidente.
O Al III 9307 Acidentado em Ninda - foto de Gonçalo de Carvalho 
A poucos quilómetros de distância, uma coluna militar de reabastecimentos partia de Gago Coutinho para o destacamento militar de Mussuma onde estavam aquartelados uma vintena de soldados. 
Picada difícil, sempre infestada de dificuldades – daí os militares que lá serviam raramente serem reabastecidos, o que provocava uma alimentação muito deficiente, onde predominava o célebre arroz com salsichas ao almoço e as salsichas com arroz ao jantar.
Poucos quilómetros percorridos, surgia o primeiro obstáculo: um engenho explosivo, de fabrico rudimentar, a que dávamos o nome de mina, imobilizava a viatura dianteira, uma Berliet. Dada a natureza deste tipo de viatura, bastante robusta, apenas se verificaram danos materiais e a perda de algumas horas preciosas para a pôr operacional. 
Destacou-se nesta emergência o Nunes, 1º. cabo mecânico, que em gesto de solidariedade para com os camaradas condutores, sobrecarregados de serviço, seguia como voluntário na condução de uma viatura na marcha para o destacamento que aguardava o reabastecimento. 
Muito activo, em tronco nu, desenvolve enorme esforço para que a perda de tempo fosse diminuta. A transpiração, a areia suja da picada, o óleo da viatura puseram-no negro. 
E a sua voz fez-se ouvir: «Estou da cor dos turras. Portanto, em mim não tocam!».
A Berliet atacada - foto de Tia Anica de Loulé
Recomeçou-se a marcha. 
Muito lentamente, a coluna ia-se aproximando do destacamento. A picada era péssima. Muito arenosa e estreita, com o denso arvoredo da floresta a querer engolir-nos. A noite aproximava-se. Notava-se, em nós, uma certa tensão. Nisto, um estrondo enorme fez-se ouvir. Uma poeirada negra de pó e dinamite flutuava no ar. A última viatura da coluna, um frágil Unimog fizera accionar uma mina. Era conduzida pelo Nunes.
O Nunes ficou ferido. Fracturas múltiplas numa das pernas. Comunicou-se, via rádio, para Gago Coutinho, pedindo a evacuação do ferido. A resposta fulminou-nos. O helicóptero sofrera um acidente em Ninda, pelo que não eram possíveis os socorros no local da explosão. Teríamos que levar o ferido até ao destacamento e depois se veria.
Noite cerrada quando se chegou ao destacamento. 
Entretanto, num gesto de coragem, o piloto da DO de serviço em Gago Coutinho, levanta voo em direcção a Mussuma, na tentativa de evacuar o ferido, dando instruções para que a pista de aterragem fosse iluminada de qualquer maneira.
Sofregamente, os militares arrancaram capim, amontoando-o em volta da pequena pista, pegando-lhe seguidamente fogo. Estava encontrado o expediente para iluminar a pista.
DO 27 em Mussuma - foto de e com Gonçalo de Carvalho
A aterragem da DO dá-se no meio de grande expectativa e dificuldade. Mas conseguiu-se que o Nunes fosse evacuado para Gago Coutinho, onde seria possível alguma assistência, ainda que precária.
Na manhã do dia seguinte regressámos a Gago Coutinho sem qualquer acidente. Soubemos que, para a DO aterrar, a pista fora iluminada pelas várias viaturas existentes no aquartelamento e que, pela manhã, o Nunes havia sido evacuado para o Hospital Militar do Luso. 
Respirámos aliviados. É que, apesar de todas as peripécias, não contávamos ainda com qualquer morto em combate.
Dias depois, a notícia chegou-nos fria e brutal. O Nunes havia morrido, vítima de embolia…

Jorge Silva Santana em:

Este texto é uma homenagem a um camarada morto em combate. O Nunes. Um verdadeiro herói anónimo. Morreu porque se ofereceu como voluntário. Por solidariedade para com os seus colegas...

O nosso obrigado ao companheiro Jorge Santana, por ter permitido a publicação deste artigo.
E lançamos o repto, quem terão sido os nossos companheiros que participaram nesta missão?

Os Editores

sábado, 21 de maio de 2011

AVIÕES DA AERONÁUTICA MILITAR - NIEUPORT NI.10

Aviões da AM - Nieuport Ni.10


Um dos três Nieuport Ni.80E2 (alias Ni.12 ou «21 metros») recebidos em 1919 para a E.M.A, de Sintra, e destinados a treino avançado. Eram muito semelhantes aos anteriores, embora apresentando divergência nos «struts». Notar as «cocards» francesas nas asas. (Crédito:"Os Aviões da Cruz de Cristo", Dinalivro, 1989).

