sábado, 30 de julho de 2011

OS NOSSOS CONDECORADOS.



Da Revista Mais Alto SET/OUT 2005 cedida por Manuel Ribeiro da Silva.

AVIÕES DA AERONÁUTICA MILITAR - AVRO 631 "CADET"

Aviões da AM - Avro 631 "Cadet"

Produzido em 1931, o Avro 631 Cadet era uma versão mais pequena do modelo "Tutor" para clubes e uso privado, tendo o primeiro voo do protótipo ocorrido em 14 de Maio de 1932 no aeródromo Skegness. Para avaliação do avião a escolher para substituir os Caudron G-3 e Avro 504-K, foram adquiridos em 1934, um Caproni Ca.100, um Avro 632 Cadet e um DH-82 Tiger Moth, tendo sido este último o escolhido.
O Avro 631 Cadet fornecido à Aeronautica Militar pela A. V. Roe em Junho de 1934, tinha número de construtor "727" e foi matriculado como "501" na Aeronautica Militar. Permaneceu à carga das OGMA durante muitos anos, sendo pintado no esquema de treino em azul e amarelo, como os Tiger Moths e mais tarde do património do Museu do Ar. Era dotado de motor radial Amstrong-Siddeley Genet Major I de 140 CV. Foi colocado fora de serviço em1952. (Crédito E.M.F.A. 

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Suspensos da estrutura de um dos hangares de Alverca, o único Avro 631 Cadet e o DeHavilland D.H.82-A Tiger Moth nº 111, ambos pertencentes ao acervo do Museu do Ar. O Avro 631 Cadet foi preterido pelo Tiger Moth no concurso realizado em 1934, para dotação da Arma com um novo avião de treino elementar. (Crédito E.M.F.A.)
Algumas fotos de Avro 631 e 643 Cadet. (Crédito Avro Aircraft since 1908)

  
Detalhe do Avro 631 Cadet. (Crédito Avro Aircraft since 1908)




Créditos: jfs -ex-ogma.blogspot.com

sexta-feira, 8 de julho de 2011

AVIÕES DA AERONÁUTICA MILITAR - NIEUPRT NI.21

Aviões da AM - Nieuport Ni.21

 
Um Nieuport Ni.21E1, monolugar de treino, de um total de 8 aviões recebidos em 1919, também conhecido por «Nieuport 15 metros»- sua area alar - na Escola Militar da Aviação em Sintra, já com as «Cruzes de Cristo» pintadas nas asas. Usava um motor Le Rhone R.9C de 80hp, ao contrário do motor 110hp da versão de caça Ni. 17 e tinha uma velocidade máxima de 150 km/h. (Crédito: Museu do Ar)
O Nieuport Ni.21 foi concebido como avião de treino para a Força Aérea Francesa, tendo alguns aparelhos sido usados como aviões de combate, nomeadamente pela Imperial Russian Air Service, que recebeu 68 aparelhos de França e depois fabricou outros sob licença. A partir de 1916 foram usados pela Royal Naval Air Services e depois pela U.S. Air Service a partir de 1918. A Marinha Francesa usou-o também para experiências de descolagem em porta-aviões a partir de 1920.
Desenhos do Nieuport Ni.21 usado em Portugal.
 
Aviões Nieuport Ni.21 de fabrico russo.