 

Dois Nieuport Ni.80E2 (em que o sufixo «E2» significava «Entrainement, deux places»), juntamente com um Caudron G.3 na E.M.A. de Sintra, ainda ostentanto as cores francesas no leme de direcção. O número de contrutor do avião em primeiro plano é 10658. (Crédito: Cor. Pinheiro Correia)

 
O prototipo do Nieuport 12 voou pela primeira vez no verão de 1915 e era o desenvolvimento natural do Ni.10 equipado com um motor 110hp Clerget 9Z, equipado com duas metralhadoras Lewis, a da frente na asa superior e a traseira montada num mini carril semicircular, junto ao cockpit traseiro.

 
Devido ao aumento da potência do motor, o Nieuport 12 tinha um comportamento muito superior ao Nieuport 10, tendo sido encomendado em largas quantidades pela Aviação Militar, Aviação Maritima e pela RNAS, a partir de 1916.

 

Mais tarde apareceu o Nieuport 12bis, com um motor 130hp Clerget 9B. Foi um destes aviões que foi usado pelo Lt Marchal numa tentativa de bombardeamento de Berlim em Junho de 1916.

Créditos: jfs -ex-ogma.blogspot.com



Por:Anibal de Oliveira

sexta-feira, 13 de maio de 2011

ELES SEMPRE EXISTIRAM - II

Objetos submarinos — Como está geograficamente situado no extremo oeste da Europa, Portugal tem grande extensão de seu território banhado pelo Oceano Atlântico. A ponta mais ocidental do continente europeu situa-se no Cabo da Roca, em Sintra, a cerca de 30 km da capital. De acordo com as investigações, no vasto litoral português é observado um grande número de OVNIs, dado corroborado por estatísticas mundiais. Uma explicação possível é a de que na área costeira se localizam as principais cidades portuguesas e onde se encontra a maioria da população. Independente das razões, é no litoral, e mais propriamente no mar, que ocorreram alguns dos casos mais intrigantes da casuística do país, muitos deles até então inexplicáveis.

Setúbal, local de diversos casos, é um exemplo. A cerca de 50 km ao sul de Lisboa, a cidade tem população residente de aproximadamente 850 mil habitantes e, como principais atractivos, o Castelo de São Filipe e o Rio Sado, que banha a conhecida urbe do sul de Portugal. Próxima dali, a Serra da Arrábida é conhecida por ser propícia ao avistamento de fenómenos estranhos. Dois deles são os mais interessantes, relacionados com a observação de OSNIs na região – os chamados objectos submarinos não identificados –, que puderam ser estudados pela SPO. 

A entidade não somente recolheu os testemunhos das ocorrências como comprovou a honestidade e seriedade das testemunhas. Hábito de passar o fim-de-semana e boa parte das férias em actividades ao ar livre caracterizou o estilo de vida de muitos portugueses no início da década de 80. E era no verão de 1980 que Pedro Salgado e sua família descansavam no conhecido parque de Setúbal, hoje fechado, muito perto da magnífica Serra da Arrábida. Salgado era um jovem com grande curiosidade científica, em especial por fenómenos inexplicáveis. Ele brincava no crepúsculo com um amigo quando, poucos minutos depois das 21h00, a atenção de ambos foi desviada para um objecto acima da água, a cerca de 300 m do local em que se encontravam: “O objecto tinha forma de uma estrela-do-mar, de cor púrpura, com forma etérea, quase transparente, e uma orientação bem definida, mas sem contornos mecânicos”, recorda Salgado. Esta natureza talvez explique o fato de ter entrado no Rio Sado sem produzir nenhum ruído ou agitação nas águas. Se o tamanho da “estrela-do-mar” é calculado em pouco mais de dois metros, o número de pontas que tinha ainda é desconhecido. 

Em seguida, o objecto descreveu uma trajectória descendente e controlada que o levaria até o fundo. Este período que viveu Salgado, de cerca de 40 segundos, é considerado pelo jovem campista como “um estado de hipnotismo. Deu para constatar que o aparelho não emitiu nenhum ruído e que a velocidade do objecto manteve-se constante e baixa”. Quando o estranho corpo mergulhou no rio, ele e o amigo correram para a grade, na esperança de ver alguma luz na água. 