Créditos: jfs -ex-ogma.blogspot.pt

ELES SEMPRE EXISTIRAM - AVISTAMENTOS NOS AÇORES


O Arquipélago dos Açores, também foram palco de alguns dos poucos contactos imediatos de terceiro grau da casuística portuguesa. Região autónoma composta por nove ilhas situadas no Atlântico Norte, a oeste do Portugal continental, talvez tenha um índice deste tipo de fenomenologia mais elevado que o do resto do território, apesar da pequena dimensão territorial, de apenas 2.333 km2. Aquele que podemos considerar o primeiro caso de observação de um ser associado a um OVNI na região ocorreu precisamente no aeroporto da Ilha de Santa Maria, em Setembro de 1954. O fato se deu numa fase de aumento de avistamentos em Portugal, que acompanhou a grande incidência francesa daquele ano. Outro encontro de terceiro grau como este ocorreu na noite de 31 de janeiro de 1968, considerado um dos mais interessantes da Ovnilogia Portuguesa. 
Tal como no anterior, foi vivido por um guarda-nocturno, desta vez na Ilha Terceira. Associado a este caso, houve um número considerável de avistamentos nos Açores durante a mesma época. O caso de observação mais recente de seres ocorrido no arquipélago foi pesquisado por Filipe Gomes, membro da SPO e natural da ilha. Infelizmente, a testemunha principal já tinha falecido, mas Maria do Carmo, sua viúva, deu um depoimento ao estudioso. A data da ocorrência é incerta, muito provavelmente no verão de 1973, mas o local foi São Miguel Arcanjo, na Ilha do Pico. 
Miguel Alexandre, mais conhecido por Miguel Cantoneiro, observou algo anormal naquela tarde. Além de artista, tinha suas próprias terras de pastagem, e foi numa delas que observou um objecto em forma de peneira, de aspecto metálico e em procedimento de pouso no meio da propriedade. Alexandre, que se encontrava mais abaixo, olhou para cima depois de ter ouvido uma zoada. No meio do objecto, então parado, abriu-se uma espécie de porta rectangular, da qual saiu uma pequena escada para o solo. Mais tarde, duas figuras deixaram o interior da nave, descritas por ele como “homenzinhos de pequena estatura”. Falavam entre si numa linguagem alheia ao conhecimento do cantor. Em seguida, voltaram para dentro do objecto, que ascendeu e voou para o sul, de onde tinha vindo.


O ano de 1973 foi rico em avistamentos de criaturas supostamente extraterrestres em todo o mundo, sendo apelidado de “o ano dos humanóides”. 
Em Portugal, um desses casos aconteceu na região de Trás-os-Montes, no nordeste do país. Numa noite do final do verão daquele ano, Sérgio e Maria Lisboa e Maria Costa viajavam de automóvel entre Carrazeda de Ansiães e Fiolhal, quando ele, ao volante, ouviu um zumbido que vinha do exterior. Em seguida, todos conseguiram ver um clarão ao lado direito do veículo, em deslocamento contrário. O condutor continuou a seguir o fenómeno pelo retrovisor até imobilizar o automóvel para observar melhor. O objecto se deslocou do sul para o norte e foi perdido de vista pouco tempo depois. Tinha formato elíptico, com uma espécie de visor na parte superior, e emitia uma luz avermelhada intermitente. 
Depois da localidade de Alijó, em direcção à Vila Real, Sérgio Lisboa sentiu uma perda de rendimento do motor, e novamente ouviu-se o zumbido, desta vez de forma ritmada. Mas tudo voltou ao normal e, alguns quilómetros mais à frente, se depararam com um pequeno objecto cilíndrico, de cor esverdeada, atravessado na estrada. O motorista diminuiu a velocidade e desviou do estranho objecto, com receio de que este explodisse. Foi neste momento que os três ocupantes do veículo observaram a presença de duas figuras humanóides deitadas de costas à esquerda da estrada. Sua estatura era de aproximadamente um metro e meio e vestiam uma espécie de manto cor de chumbo claro. Suas cabeças estavam ocultas por uma espécie de capacete de formato esférico, no qual havia uma viseira retangular na altura dos olhos. A atenção das testemunhas foi inicialmente atraída para duas luzes avermelhadas que se encontravam na ponta do que pareciam ser antenas em duas caixas posicionadas nas costas de cada ser. Este pormenor se tornou mais perceptível quando as figuras se ergueram após o veículo se afastar.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O F84 - ACIDENTE DA SERRA DE CARVALHO - ANIVERSÁRIO FAP