Mas apenas puderam ver o suave movimento das ondas fluviais. Curiosamente, nenhuma das pessoas presentes no local presenciou o ocorrido. “Elas conversavam, bebiam, fumavam e sequer se levantaram ou comentaram o aparecimento do objecto. Era quase como se fosse invisível aos seus olhos”, disse. O contacto entre os dois amigos se perdeu para sempre. Seriam precisos 15 anos para que Salgado se sentisse à vontade para falar do caso.· 

Avistamento coletivo em Setúbal — Ainda que não exactamente igual a este avistamento, o Caso da Abrunheira era a única referência para o que tinha sucedido no verão daquele ano. O episódio foi investigado por Sánchez Bueno, falecido em 1994. Um objecto semelhante fora avistado perto de Sintra, cerca de 90 km de Setúbal, em 29 de Novembro de 1980. Cinco operários de uma fábrica de plásticos, um vigilante e um encarregado observaram durante 10 minutos uma luz intensa e fixa de cor amarelo viva, que apresentava contornos em forma de estrela de três pontas. 

Nas extremidades, distinguiam-se tons esverdeados que se reflectiam na parte inferior em tons amarelos. Em outra situação, Carlos e Pedro Coelho, pai e filho, decidiram ir à fortaleza Sant’Iago do Outão, uma construção do século XIV situada na localidade de Outão, em Setúbal, para uma pescaria nocturna. Era uma madrugada do mês de julho de 2002. O local é frequentemente visitado por pescadores que se refugiam naquela zona sossegada, aproveitando para descontrair e relaxar enquanto observam a magnífica foz do Rio Sado. E se tiverem sorte, podem ainda observar golfinhos. Naquela noite, porém, a pequena praia se encontrava deserta. Os dois prepararam as tralhas de pesca e se sentaram perto do mar para conversar. 

Ambos observaram dentro da água, a uns 15 m da costa, uma pequena luz em forma de prato, com cerca de dois palmos de diâmetro, muito perto da superfície. De acordo com o que conseguiram constatar, parecia ser uma massa luminosa de cor verde fluorescente, uniforme e com um foco que apenas iluminava num sentido ascendente, em direcção à superfície.· 

Paralisados pelo objeto — Subitamente, a misteriosa luz começou a se deslocar em linha recta, à velocidade moderada e sem deixar rastro, até estacionar adentro da costa. Estupefacto com o que observaram, o pai decidiu apontar o foco da lanterna que levava consigo na direcção da luz. Ao fazê-lo, pôde constatar que, por detrás da luz e a alguns metros dela, encontrava-se um grande turbilhão na água, também circular, mas consideravelmente maior do que a luz, que deu às testemunhas a sensação de que algo estava prestes a emergir. 

Assustado e temendo pela segurança do filho, o homem decidiu que deveriam ir embora. Porém, precisamente neste momento, eles caíram em si encostados à muralha da praia, a cerca de três metros do local aonde se encontravam, paralisados por uma sensação que descreveram como sendo “algo parecido a um formigueiro no corpo, semelhante à electricidade estática”. Não se lembram de terem sido projectados nem crêem que isso tenha acontecido. Simplesmente, num momento estavam à beira do mar, prontos para irem embora, e no outro, ao abrirem os olhos, encontravam-se encostados à muralha, de frente para a água, boquiabertos e temporariamente paralisados. 

Foi uma circunstância muito semelhante ao missing time [Sensação de tempo perdido], frequentemente associado às abduções, mas não foi o que ocorreu. Felizmente, a sensação de formigueiro desapareceu após alguns momentos e as testemunhas recuperaram a mobilidade. Atemorizados, abandonaram a praia pelas rochas e subiram para um mirante da fortaleza, que existe por cima da praia. Ali, puderam observar que o turbilhão tinha desaparecido e que a luz se deslocava novamente em linha recta, afastando-se na direcção do oceano. Nesse momento, Carlos Coelho decidiu acender uma pequena luz e a apontou na direcção de onde estava o artefacto, realizando diversos movimentos com ela. Como que respondendo, o objecto regressou em sua direcção, se posicionou e se imobilizou à sua frente, começando a acender e a apagar não numa sessão regular, mas sem padrão aparente, numa sequência que as testemunhas descreveram como “apresentando semelhanças ao conhecido código morse”. Naquele momento, Coelho resolveu esconder a luz, fechando-o na palma da mão. Imediatamente o OVNI começou a se distanciar, para logo regressar quando o homem reabriu a mão. Esta interacção durou seguramente 30 minutos. 