O F-84 entrou ao servido da Força Aérea Portuguesa (FAP) em Janeiro de1953. Foi colocado na antiga Base Aérea Nº.2, na Ota, formando a primeira unidade operacional de aviões de combate a jacto de Portugal - a Esquadra 20. No ano seguinte nasceu a Esquadra 21, ficando ambas enquadradas no Grupo 201 (Grupo Operacional de Aviação de Caça).
Em 1 de julho de 1955 deu-se um dos mais lamentáveis acidentes de aviação militar em Portugal, quando oito deste aparelhos, em voo de formação, embateram contra uma serra na localidade de Carvalho, concelho de Vila Nova de Poiares, perecendo os respectivos pilotos.
A partir de 1958, os F-84 começaram a ser substituídos na função de defesa aérea, pelos F-86 Sabre, passando a ser utilizados sobretudo na função de ataque ao solo.
Em 1961, parte dos F-84 foi enviada para a Base Aérea Nº9, em Luanda, onde formaram a Esquadra 93. A partir dessa base foram utilizados em combate em Angola, na Guerra do Ultramar até 1974. Nesse período, um destacamento de F-84, esteve estacionado na Base Aérea Nº10, na Beira, em Moçambique, para defesa do porto daquela cidade, por ocasião da independência da Rodésia.
No total, a FAP dispôs de 125 aviões, sendo o último abatido ao efectivo em 1974.

O ACIDENTE AÉREO NA SERRA DO CARVALHO

HINO DA FORÇA AÉREA

Força Aérea Portugal!
Juventude audaz, valente
Nobre povo sem igual
Rumo firme sempre em frente!

Quer de noite, quer de dia
Sulcando o céu profundo
Com rasgos de galhardia
Os rumos que tem o Mundo!

Força Aérea! Força Aérea!
Sobre a terra, sobre o mar
Alma lusa, vida etérea
Subindo supremo altar
Vigilante e imortal!

Alerta homens do ar!
Alerta, alerta, voar!

Garantindo Portugal!

Hoje, dia 1 de Julho de 2011, comemora-se o 59º aniversário da Força Aérea Portuguesa, que neste dia do ano de 1952, foi constituída como ramo independente das Forças Armadas. 

Este dia está também, infelizmente, ligado a uma das páginas mais negras da história da Força Aérea, pois foi no dia em que se comemorava o seu 3º aniversário, 1 de Julho de 1955, que ocorreu o mais trágico e lamentável acidente da sua história, que vitimou oito pilotos, sendo considerado um dos maiores do género, a nível mundial, atendendo ao número de aviões envolvidos.
Um F-84 Thunderjet da FAP
Naquele dia fatídico, doze aviões F-84 Thunderjet, comandados pelo capitão Rangel de Lima, dirigiam-se em formação para a Base Aérea da Ota, para participar nas comemorações do 3º aniversário da FAP, quando pelas 10 horas da manhã o desastre aconteceu.

Segundo o Diário “as beiras online” de 4 de Julho de 2005 e de acordo com Aniceto Ferreira de Carvalho, que na altura do acidente tinha 20 anos e era mecânico da FAP, “os aviões eram doze ao todo e iam a voar em formação. Iam quatro à frente, quatro atrás mas mais baixo, por causa do remoinho (movimento do vento), e outro quatro ainda mais baixo. Nesse dia estava nevoeiro e só os primeiros quatro, nos quais se incluía o capitão Rangel de Lima passaram a serra; os restantes oito embateram no terreno, tendo os seus pilotos tido morte imediata”.
Monumento de homenagem aos pilotos falecidos. Os seus nomes estão gravados na base.
Capelinha erigida no local.

"O Voo dos Anjos", monumento construido para assinalar o 50º aniversário do acidente. Foi colocado numa rotunda à entrada de Vila Nova de Poiares.