Ele desenhara com o rastro da luz algumas figuras geométricas, como quadrados, triângulos e também números. Todavia, foi quando realizou um movimento errático que o OVNI começou a mudar de cor, passando do verde para o amarelo, então para o laranja e depois para um vermelho muito intenso. Neste momento, pai e filho ouviram um estrondo como o de trovoada seca e o homem viu um clarão ou relâmpago branco na direcção da Serra da Arrábida, que o cegou temporariamente. Naquele instante, o céu tinha adquirido uma tonalidade “vermelho eléctrico”, que logo se dissipou. Após este fato, o OVNI retomou a tonalidade original e respondeu mais uma vez à luz do pescador. Assustados e com a sensação de que aquilo não teria gostado da interacção, decidiram ir embora, não se tendo observado o desaparecimento do objecto, que seguia rumo ao mar alto. 

Esse caso não foi o primeiro a ocorrer na praia da Fortaleza de Sant’Iago do Outão. 26 anos antes, em 19 de Outubro de 1976, dois pescadores observaram seis luzes alaranjadas muito nítidas e de grande intensidade, por volta das 02h00, na direcção poente–nascente. José Pinto e José Mascarenhas, à medida que as luzes se aproximavam, percebiam que eram sinalização de um objecto em forma de ovo, localizadas duas na parte de cima, duas ao meio e duas na parte de baixo. 

O objecto, que à distância das testemunhas aparentava ter 10 m de diâmetro, apresentava-se como vulto escuro, totalmente silencioso e com luz encarnada no topo. Assustadas, as testemunhas tentaram sair do local, mas conseguiram ainda observar o objecto que, nesse momento, emitia algumas faíscas, voando ao que estimaram ser cerca de 10 km/h. Quando finalmente o fenómeno se encontrava perto de Tróia, mudou da cor laranja para avermelhada, deixando o céu em redor com tonalidade semelhante. Subitamente, fez um movimento em forma de Z, desaparecendo em alta velocidade em direcção aos estaleiros da Setnave, em Setúbal.

Anibal Oliveira

terça-feira, 3 de maio de 2011

O LIVRO KINDA, DO CAP. CARLOS ACABADO

KINDA e outras histórias de uma guerra esquecida 

A perspectiva da Força Aérea e do seu papel neste conflito - que tantas vezes o não foi, antes revelando simbioses e comunhões humanas aqui bem patentes. Constitui uma novidade na literatura do género, colmatando uma falha que esta colecção se orgulha de esbater
Autor: Carlos Acabado 
Preço: 12,00 €
Páginas: 181
Nota: Pode ser solicitado o envio à cobrança deste livro à Liga dos Combatentes - Telefone: 21 346 82 45 / 46


segunda-feira, 2 de maio de 2011

AVIÕES DA AERONÁUTICA MILITAR - NIEUPORT NI.10

Aviões da AM - Nieuport Ni.10

O capitão Santos Leite, instrutor e mais tarde ensaiador de aviões e chefe do posto do Campo Internacional de Aviação (Parque de Material Aeronautico em Alverca), junto a um Nieuport Ni.10 (Ni.83E2 ou "Nieuport 18 metros") que capotou em Vila Nova da Rainha. O leme ainda se encontra pintado nas cores francesas. Neste modelo, as mastreações entre asas («struts») eram paralelas e não divergentes.(Crédito Cor. Edgar Cardoso).
A Escola de Aviação Militar, em Vila Nova da Rainha, recebeu sete Nieuport N.10 de treino. em 1917. Eram duma versão para adestramento do conhecido Nieuport Ni.10 A2 de observação, conhecido por Nieuport «18 metros», caracterizando a sua superficie alar, mas expressa em metros. Estes aviões foram transferidos para a Esquadrilha Mista do Depósito (E.M.D.) de Tancos, aquando da mudança das instalações para a Granja do Marquês em 1920.
Foi num destes aviões que o capitão Norberto Guimarães realizou em Março de 1917, um voo de propaganda com escala em vários pontos do País, para obter adesões de oficiais das unidades visitadas, com vista à formação do futuro Serviço de Aviação do Corpo Expedicionário Português, que já nessa altura combatia em França, ao lado dos aliados, pois as primeiras tropas tinham partido de Lisboa em Janeiro de 1917.(Crédito: "Os Aviões da Cruz de Cristo", Dinalivro, 1989).
O biplano Nieuport Ni.10, de dois lugares, foi desenvolvido por Gustave Delage em 1914, na altura com o objectivo de participar na Gordon Bennet Cup em 1914, mas o seu alistamento na marinha fez com que o projecto fosse depois prosseguido por colegas que o transfomaram em avião militar, com a patente 477.457 de 30 de Janeiro de 1915.
O prototipo era equipado com um motor Gnome 80hp e a asa superior tinha um corte circular, para permitir um observador de pé com acesso a uma metralhadora montada sobre a asa, no lugar da frente. Por isso era designado 10AV (avant).
Mais tarde, o corte circular foi abandonado e instalada uma metralhadora Lewis, sendo o seu manuseamento feito pelo observador que ia no lugar de trás (10AR) ou pelo piloto, no modelos em que o lugar da frente era coberto e não usado. Este foi o modelo fornecido à esquadrilha n. 57 da RNAS, formada em 23 de Maio de 1915.
O último modelo Nieuport N.10AR (arrière), já equipado com uma metralhadora Hotchkiss. Os russos fabricaram várias versões do Nieuport 10 com motores Le Rhone de 110hp e 120hp. Também a Nieuport-Macchi construiu 240 aviões sob licença. Quando o novo monolugar Nieuport N.11 chegou à frente de combate, o Nieuport N.10 passou a ser utilizado apenas como avião de treino. Créditos: jfs -ex-ogma.blogspot.com
Por: Aníbal de Oliveira

sábado, 9 de abril de 2011

ELES SEMPRE EXISTIRAM - GRANDE VARIEDADE DE FENÓMENO

Em Portugal, a variedade de fenómenos observados acompanha todo o espectro ovnilógico mundial, incluindo contactos imediatos de terceiro grau, registo de radar, vestígios físicos, objectos submarinos não identificados (ÓVNIS) e até alguns casos de abdução. O número total de casos conhecidos publicamente chega a mil, o que torna difícil uma selecção justa entre tal quantidade e qualidade de relatos. Tendo em conta a dimensão do território e da demografia, pode-se assumir que a taxa de avistamentos em Portugal, ao longo do último século, é bastante elevada. Faz parte destas estatísticas um caso ocorrido em 1946, um ano antes do início da Era Moderna dos Discos Voadores. Portugal é testemunha de alguns fenómenos celestes, provavelmente relacionados com uma porção de avistamentos nos países escandinavos. Neles, eram observados, nos anos 40 e 50, fenómenos designados por “foguetes fantasmas”. No mês de Maio de 1946, um projéctil em forma de foguete também foi notado em Lisboa por grande número de testemunhas. Mais tarde, em Setembro, ocorreram mais alguns avistamentos em várias partes do país, cujos objectos foram descritos como “esferas de luz verde”, “estranha luz”ou mesmo “foguete fantasma”. Embora a imprensa portuguesa noticie os acontecimentos ocorridos nos Estados Unidos no ano posterior, os relatos de discos voadores chegaram às terras lusitanas um pouco mais tarde. A provável primeira filmagem de um OVNI no mundo pode ter sido feita em terras lusitanas. A imprensa do país, mais propriamente a Rádio Televisão Portuguesa (RTP), teve a sorte da proeza em 1947, na Serra das Meadas, perto da cidade de Valongo, no norte do país. No filme, de José Aires, é possível ver um objecto luminoso que por diversos minutos realiza manobras irregulares sobre os morros. Infelizmente, a gravação não se encontra em bom estado de preservação e os detalhes da observação são muito difíceis de serem recuperados. No entanto, pelo tempo, o trabalho é um dos principais documentos a demonstrar a realidade dos ÓVNIS em Portugal. Por coincidência ou não, é também perto dessa serra que, em 1990, na cidade de Alfena, foram obtidas as fotografias mais conhecidas de um OVNI sobre território português, o chamado Caso de Alfena.
Se filmagens de ocorrências já são difíceis, contactos imediatos são ainda mais. A grande maioria dos casos portugueses, como em todo o mundo, é de avistamentos de fenómenos distantes. Em poucos deles há interacção próxima das testemunhas. Um dos casos mais interessantes nesta categoria é o Caso de Alfena, ocorrido em Setembro de 1990. Durante a manhã de 10 de Setembro daquele ano, em Vilar, várias testemunhas da localidade puderam observar um estranho objecto que sobrevoava a área. Ele foi descrito como tendo aspecto metálico e produzindo barulho como o de um aparelho eléctrico, com uns apêndices descendentes. Um fotógrafo que se encontrava no local conseguiu quatro fotos, que passaram a ser consideradas os registos fotográficos de ÓVNIS mais significativos de Portugal. O caso, característico de um contacto imediato de terceiro grau, foi intensamente investigado na época pela CNIFO, que não conseguiu chegar a uma conclusão. Há casos de contactos mais intensos. Apesar de muitos cépticos em relação à realidade física dos fenómenos fonológicos apontarem falta de evidências palpáveis como sustentação de argumento, essas provas existem, ainda que de forma rara e muitas vezes efémera. Em nosso país, podemos encontrar alguns casos de contactos imediatos de segundo grau dignos de registo, como o de um objecto visto na Praia da Nazaré, na madrugada de 28 de Agosto de 1957. Um casal encontrava-se no local e pôde observar algo escuro rodeado de luz esverdeada, a cerca de 200 m acima do nível do mar. Quando passou sobre as testemunhas, estas conseguiram ver o formato circular do artefacto. Em seguida, ele desceu até cinco metros do solo, a uma distância de 100 m de onde estavam. Tinha uma pequena cúpula e uma janela com mais ou menos três metros de largura, através da qual se via certa luz amarela. Depois disso, emitiu um raio luminoso a partir de sua base até a areia da praia e baixou um pouco mais, até dois metros em relação ao solo. Após o final do avistamento, foi possível constatar a existência de seus vestígios físicos, que se fizeram sentir no desaparecimento de pedras e plantas na extensão de quatro metros quadrados. 

sábado, 2 de abril de 2011

PEGA DE CARAS

Uma das situações mais caricatas que tive até hoje, passou-se  em Sintra ao serviço do Museu do Ar com a aeronave DH 82A Tiger Moth Nº102.
Na altura a minha secção era composta por 2 CADJ's com o mesmo apelido Cardoso (e a quem alcunhámos um de Soneca - por qualquer sítio e qualquer tempo morto darem para bater choco - , e o outro  de Esparguete Queimado - por ser um rapaz mestiço e alto como o raio) e era nossa a função de servir de travões ao avião , já que o mesmo não os tinha.

Ora num dia, em que a aeronave foi voar, ficou combinado de que a mesma viria a rolar até junto ao hangar do Museu onde eu estaria com eles  e aí os referidos CADJ's lhe fariam uma "pega de caras".
Acontece que, devido á velocidade um pouco excessiva com que o avião vinha o Esparguete Queimado não conseguiu agarrar a asa, provocando uma verdadeira cena de filme cómico, com o Soneca a agarrar a sua asa , a Tiger a fazer um pião , o Esparguete a correr atrás dele e eu a saltar como se tivesse a fugir dum touro enraivecido.
Rematando, para parar finalmente o avião (que deu 2 ou 3 voltas sem o conseguirmos parar) adoptámos a formação dos Forcados Amadores de V.F. de Xira (com rabujador - eu-  e tudo) e lá o conseguimos parar.
Para finalizar esta verdadeira epopeia, o Soneca sai-se com esta tirada :

- Isto é que é Sr. Capitão ! Uma hora em voo á vista e 5 minutos em voo circular !!

A sorte é que o piloto em questão era um Capitão oriundo de PIL  que tinha um grande sentido de humor !!

Paulo Moreira SargMor MMA

sexta-feira, 25 de março de 2011

ELES SEMPRE EXISTIRAM - PORTUGAL E OS OVNIS

Em Portugal, a adopção do termo disco voador por parte
da imprensa e da população em geral, para descrever fenómenos aéreos não identificados que começaram a ser relatados no meio do século passado, teve origem na expressão
flying saucer, criada pela mídia norte-americana após o avistamento do piloto Kenneth Arnold, em Junho de 1947.
À medida que surgiam mais relatos na imprensa portuguesa, descrevendo manifestações aéreas inusitadas e com formas e características variadas, o uso do acrónimo OVNI, de objecto voador não identificado – tradução directa do termo unidentified flying object – tornou-se necessário. Hoje em dia, o termo OVNI é o mais utilizado pela população do país para descrever o fenómeno ufológico, estando, no entanto, muito associado à hipótese extraterrestre. Existe, contudo, outra denominação que começa a ganhar alguma notoriedade no país, a sigla FANI, de fenómeno aéreo não identificado, cuja utilidade reside na constatação de que uma grande percentagem dos avistamentos não corresponde exactamente àquilo que poderia ser designado como um objecto. possível encontrar relatos de ÓVNIS na própria história da formação de Portugal.
No país, a observação de fenómenos aéreos de difícil identificação remonta a épocas muito anteriores ao século XX. No entanto, é de se salientar que, durante muitos séculos, a maior parte dessas ocorrências foi interpretada e vivenciada como manifestações religiosas. Podemos então identificar dois tipos de observações: aquelas que remetem desde logo para a religião e aquelas que, desde o primeiro momento, se viram sempre envoltas em dúvida e mistério. Do primeiro tipo, as de interpretação religiosa, geralmente designadas como aparições, existem muitos casos conhecidos, sendo que alguns deles estão verdadeiramente entrelaçados com a história portuguesa. Um bom exemplo é a lenda que relata a aparição de Jesus Cristo a dom Afonso Henriques, que viria a ser o primeiro rei de Portugal, antes da Batalha de Ourique.
Essa importante batalha, ocorrida em 25 de Julho de 1139, foi determinante para a instauração do reino português. Dela, cinco reis mouros saíram derrotados. O feito adquiriu tal importância no contexto internacional da época que, a partir daquela data, dom Henriques passou a utilizar o título de rei – da expressão rex – e o reino português passou a ser ainda mais reconhecido no mundo. A descrição da aparição, chamada de Milagre de Ourique, surge na obra Anais de Santa Cruz de Coimbra. Segundo estes documentos, Jesus Cristo teria aparecido ao monarca no céu dentro de um raio luminoso, rodeado de anjos, a incitar à vitória sobre os muçulmanos. Como esta, outras aparições marcaram a história e o destino de Portugal durante os subsequentes séculos até o XX. m caso que é hoje utilizado como referência por parte da Ovnilogia moderna [Ufologia moderna] como exemplo de OVNI em formato de cruz ocorreu em 1513, no Mar Vermelho. Não existe certeza quanto à data, mas se crê ter sido no mês de Abril que dom Afonso de Albuquerque, segundo vice-rei da Índia portuguesa, avistou no céu uma cruz vermelha e resplandecente. Comandava uma frota de naus e viu o fenómeno na direcção do poente. A ele se sobrepôs uma nuvem que acabou por se dividir sem interferir com a cruz ou reduzir sua luminosidade. O fato foi interpretado como sinal divino, redentor e encorajador, uma vez que a navegação estava difícil na época. O fato se encontra relatado na primeira pessoa pelo próprio dom Albuquerque, em carta enviada ao rei, dom Manuel I, em Dezembro daquele ano. Posteriormente, foi descrito pelo historiador João de Barros
Fenómenos na Antiguidade — Existem ainda outros casos que foram incluídos na categoria de fenómenos aéreos não explicados por não serem imediatamente associados à religiosidade. Um exemplo consiste na observação de um notável fenómeno nos céus de Castelo de Vide, no Alentejo, em 1726. Conforme descrito na Gazeta de Lisboa, de 07 de Novembro daquele ano, o fenómeno ocuparia uma considerável área do céu, em formato de serra de cor vermelha. O artigo refere ainda ao tamanho estimado de quatro léguas, cuja largura corresponderia a um terço do comprimento. Das descrições, consta ainda a referência a raios de luz provenientes do objecto, que iam perdendo e recuperando a cor. O fenómeno durou horas, sendo que, após um acréscimo de intensidade luminosa, esta foi diminuindo até que todo o fenómeno desapareceu por completo quando a noite já ia alta. O mesmo jornal, que era um veículo de referência na época, informou ainda que, dias antes, algo idêntico teria sido observado mais ao sul. Também é bastante conhecido na Ovnilogia Portuguesa que o grande terramoto de 01 de Novembro de 1755 foi precedido pela observação de diversos globos de luz intensa sobre vários pontos do país.
Um dos mais interessantes casos portugueses, este avistamento ocorrido na localidade de Alfena, em setembro de 1990, foi registrado em foto. O objeto foi descrito como tendo aspecto metálico. No detalhe, um artefato voador não identificado esférico registrado em 1947
A tragédia destruiu 85% das construções de Lisboa e é considerada responsável pela morte de 90 mil lisboetas. Todavia, muito provavelmente, tal luminosidade é o que a ciência denomina “luzes de terramoto”, um fenómeno de origem natural, ainda que controvertida, que ocorreria durante o cataclismo. A primeira observação deu-se em 15 de Outubro, quando foram vistos, por várias vezes, globos voadores imensamente iluminados. Outras observações ocorreram em 08 de Novembro, em que apareceram três “luas” sobre a cidade de Viseu, entre 14h00 e 15h00. Estas ocorrências encontram-se registadas nas gazetas da época e são passíveis de consultas no arquivo geral da Torre do Tombo, que conta já com 600 anos de existência [A Torre do Tombo é o repositório da história portuguesa, como o Arquivo Nacional é da história brasileira].·
Importante contribuição dos pioneiros — Tais relatos começara a ser encaradas como potenciais ÓVNIS somente no século XX. Esse próprio século encontra-se recheado de avistamentos ocorridos tanto em Portugal continental como nas suas ilhas, sendo que, com o advento da Ovnilogia como área multidisciplinar, muitos deles foram de imediato averiguados e outros só mais tarde foram resgatados por investigadores interessados. Os portugueses, ao longo das últimas décadas, não só acompanharam o que se passava no exterior, através dos meios de comunicação social, como vivenciaram fenómenos em seu próprio território. O país reflecte algumas das muitas observações de ÓVNIS de âmbito internacional, sendo esta correlação mais notória durante a década de 50. Apesar de ter sido comum na imprensa portuguesa, durante a época da ditadura, notícias sobre a observação de discos voadores, não houve organização de grupos civis de investigação. Há, no entanto, algumas personalidades interessadas que divulgaram o tema, das quais podemos destacar o jornalista Hugo Rocha, autor dos primeiros livros portugueses sobre ÓVNIS, e também Sánchez Bueno, com várias obras sobre o assunto. Bueno compilou tal número de notícias sobre avistamentos que, mais tarde, já nos anos 70, fundou o Centro de Estudos Cosmológicos e Parapsicológicos (CECOP), em Lisboa. Contudo, o cenário alterou-se completamente depois da Revolução dos Cravos, em Abril de 1974, e do regresso da democracia, crescendo o interesse por novas ideias e assuntos tabus, entre os quais estavam os ÓVNIS.
Apesar de ter sido formado em 1973, ainda no período pré-democrático, o Centro de Estudos Astronómicos e de Fenómenos Insólitos (CEAFI)é uma das mais importantes associações da história ovnilógica portuguesa. A entidade cresceu, em conjunto com outros grupos, na segunda metade dos anos 70, verdadeira época de ouro da Ovnilogia Portuguesa, quando existia não só maior número de grupos de investigação como publicações sobre a temática. Na década de 80, o interesse pela Ovnilogia tornou-se mais moderado. Depois da explosão na década anterior, mantiveram-se activos grupos como o CEAFI, que naquela década sofreu reestruturação e passou a ser designado por Comissão Nacional de Investigação do Fenómeno OVNI (CNIFO). Permaneceu na presidência Joaquim Fernandes, figura de referência na história da Ovnilogia Portuguesa [Fernandes é correspondente internacional da Revista UFO]. No início da década de 90 surgiu a Associação Portuguesa de Pesquisa de OVNI (APPO), liderada por Vítor Moreira, que deu importante contribuição à investigação ovnilogias naquele período. Na virada do século, com a desactivação dessas duas associações, a investigação dos ÓVNIS em Portugal foi quase nula, ressalvando-se, porém, os esforços de investigadores independentes, como José Garrido e Paulo Cosmelli. Actualmente, pode-se observar um redespertar da Ovnilogia no país, em parte através da nova geração de pesquisadores. É nesse contexto que surge a Sociedade Portuguesa de Ovnilogia (SPO), fundada em Fevereiro de 2005, que desde então se tem dedicado à investigação científica da fenomenologia ovnilógica.

terça-feira, 8 de março de 2011

DESPORTO NO AB4 (1969 A MUDANÇA)

Foram "largados" em fins de 68 inicio de 69 duas dúzias de especialistas, os quais iriam modificar para sempre o "DESPORTO" no AB4 e em Henrique de Carvalho bem como o nosso dia a dia.
Para quem estava no AB4 o nosso dia era passado do alojamento para o clube, hangar, clube alojamento, hangar, e por fim clube, = poker = vat69 + seven up, "caminha".
Fim de semana: piscina, cafe cerveja, pratinhos de dobrada, ginguba, cinema e batuque.
Veio a mudança :
Esta aconteceu graças ao fantástico trabalho de um dos "largados" em inicio 69 (Quim) que deu inicio e finalizou um processo tripartido com exército e representante civil para a realização de jogos (torneios) de andebol, volei, basket.
Este acordo viria a mudar radicalmente o desporto no AB4, bem como em Henrique Carvalho e do qual vieram a beneficiar os nossos companheiros que nos precederam. Como devem calcular passamos a ter novos assuntos para comentar e jogos para efectuar, dava gosto ver o pessoal a vibrar.
Estava efectuada a mudança.
Para terminar.
Presto a minha homenagem aos nossos companheiros com os quais tive o previlegio de jogar e que recordo com saudade (Fialho, Brandão, Vieira, Reis, etc.) aos demais,

Um grande MOYO
J.M.Pires